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Tokyo Ghoul (Netflix) | Review

Gostaria de saber se você é aquele tipo de leitor, assim como eu, que ao descobrir que uma das suas obras favoritas vira um live action, você fica com um grande receio de ir lá assistir com um medo de receber uma decepção na cara? Afinal, mesmo falando da nossa querida Netflix, não podemos garantir que a qualidade será boa. Já tivemos obras terríveis (vide Death Note) como tivemos adaptações agradáveis (como Bleach). Então, o que podemos falar de Tokyo Ghoul?

A história gira em torno Ken Kaneki, um estudante tímido com uma paixão incrível por livros, e que tem uma vida tranquila e pacata. Sua vida vira de cabeça pra baixo ao ter um encontro mortal com Rize Kamishiro, uma ghoul.

Ghoul: criaturas semelhante a humanos, mas com um físico muito mais resistente, e que não conseguem se alimentar de comida tradicional. Sua única fonte alimentícia é a carne humana. Eles também possuem armas e garras reforçadas que no mangá são chamadas de kagune.

Rize, para se alimentar, ataca Kaneki sem piedade. Esse conflito acontece bem perto de uma obra, e no meio de uma luta bem unilateral (afinal, Kaneki apenas tenta fugir e pedir por socorro) Rize acaba sendo soterrada por barras de ferros bem no momento que devoraria ele. Ao ser socorrido, os médicos viram que a única forma de Kaneki sobreviver era com um transplante de emergência. E claro, que o único órgão disponível era da ghoul. Bom, acho que já deu para entender o que acontece com o Kaneki, né?

Nesse processo de aceitação e entender que ele agora se tornara um ghoul, ele encontra uma cafeteria chamada Anteiku, e que nela, muitos ghouls se escondem e ajudam uns aos outros a sobreviver e ter uma vida normal, sem prejudicar ou machucar humanos.

Será que realmente é possível no mundo coexistir ghouls e humanos de forma pacífica? Ghouls realmente tem sentimentos e querem paz? Kaneki conseguirá se conhecer e se aceitar? Enfim, perguntas que só acompanhando a obra para descobrir!

Bom, deixarei um pouco de lado o meu senso crítico ao realismo e aos efeitos especiais. Eu entendo que para histórias como essa, o investimento para sair perfeitamente como queremos seria extremamente alto. Mas aí vai a pergunta… se há o desejo de adaptar a obra, por que não tem o investimento adequado para os efeitos? Bem, acho que isso poderíamos discutir em um post futuro.

No geral, a adaptação ficou muito boa. O destaque em especial vai para o fato de como deixaram a adaptação fiel a original ao máximo. A história é a mesma, mudando alguns detalhes de cenas, mas para quem gostaria de conhecer Tokyo Ghoul, teve um gostinho com esse live action.

As atuações foram aceitáveis, muito melhor do que eu esperava. Eles conseguiam transmitir exatamente as emoções que cada cena precisava. Em especial, o nervosismo e a angustia que o Kaneki estava passando por conta da mudança, e o medo que tanto humanos quanto ghouls têm uns dos outros.

O filme tem partes maçantes, mas isso acontece da mesma forma no mangá. Faz parte da história! O filme é de 2017, mas foi disponibilizado pela Netflix esse ano. E sua segunda parte, está previsto para esse ano de 2019.

O que você achou do filme? Tem algum live action que gostaria de indiciar? Comenta aqui embaixo 🙂

Avaliação

Roteiro7.5
Direção7
Adaptação 8
Trilha Sonora7
Efeitos Especiais5
Direção de Arte / Fotografia7.5
7

Resumo

Um estudante universitário é atacado por um ghoul, um ser que se alimenta de carne humana. Mais tarde, ele recebe um transplante de órgão do ghoul, tornando-se parte do próprio monstro.

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Ynhaam Mazloum
Fisioterapeuta dermatofuncional. Atende por Ynha e é uma otaku fedida nas horas vagas. Tenho. mania. de. pontuação. E, de, vírgula, também! Apaixonada pela cultura asiática, música ao vivo e uma boa batatinha.