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The Walking Dead – S10E11 – Morning Star | Review

Procura-se ex-fãs de The Walking Dead. Requisitos mínimos: reclamar da saída de Rick Grimes sempre que vê alguma notícia da série, dizer que abandonou na quinta temporada sempre que ver alguém falando bem também, comentar em posts de reviews do Facebook que “a série ainda não acabou?” ou que “alguém ainda assiste essa porcaria” é diferencial importante.

Quem diria Walker, esse dia chegou, finalmente podemos nos orgulhar de passarmos ilesos pelas 7ª e 8ª temporadas e ficar com aquele quentinho no coração ao assistir a 9ª. Melhor ainda, finalmente poder vibrar com cada episódio, ansioso pelo próximo. The Walking Dead voltou!

The Walking Dead recuperando o ritmo.

Após o final da primeira parte temporada terminar de maneira morna, pensei que a série que havia começado tão bem, iria flopar em meu coração, mas aí vem os tiros que foram os três primeiro episódios. O que foi aquilo meus amigos? O primeiro episódio todo claustrofóbico, com a fotografia fechada, escura, colocando o espectador dentro da cena. Acompanhado de todo drama das consequências das atitudes de Carol. Foi tenso se despedir de 2 personagens que tinham muito a crescer. 

Já no episódio seguinte tivemos aquele tom totalmente inspirado em John Carpenter, com passagens de câmeras entre cenários, closes e, de novo, com uma fotografia escura, só que desta vez emulando os clássicos filmes do fim dos anos 70 e ínício dos anos 80, em especial o próprio Halloween, como a hora que Beta sai da sepultura. É The Walking Dead bebendo das influências certas.

A preparação para o confronto.

A expectativa para Morning Star, o S10E11, era imensa, afinal a tensão entre o aliados de Hilltop, Alexandria, Oceanside e os Sussurradores aumentavam cada vez mais e os dois primeiros episódios entregaram um roteiro bem amarrado, deixando pistas do que poderia vir. E não só atendeu, como o escuro episódio ultrapassou qualquer expectativa.

Há um tempo atrás um episódio de preparação para uma batalha passaria a impressão de encheção de linguiça, enrolação, mas não foi o que aconteceu. Morning Star começou mostrando o quão difícil será a vida dos moradores de Hilltop. O ship de Alpha e Negan finalmente rolou e logo de cara percebemos como é estranha a relação dos dois.

O ex-líder dos Salvadores tenta a todo momento persuadir ela, muitas vezes sem sucesso, mas percebemos que ela confia nele. Qual será o plano de Negan, será que ele será fiel com sua contraparte nas HQs? Será que tem alguém o ajudando entre os alexandrinos? Bem, as respostas ainda estão longe de serem respondidas, mas o mistério está cada vez mais instigante.

O engraçado é ela se punir por sentir emoções, muito provavelmente pelo seu encontro com Lydia no episódio anterior, mas ao mesmo tempo dar impressão de estar envolvida emocionalmente por Negan, mesma fraqueza que demonstrou ao tentar substituir Gamma como sua filha. Ela confia no canastrão e escuta seus conselhos. A sugestão de Negan de “fazê-los ajoelhar” é claramente uma referência ao S06E15, S07E01 e S07E16, onde o mesmo domina os alexandrinos, os colocando de joelhos. Assim morreram Gleen e Abraham, cujo o ator, Michael Satrazemis, é curiosamente o diretor deste episódio.

Referências, resoluções em Hilltop.

O diretor, que como se declarasse seu amor por Peter Jackson, inspirou-se em vários momentos épicos de Senhor dos Anéis, seja na edição, fotografia ou até mesmo na estrutura de roteiro. No decorrer do episódio, quando a guerra era iminente e clara, cada grupo se preparou da sua maneira. Seja com Beta recolhendo látex nas árvores, as várias arestas aparadas entre os aliados em Hilltop, as referências apoiadas por uma trilha sonora monumental, alimentava nossa tensão sobre o que viria.

Finalmente Carol “conversou” (hummmmm) com Ezekiel e descobriu seu câncer. O rei que acabou tirando o elegante branco da sala ao conversar com Daryl, a situação que parecia um trisal na 9a temporada e parece culminante para separação do casal real, parece ter colocado os pingos no Is. Por falar em Daryl, ele deixou claro que mesmo não sentindo raiva de Carol não concorda com seus métodos, e ainda está magoado. Mágoa permanente na relação dela com Lydia. Ninguém suporta mais a Carol. Olhe para as flores, querida.

A conversa de Daryl e Judith deixou no ar que possa ter alguma situação na qual a jovem Grimes possa ter que defender as crianças em um futuro próximo. E talvez dando uma dica, falsa ou não, que possa ser Michonne, que partiu em missão com Virgil a possível salvadora do massacre de Hilltop. Será?

E o grupo da falecida Magma que ficou mais perdido que cego em tiroteio? É visível como eles acabam perdendo a força quando surgem personagens mais fortes nas tramas, como Daryl e Carol. Por outro lado Adem e Earl ganharam força no roteiro, principalmente ao confrontar Aaron e Gamma, mostrando o ranço que possuem em relação a qualquer membro do grupo que levou suas respectivas companheiras, Enid e Tammy.

A Batalha vai começar!

Agora parem as máquinas! Eugene, seu safadinho. Fora o plano da cerca elétrica, que foi uma ótima distração, o seu diálogo com Rosita encerrou aquele chove não molha dos dois. São amigos. Ela o ama. Como amigo. A recíproca é verdadeira. Ele agora quer Stephanie. A misteriosa voz do rádio pode ser chave fundamental no próximo arco da série, pois deve pertencer ao Império, e inspirou a cena mais linda de todos os tempos da série. 

Claramente inspirada na canção de Pippin, em o Retorno do Rei, Eugene cantou “When The Wild Wind Blows” da banda britânica Iron Maiden. A letra, com um clima épico, reforçada pela grave voz de Eugene dizia: “Você ouviu o que disseram no noticiário hoje? Você ouviu o que está vindo para todos nós? Que o mundo como o conhecemos está chegando ao fim. Você ouviu, você ouviu?”. Ao fundo, cenas da preparação de cada membro de Hilltop para batalha, em câmera lenta, em um travelling lindo, com uma montagem que climatiza toda a batalha. Lágrimas aos olhos.

O episódio termina com angustiantes movimentos defesa dos aliados, sempre antecipados por Alpha e seus comandados, que acabam encurralados entre o fogo e não tendo qualquer perspectiva de vitória. Será que Michonne aparecerá? Ou Negan intervirá? Ou, melhor ainda, em outra inspiração a obra de Tolkien, Meggie surja como Gandalf em Duas torres e ajude Hilltop a sair dessa? The Walking Dead está de volta meus amigos.

Eu amo um vilão!

Ah, e o Negan que pela primeira vez vestiu uma máscara de Sussurador? Notaram o detalhe da máscara? Ela tem um SORRISO! (Olá Comediante, você por aqui?) Sem contar a brilhante referência a Watchmen, o sorriso diferencia a máscara de qualquer outro Sussurrador, servindo também para representar ainda mais o estilo sarcástico do personagem. Em relato no Twitter, Jeffrey Dean Morgan comentou que a máscara personalizada foi um pedido dele próprio para a produção da série:

São tantas possibilidades que a ansiedade do próximo episódio só aumenta. Que saudade de sentir isso, não é mesmo? E você, está gostando do atual momento da serie ? Conta pra gente nos comentários. Sussurem.

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