Arquivos

Não categorizadoSéries e TV

Review | The Walking Dead – S08E04 – “Some Guy”

Às vezes as pessoas precisam de algo pra acreditar, algo que as motive a ter um objetivo em comum. Religiões, seitas, grupos de apoios ou simplesmente um líder podem motivar multidões. A grande maioria precisa de um ponto de referência, seja um líder político que pregue subsídios sociais ou um defensor do direito do cidadão usar armas. Não importa, as pessoas precisam seguir alguém que defenda o seu ponto de vista.

O episódio deste domingo, 12, fala disso: do Reino, das pessoas que lá vivem, do Rei Ezequiel e de como seus súditos colocavam toda a esperança de um mundo melhor em cima do rei. Ele não nunca deixou por menos, vestia um personagem otimista, falava palavras bonitas e dava um “quentinho” no coração das pessoas, mesmo sendo  “apenas um cara”.

O episódio começou mostrando rei se “montando”, como se estivesse vestindo um figurino para uma peça ou filme, fazendo um de seus discursos motivadores que incentivou o seu povo a abraçá-lo. Com um corte rápido de câmera, a cena rimou com o povo morto sobre o rei no posto avançado de Gavin. Foi incrível o enquadramento, o diretor criou impacto na cena e mostrou como o povo realmente ama o rei, em todas as situações.

Aliás, a fotografia e as sequências de ação do episódio estavam incríveis, com novos enquadramentos e cenas que pareciam ter saído de um filme de ação dos anos 80.

Ao ver seu povo morto, o rei cai em si, afinal será que valeu a pena tudo aquilo? Visivelmente abalado, baleado na perna, ele tenta aparentemente a procurar sobreviventes e começa lutar contra alguns zumbis. Até encontra um súdito, mas rapidamente é sequestrado por um integrante dos salvadores. Este capanga do Negan, foi um destaque a parte. Sádico o ex-integrante do Restart parecia ser fã do Jack Nicholson em “o Iluminado”. Ele questionou o Rei, o chamou de farsante, jogou na cara o fato dele ser o responsável pela morte das pessoas e isso mexeu com o rei.

Ezequiel foi salvo por Jelly, seu fiel súdito, no momento que acontece a morte mais “gore” da temporada. Jelly corta o “Pe Lanza” ao meio com uma machadada (What?!). Foi um momento surreal e na sequência eles seriam devorados por alguns zumbis se não fosse a “rambo” Carol novamente salvar o dia.

Será que não está cansando, por mais legal que seja ver, esse plot da carol se fazer de desentendida e no final matar geral, salvando o dia? A emboscada que ela fez no teto foi animal e o jeito dela envolver os salvadores no pátio foi muito inteligente. Ela só não recuperou as armas sozinha porque precisava salvar o rei (de novo!).

A fuga pela floresta incomodou o rei, ele achava que era um peso, que não deviam carregá-lo e se colocando em perigo apenas para protegê-lo. Ele não se sentia digno.

O trio só não é morto por uma horda de zumbis porque são salvos pela tigresa mais foda do mundo, Shiva, que ataca os morto-vivos e se permite morrer para salvar o seu rei. (sim, até a tigresa é fiel). Foi um dos momentos mais tristes e chocantes da temporada e apesar de ser uma réplica quase que perfeita das HQs, ninguém queria que este momento chegasse tão cedo.

O episódio termina com uma perseguição muito bem feita, de Rick e Daryl tentando recuperar as armas. Apesar das cenas muito bem gravadas, acredito que destoou do resto episódio e não acrescentou desenvolvimento. Foi um jeito preguiçoso de conseguir as armas.

A temporada se encaminha pra sua Mid Season Finale e parece que nada saiu do lugar ainda. Estão no mesmo dia do primeiro episódio, Negan está preso e o Padre Cagado. Sim, o episódio foi muito bom, no sentido de desenvolvimento do Rei, ele precisa cair em si. O mundo não é o mar de rosas e mortes acontecerão.

Fico me perguntando, e Michonne? E o Carl? Por que estão tão esquecidos? Por que deixar de lado personagens tão importantes? Walking Dead está caminhando para o fim e precisa mostrar a que veio, afinal o mais importante até agora na temporada foi a morte da nossa Tigresa. Vamos aguardar e torcer.

Deixe uma Resposta

Neto Sambora
Nerd e Publicitário da cidade do sanduíche. Amo chocolate, hambúrguer, Coca-Cola zero (sim, sou estranho!) e tudo que o Mark Millar escrever. Não me julguem, mas conheci Star Wars com o Ameaça Fantasma e sou fã do Nicholas Cage!