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Review | Walking Dead – S08E05 – The Big Scary U

Ninguém é totalmente mal, ninguém é totalmente bom em Walking Dead. O fim do mundo trouxe junto o fim deste maniqueísmo, tão explorado na cultura pop. A maioria dos personagens da série são cheios de camadas, passaram por alguma tragédia pessoal e o que são hoje é apenas reflexo da jornada até aqui.

O episódio deste domingo, 21, explorou essa dualidade em seus dois núcleos. Enquanto o padre tenta mexer com o psicológico de Negan, afim de entender como se tornou esse “ditador” sanguinário, Daryl e Rick entram em um conflito sobre o que é certo ou errado em suas atitudes de guerra.

Logo no começo temos um flashback que nos faz entender o porquê dos Salvadores terem ficado sem reação e pegos de calças curtas no ataque dos aliados de Alexandria ao Santuário. Depois de 4 episódios até ficamos meio deslocados no tempo, mas a verdade que desde a premiere só se passou um dia no mundo. Vimos o Gregory sendo o cagão que sempre foi, e como Negan presa pelas pessoas, que na sua visão são seus principais recursos.

Os generais de Negan ficam perdidos sem seu líder e batem cabeça ao tentar tomar atitudes para resolver o problema dos zumbis. Fica claro que sem o dono de Lucille a vida de Rick seria muito mais fácil.

Finalmente vimos a consequência do encarceramento de Padre Gabriel e Negan. O reverendo, que diga-se passagem adora fazer uma cagada, tentou manipular o antagonista de Rick tentando exalar a sua culpa, como em uma confissão. E não é que o reverendo consegue tirar resultado desta estratégia? Conseguimos entender um pouco  do caminho de Negan, que possuiu uma família e perdeu pessoas. Negan não acredita ser uma má pessoa. Ele acredita que o que faz é o melhor para seus povos, que a mortes são um mal necessário para salvar mais vidas.

A cena desenrola de maneira bem tensa e serviu pra humanizar ainda mais o vilão. No final, ao sair do lugar em que estavam presos, usaram a velha técnica das tripas de zumbis na roupas e houve um daqueles momentos vergonha alheia que os produtores tentam induzir o espectador a pensar que eles morreram (AHAM, SENTA LÁ!). No final, eles saem bem e chegam a tempo de Negan evitar uma revolução de um povo sem um líder. Fica evidente o respeito de todos por ele.

Outra coisa que vale a pena citar é que Eugene percebeu que Dwight está traindo os salvadores e fica no ar que atitude ele irá tomar.

No outro núcleo não tem muito o que comentar. Sim, é interessante ver que mesmo do mesmo lado, Rick e Daryl tem pensamentos diferentes, principalmente sobre quem deve ou não morrer e de como lidar com seus inimigos. A briga, apesar de tensa, era mais psicológica do física, e a explosão do jipe foi óbvia desde o começo. Na verdade a tensão entre os dois vem sendo construída desde o começo da temporada.

Este bom episódio termina com Rick indo em direção ao Lixão, talvez pra tentar trazê-los de volta para o seu lado (seria isso burrice?). No caminho eis que o Rick cruza com um misterioso helicóptero. De onde seria essa aeronave? Será um prenúncio de uma nova comunidade?

A temporada não é excelente, mas melhorou demais em relação ao último ano e vejo que ainda há uma luz no fim do túnel.

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Neto Sambora
Nerd e Publicitário da cidade do sanduíche. Amo chocolate, hambúrguer, Coca-Cola zero (sim, sou estranho!) e tudo que o Mark Millar escrever. Não me julguem, mas conheci Star Wars com o Ameaça Fantasma e sou fã do Nicholas Cage!