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The Big Bang Theory | O fim de uma era

Era setembro de 2007 e surgia na TV uma comédia em que dois nerds tinham dificuldades em se relacionar com sua vizinha bonitona. Aí começava The Big Bang Theory, e mal o público sabia que a série cresceria tanto que atingiria um patamar muito além de um besteirol americano.

Nos 12 anos que se seguiram, com religiosamente uma temporada ao ano pela CBS, nos EUA, e Warner Channel, no Brasil, o público foi cada vez mais sendo conquistado pela trama, ou no mínimo tendo curiosidade pelo que os nerds fariam em mais uma aventura.

Big Bang Theory cresceu junto com a avalanche de cultura nerd no entretenimento, movida pelos filmes de super-heróis e levada para a TV, justamente o nicho aonde conhecemos a história de Sheldon, Leonard, Howard, Raj e Penny. Quem nunca ouviu por aí um Bazinga? Nunca foi tão popular usar camisetas de super-herói por aí, e isso tudo já era introduzido no entretenimento por esse quinteto.

Marcando época na comédia moderna e na globalização dos seriados americanos, a série trazia momentos que um bom nerd se identificava e acaba imergindo na história como um grande amigo. Seja por meio de um videogame que Howard apresentava para o grupo, ou alguma nerdice que Sheldon insistia em tentar dialogar, até mesmo um comportamento recatado de Raj, fazia com que a cada episódio os personagens conquistassem seu espaço.

Sheldon Cooper (Jim Parsons) é um personagem fora do seu tempo, e é destaque total na série, tendo até o spin-off Young Sheldon em andamento afim de explorar melhor o passado do personagem. O comportamento um tanto quanto estranho, mesclado as descobertas tardias da vida social, faziam com que o querido personagem nos divertisse a cada nova situação que se deparava.

Diversos personagens secundários passaram pela trama, mas as que chegaram para ficar foram Bernadette e Amy, formando junto de Penny, o grupo das meninas. A formação desse núcleo da série deu um ânimo para que fosse possível desenvolver outras histórias, e alavancar os personagens que estavam prestes a decair, rumo a um final digno.

Entre erros e acertos, chegamos ao 12º ano de seriado, e era unânime o sentimento de que era hora de dizer adeus. Não porque não aguentávamos mais as mesmas histórias, mas porque queríamos que o encerramento fosse feito com chave de ouro, num último respiro da série para terminar em seu auge… e conseguiram.

Sabem aqueles sonhos que sempre tivemos com os personagens? Os produtores deram um jeito de tornar realidade neste final, que não haveria melhor forma de ser feito. A conclusão de uma história de amizade, superação e amor, baseada no relacionamento construído por meio de diferenças, desavenças e dúvidas, mas que no final pode provar o real sentido da amizade verdadeira.

The Big Bang Theory pode ter suas falhas durante os 12 anos que se passaram, mas teve um final emocionante e divertido na medida certa, uma verdadeira carta de amor aos fãs que acompanharam essa longa jornada durante tanto tempo. Deixará saudades.

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Raphael Riveiro
Idealizador do Dinastia Geek, fanático por séries e games, engatinhando no mundo das HQs. Harry Potter, o universo Tolkien, Liga da Justiça e Tim Burton são o melhor do maravilhoso universo nerd/geek!