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The Walking Dead | Review | S09E09 – Adaptation

The Walking Dead voltou pra segunda metade da 9ª temporada, que teve muitas surpresas em sua mid-season. Algumas tristes, como a morte de Jesus, outras já esperadas, como os Sussurradores. Aliás, a introdução do novo grupo foi feita de maneira incrível, com muitas  referências aos filmes de terror dos anos 80, e deixou um gancho muito bom para o fechamento da temporada.

Adaptation não foi um episódio cheio de ação, muito pelo contrário, ele focou em desenvolver os núcleos, com uma narrativa com tom de suspense, afinal ninguém estava entendendo nada. Parece que há muito tempo eles não eram surpreendidos. E não sabemos ainda o que se passou nesses seis anos após a morte de Rick, mas a chegada dos Sussurradores tiraram a tranquilidade conquistada.

Lógico que a tristeza motivada pela morte de Jesus, teve um grande espaço no episódio, afinal ele era o atual líder de Hilltop, um grande amigo e era adorado por todos os sobreviventes. Mas o luto também foi motivador. Daryl parece ter retomado a sua ferocidade, Michonne só pensa em proteger o seu grupo e Tara terá que assumir definitivamente as rédeas do seu povo.

Um fato, mesmo que triste, movimentou três tramas, toda a introdução de Lydia, que provavelmente irá se envolver como Henry. O ‘filho’ da Carol, continuará a fazer cagadas e, mais do que certo, herdará a trama de Carl, nas HQs.

Percebem? A narrativa e ritmo dos episódios perdeu aquele asco das duas últimas temporadas. As coisas acontecem. Os personagens se movimentam. E isso dá um frescor à série.

Mas o que realmente elevou o nível do episódio foi o arco do Negan. Depois de quase 8 anos preso, ele não tinha noção de como era a vida fora de Alexandria. Ele achava que fora dos muros tudo seria como antes, ele seria o homem que era. Mero engano.

O diálogo interessantíssimo com Judith, antes de sua fuga, mostrou a empatia entre ambos e de como Negan se sente inútil e quer voltar a ser como era. A filha de Rick sabe que o mundo mudou e parece prever que o ex-líder dos Salvadores irá se frustrar com o que tem por vir. Dito e feito.

Negan parte em sua jornada de liberdade e só encontra um mundo devastado, somente zumbis, cachorros raivosos, lama e destruição. A cada passo, mais devastação, não parece ser tão fácil entrar um jeito de sobreviver. Após tomar água contaminada, em um riacho, ele passa mal e, quando menos se espera, se vê ajoelhado e fragilizado exatamente no mesmo local onde matou Abraham e Gleen.

Que ironia do destino não é mesmo? O mesmo local onde ajoelhou o grupo de Rick, e tirou toda a esperança deles. Ele ajoelhado exatamente no local onde começou sua queda. Será que se suas atitudes não fossem diferentes naquela época, ele não estaria em uma posição melhor? Nem preciso dizer que o Diretor que trouxe essa ironia foi Greg Nicotero . Este cara é um monstro e entende deste mundo como ninguém. Palmas para o homem.

Daí até Negan entender que nada será como antes foi um pulo. O Santuário estava vazio, seu legado extinto e apenas tinha alguma relevância dentro dos muros de Alexandria. Ali ainda era alguém e, em sua cabeça, só existia um lugar pra viver. Voltou. Judith já o esperava, atirou como prometeu, mas não para acertar. Ela só queria mostrar quem mandava. Tão nova, tão sábia.

O final trouxe a revelação dos Sussurradores, eles são bem mais inteligentes do que demonstravam e prometem ser um risco interessante, para assim movimentar a trama e dar o que todo fã de The Walking Dead precisa, a boa e velha sensação de perigo.

Que venham os próximo episódios, mas, definitivamente, começou muito bem. Ufa.

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Neto Sambora
Nerd e Publicitário da cidade do sanduíche. Amo chocolate, hambúrguer, Coca-Cola zero (sim, sou estranho!) e tudo que o Mark Millar escrever. Não me julguem, mas conheci Star Wars com o Ameaça Fantasma e sou fã do Nicholas Cage!