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Spectros (Netflix) | “Terror” em São Paulo

Uma obra de terror ambientada em um dos bairros mais populares de São Paulo, a Liberdade. Bom, foi por meio dessa chamada que a Netflix me chamou para conhecer mais sobre Spectros.

Como já abordamos aqui no Dinastia em outras ocasiões, a Netflix tem cada vez mais investido em produções nacionais de suma qualidade. 3%, O Escolhido e a mais recente Onisciente estão aí para provar isso. Uma pena que Spectros não consegue corresponder a altura da minha expectativa pela série.

A série conta a história de um trio de jovens que passam por uma noite um tanto quanto conturbada, envolvendo eventos sobrenaturais, assassinatos e outras bizarrices mais, tudo ambientado no bairro da Liberdade, conhecido por ser o reduto de grande parte da colônia japonesa em São Paulo.

Pardal, Mila e Carla são os personagens principais dessa história que se desenrola de forma pessoal e um tanto quanto desconexa para cada um deles. Pardal é órfão de mãe, e tenta dar uma boa vida ao seu irmão, Léo. Para isso, ele vive de um emprego numa mecânica e da ilegalidade. Mila é a garota certinha do grupo, e apesar de estudiosa , lida com os problemas do alcoolismo do pai em casa. Carla é a popular da escola, mas em casa tem de lidar com uma mãe totalmente regrada.

A série tinha todo potencial para disparar como mais um sucesso nacional do streaming, mas infelizmente não consegue. A motivação criada por trás da trama para justificar o terror é bem válida, afinal as histórias fantasmagóricas nipônicas são um tanto quanto promissoras, visto outras adaptações que já vimos para a TV ou para o cinema, mas Spectros trabalha isso de uma forma um tanto quanto superficial.

Há um raro momento na série que a lenda é explorada numa das cenas mais legais da temporada, remetendo ao Japão Feudal, numa animação muito bem feita que me deram a esperança de algo melhor. Mas foi só isso. Os efeitos especiais são bem pastelão, e mesmo que saibamos da dificuldade de investimento em algumas produções, era possível fazer algo muito melhor.

O que me chamou a atenção para começar a ver Spectros foi a ambientação e o tema, mas parece que nem um nem outro me convenceram ao final dos 7 episódios que pasmem, se passam todos numa mesma noite. É até bizarro dizer isso, mas todas as aventuras do trio adolescente contra fantasmas, assassinos, máfia e tudo mais, se passam numa única noite. Pelo menos é isso que a montagem da série me mostrou.

As atuações do elenco não são nada surpreendentes, e lamento dizer, mas pareceram um tanto quanto forçadas assim como toda a trama que não entrega o terror prometido. Ao final da série, parece que eu tinha assistido um episódio especial do falecido Linha Direta, ou até mesmo de Histórias que o Povo Conta. Uma pena dona Netflix, mas dessa vez não deu certo.

Roteiro
5
Fotografia
6
Trilha Sonora
6.5
Direção
5
Direção de Arte
5
Efeitos Especiais
4
Voto do Leitor(a)0 Votes
0
5.3
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