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Penny Dreadful : City of Angels | Primeiras Impressões

É fato que Penny Dreadful ficou marcado pela brilhante atuação de Eva Green, mas será que há vida sem ela? City of Angels, novo spin-off da série do Showtime, mostrou sim que é possível.

Em City of Angels, somos apresentados a duas entidades sem nome a princípio, mas que representam céu e inferno, bem e mal. O mal é Natalie Dormer (quem diria), e na sua forma mais clássica veste um longo vestido negro, face pálida e sombra escura ao redor dos olhos. Sua antagonista (Piper Perabo) veste uma coroa muito próxima do que conhecemos de Nossa Senhora e longas vestes brancas. É evidente só de olhar que os paralelos estão bem estabelecidos ali.

Diferente da época em que se passa Penny Dreadful, City of Angels se passa durante o ano de 1938, em Los Angeles. Uma época em que a cidade é marcada por fortes movimentos de segregação social e racial, motivada pelas divisões entre brancos, negros e principalmente, os latinos. E é nesse grupo que está Santiago Vega (Daniel Zovatto), o primeiro policial mexicano de Los Angeles.

Santiago sofre com muito preconceito na adaptação ao dia a dia da polícia, mas conta com a ajuda de seu parceiro Lewis (Nathan Lane) para superar qualquer adversidade no momento que é tão relevante para ele e sua família. Os desafios na polícia começam quando o primeiro caso que ele é convocado envolve justamente seu povo: os latinos. Um brutal assassino de ricos de Beverly Hill marcado por uma mensagem em espanhol escrita em sangue marca o início de sua carreira.

Sem mais delongas acerca do desenrolar da trama, é importante ressaltar que minha expectativa com spin-off cresceu a partir do momento que a série já deixa bem claro no piloto quais as principais motivações místicas. O episódio de nome Santa Muerte já revela o que é o bem e o mal expostos no início. O bem é Santa Muerte, louvada pelos mexicanos em todo dia de Finados e principal motivadora da grande festa que vemos no país. Já o mal é a irmã de Santa Muerte, e que passa a assolar o pior de cada ser humano Los Angeles afora.

É muito incrível a atuação de Natalie Dormer já no piloto. É cedo dizer, mas pelo primeiro episódio já é possível ver uma fagulha que o brilhantismo de Eva Green está para Penny Dreadful, assim como o de Natalie Dormer está por vir para City of Angels. Em um único episódio ela interpreta três personagens diferentes. O próprio mal encarnado, uma mãe de família que supostamente sofre abusos do marido e uma auxiliar do juiz da cidade, principal responsável por ordenar a destruição do bairro latino para construção de uma estrada no local.

A fotografia da série já me chamou a atenção por alguns cortes de imagem, principalmente durante as ações de Natalie Dormer como o mal encarnado. Não é nada tão sombrio como Penny Dreadful foi, mas é interessante ver como o tom da série muda conforme a personagem se adapta ao cenário. Será interessante ver mais e mais dessas atuações e até onde Natalie pode chegar, para quem sabe alcançar o mesmo tom de brilhantismo que sua série de origem. Nos resta aguardar.

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