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Vikings | O legado de Lagertha

Caro leitor que assim como eu acompanhou Vikings até aqui. Sabemos que a série teve altos e baixos durante os 6 longevos anos até aqui, sendo alguns deslizes perdoáveis outros nem tanto, mas se tem uma personagem que aprendemos a amar essa é Lagertha.

Atenção! Esse texto contém fortes spoilers da 6ª temporada!

Sem sombra de dúvidas a personagem se tornou um ícone da série desde o seu surgimento como par romântico de Ragnar Lothbrok (saudades), passando pelo período de luto do marido, a necessidade de passagem de bastão ao filho mais velho Bjorn até o seu isolamento como líder de uma pequena comunidade de mulheres e idosos.

Arrisco dizer que para quem acompanha Vikings, Lagertha é uma personagem feminina tão forte quanto Mulher Maravilha. Colocadas as devidas proporções, a guerreira nunca teve medo de enfrentar as batalhas que via pela frente, sabendo se impor quando necessário e botando medo até nos próprios rivais de seu marido.

Quando ainda vivo, Ragnar teve seus momentos tolos de traição a Lagertha, mas a personagem era de uma força tão grande para os fãs que passamos a odiar o mocinho da série. O destemido viking passou a ser o tolo que deixou a mulher de sua vida para as traças. Felizmente próximo ao fim da sua vida, Ragnar notou a tolice que havia feito, mas era tarde demais para aproveitar os momentos com a guerreira, e morreu tendo que pedir perdão a ela até seu último suspiro durante a emboscada.

A partir da morte de Ragnar, acreditávamos nós que contaríamos com uma guerreira ainda mais destemida, líder de seu povo e libertadora do povo viking rumo a conquista da Europa e do mundo. Mas infelizmente não foi assim. Os filhos de Ragnar cresceram e cada um foi tomando seus caminhos, o que fez com que Lagertha fosse perdendo cada vez mais espaço, ficando até sumida por um bom tempo após uma batalha que supostamente teria levado a seu fim.

Depois de alguns episódios, descobrimos que a viking se perdeu na floresta e foi acolhida por uma bruxa, que a alimentou e sustentou sua vida por um fio. Na retomada a Kattegat, já encontra seu filho Bjorn na luta pelo poder contra o insano Ivar, e por mais uma vez toma o papel coadjuvante para si.

É revoltante ver como a personagem caiu e a forma como ela aceita essa inferioridade perante o domínio dos filhos do seu falecido marido. A guerreira do início da série estava calada e isso me incomodava muito, até que chegou a 6ª temporada para colocar a pá de cal nisso tudo.

Lagertha nos primeiros episódios do sexto ano toma por decisão própria, a vontade de abdicar das armas e viver em paz e segurança cuidando dos filhos de Ubbe num pacato vilarejo afastado de toda guerra e confronto político de Kattegat. Mas, ao ver que esse mesmo vilarejo está sendo ameaçado por antigos seguidores de Ivar, ela retoma seu espírito de guerreira, e volta a empunhar armas em prol da defesa de seu povo.

Ali sim estava Lagertha raiz! Mais uma vez víamos a crescente da guerreira viking que tanto amamos. Agora vai? Não… a série não quis isso. Depois de 2 ou 3 bons episódios de uma Lagertha estrategista e lutadora, infelizmente chegamos ao 6º episódio da temporada, e só nos resta lamentar.

Após uma luta com o líder invasor, Lagertha sai ferida mas sobrevive em batalha. Ela toma a decisão de voltar para Kattegat ao encontro de Ubbe, mas chega lá totalmente debilitada. Não contava que lá encontraria Hvitserk, o filho de Ragnar que está totalmente insano e crente que está sendo perseguido por Ivar. Sob uma ilusão um tanto quanto bizarra, Hvitserk vê uma serpente prestes a lhe atacar, e golpeia com diversas facadas, até ver que na verdade estava atacando Lagertha.

É bizarro como eu descrevi? Sim, é exatamente assim bizarro. Você aceita um final melancólico desse para uma das maiores guerreiras já vistas na cultura pop? Eu não aceito e espero realmente que Vikings mude minha percepção para um final decepcionante de série que se encaminha até então. Prefiro me lembrar da personagem raiz, que nas três primeiras temporadas era digna de melhor personagem da série. Vida longa a Lagertha, e que Deus nos defenda do final que a série promete.

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