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Review | A Batalha dos Mortos (As Crônicas dos Mortos)

Batalha dos Mortos

A Batalha dos Mortos não só é uma continuação direta do primeiro livro, como também é uma evolução natural do trabalho do Rodrigo de Oliveira. Se o primeiro me conquistou pela narrativa dinâmica que parece vinda dos videogames, esse segundo livro complementa o universo criado pelo autor, e mostra que a série tem fôlego para se estender por mais algumas edições sem cair de qualidade.

No primeiro livro que você pode ler a crítica aqui, um planeta gigante chamado Absinto, está se aproximando da terra, chegando a uma distância tão curta que é possível vê-lo à olhos nus no mundo inteiro. Durante a chegada desse planeta, Ivan, sua esposa Estela, e seus filhos, vivem uma vida comum e sossegada, até que em um passeio no shopping várias pessoas desmaiam ao mesmo tempo, e acabam se tornando zumbis. A história da Batalha dos Mortos começa a partir de 2 pontos, o primeiro mostrando Ivan em uma situação de perigo que só seria explicada mais pra frente no livro, e o segundo mostrando a mais nova personagem da série, Isabel. Uma personagem diferente de tudo que vimos até o momento, e que tem uma irmã gêmea chamada Jezebel, tão diferente quanto ela. (Que promete tocar o terror no próximo livro.)

No desenrolar dessa história, Isabel consegue se salvar da colônia do sádico Emannuel, e graças a um casal de idosos, acaba sendo resgatada pela colônia de Ivan e Estela. A partir daí, a trama dos personagens anteriores é expandida, e o drama de Isabel para salvar Jezebel que está a mais de 1000 quilômetros de distância do Condomínio base onde se encontram. Ao entrar ainda mais em tramas de ficção cientifica, A Batalha dos Mortos mostra que o Autor está disposto a expandir a mitologia criada no primeiro livro, e deixa um caminho claro para os próximos livros, mostrando ainda mais claramente a inspiração em George Romero.

A Faro Editorial mais uma vez acerta em cheio na impressão, no papel, e na diagramação do livro. A capa é linda, e pequenos detalhes na impressão, como marcas de mãos sangrentas no índice, dão um toque adicional ao clima que o livro tenta nos passar a todo instante. Se você gostou do primeiro livro, ou quer uma boa história de terror, precisa ler esse!

Spoilers a seguir:

— Aqui é do Condomínio Colinas. Tem alguém aí? — perguntou,insegura, sem saber ao certo o porquê.
Quando ela falou, um estrondo gigantesco surgiu do outro lado,
resultado de centenas de móveis e objetos desabando ao mesmo tempo no
chão da casa que fora o lar de Jezebel e sua família.
Depois disso, todos os ruídos cessaram. Ou quase todos. Ariadne
conseguia ouvir ao fundo o som de uma respiração pesada, gutural.
— Aqui é do Condomínio Colinas. Tem alguém aí? — Ariadne insistiu,
instintivamente torcendo para que ninguém respondesse.
O que ela ouviu em seguida, porém, encheu seu coração de terror, e
seria lembrado onde quer que houvesse um ser humano que guardasse a
mais vaga lembrança daqueles dias em que o Mal passou a vagar, livre, pelo
mundo:
Eu quero falar com esse desgraçado que vocês chamam de Ivan!
— Jezebel ordenou, com uma voz rasgada, estridente, metálica, carregada de fúria.

Que venha a Senhora dos Mortos!

A Batalha dos Mortos não só é uma continuação direta do primeiro livro, como também é uma evolução natural do trabalho do Rodrigo de Oliveira. Se o primeiro me conquistou pela narrativa dinâmica que parece vinda dos videogames, esse segundo livro complementa o universo criado pelo autor, e mostra que a série tem fôlego para se estender por mais algumas edições sem cair de qualidade. No primeiro livro que você pode ler a crítica aqui, um planeta gigante chamado Absinto, está se aproximando da terra, chegando a uma distância tão curta que é possível vê-lo à olhos nus no mundo inteiro.…

Review | A Batalha dos Mortos

Diagramação
Acabamento
Enredo
Personagens

ESPADAS

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Bruno Sena
Campeão dos 100M rasos em séries da Netflix. Fã de quadrinhos, principalmente do Superman. Carioca, curte uma cerveja gelada no fim de semana, enquanto prepara seu plano de dominação mundial.