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SnyderCut | Uma batalha em prol da liberdade criativa em Hollywood

Lançado há exatos 2 anos nos cinemas, o filme da Liga da Justiça teve muitas controvérsias envolvendo a sua produção e claro, seu corte de cinema. Sendo substituído por Joss Whedon 6 meses antes do lançamento do longa, Zack Snyder teve sua visão bastante alterada entre o produto que trabalhava e o que chegou às telonas. Desde então, um movimento tomou conta da internet pedindo o SnyderCut, o corte do filme com a visão que o “visionário” tinha para a maior equipe dos quadrinhos.

Controvérsias sobre o afastamento

Durante o período de pós produção do filme, Zack Snyder foi afastado do projeto, com a justificativa que sua filha, Autumn Snyder havia cometido suicídio, e que o diretor passaria a finalização do projeto para alguém indicado por ele mesmo, o diretor dos 2 primeiros filmes dos Vingadores, Joss Whedon.

A primeira grande controvérsia é que a filha de Snyder faleceu em março de 2017 e o diretor só se afastou do projeto oficialmente alguns meses depois. Outra, foi no tom dos trailers e videos promocionais apresentados após Whedon assumir o projeto, mostrando claramente uma mudança de direção na visão do projeto, que se confirmou em seu lançamento.

Os atores, principalmente Ray Fisher e Ezra Miller adotaram a postura de sempre falar sobre Snyder em suas entrevistas e aparições públicas durante a divulgação do filme, mostrando claramente uma insatisfação pelo afastamento do diretor. Uns achavam que era apoio pela perda de Snyder, outros achavam que era uma clara discordância criativa ao trabalho de Whedon que retirou e modificou muitas cenas desses personagens.

A importância do SnyderCut

Talvez o exemplo mais próximo que temos da importância desse movimento seja o atual grande sucesso da Warner Bros e da DC Comics nos cinemas, Coringa. Um filme de baixo orçamento, mostrando uma visão diferenciada sobre um personagem icônico e importante para a DC Comics, e que só é possível graças a liberdade criativa que foi dada para o diretor e produtor Todd Philips.

Outro grande exemplo é um filme de 1978, e meu favorito até hoje, Superman, de Richard Donner. O filme trazia o Superman dos quadrinhos com uma visão completamente diferente do que os leitores estavam acostumados. Muitas coisas que hoje damos com impossíveis de não estarem ligadas ao personagem foram criadas e estabelecidas a partir desse filme.

Por último e talvez controverso exemplo, é Thor Ragnarok. Um filme que traz todo o nonsense de Taika Watiti para o universo Marvel nos cinemas, e que consegue com louvor apresentar boas idéias dentro da casa das idéias e sua “fórmula”.

Nenhum desses 3 projetos poderiam acontecer sem a liberdade criativa de seus diretores, roteiristas, e produtores. E o movimento #ReleaseSnyderCut quer exatamente isso, trazer para o mundo a visão criativa de um diretor que trabalhou por anos em um projeto que foi distorcido pelo estúdio.

Você pode não gostar dos trabalhos do diretor, pode até discordar da visão que Snyder tinha para os personagens da DC Comics, porém, se você gosta de cinema, ou é apaixonado por qualquer tipo de arte, deve considerar que a liberdade artística está em primeiro lugar.

Dito isso, nós, o site Dinastia Geek, apoiamos o SnyderCut. Não só por nossos gostos, ou por nossas crenças na visão do diretor, mas pelo simples fato de que a arte não pode, nem deve ser silenciada.

#ReleaseTheSnyderCut

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Bruno Sena
Campeão dos 100M rasos em séries da Netflix. Fã de quadrinhos, principalmente do Superman. Carioca, curte uma cerveja gelada no fim de semana, enquanto prepara seu plano de dominação mundial.