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Overwatch 2 | O que esperar?

A Blizzard sabe criar história, isso a gente não pode negar. É só analisarmos franquias como Diablo, World of Warcraft, Starcraft e outras. Todo mundo já teve um jogo do estúdio que curtiu passar horas jogando ou ao menos ouvir falar.

O meu? Overwatch! Criado em 2016, o jogo é um multiplayer online de tiro em primeira pessoa. Com mais de 30 personagens jogáveis divididos em três categorias: tanque, dano e suporte; o game tem tudo para conquistar o paladar dos gamers.

São diversos mundos e modos de jogo, e o melhor de tudo: uma história para lá de boa. E foi isso que mais me chamou atenção no game: a narrativa bem criada e com personagens profundos.

Reciclar é tudo

A concepção de Overwatch nasceu após o cancelamento de uma outra franquia da Blizzard, chamada Titan. Usando de alguns personagens e conceitos, nasceu o que hoje conhecemos como o enredo futurista de uma Terra em que androides (os ômnicos) se rebelaram contra a humanidade.

Nascida para trazer paz entre ambos os lados, a Overwatch é uma organização que une os heróis de diversas parte do globo. Contudo, ao longo dos anos, essa força-tarefa foi acusada de escândalos de corrupção, e, após um incidente misterioso, se desfez.

Com o fim da Overwatch, novas organizações foram criadas e geram instabilidade na paz global.

Heróis a postos

Nesse contexto se passa o game, com modos de jogo rápido, arcade e até competitivo, Overwatch ganhou uma legião de fãs ao longo desses quatro anos. Durante todo esse tempo, o jogo também ganhou uma liga com times profissionais, e entrou para o mundo dos eSports.

Contudo, decisões questionáveis fizeram com que a Blizzard perdesse público dentro do multiplayer. Não me entenda mal, Overwatch ainda é, para mim, um dos melhores games online de tiro. E olha que eu já passei por CS, LOL e me arrisquei em Fortnite.

Mas gostar não é sinônimo de achar perfeito. É importante perceber que a Blizzard ainda não soube acertar com o que tem em mãos. Após nerfs e buffs que prejudicaram (e muito) os personagens, remodelações em seus modos de jogos e a retirada do modo PvE, a Blizzard tenta incansavelmente acertar.

Só que um jogo que não traz nenhum estímulo para a evolução dos gamers e as mudanças bruscas da jogabilidade em poucas semanas só geram decepções.

Outro ponto que vale ressaltar de Overwatch é que o jogo vai na contramão da nova moda dos games: jogos free to play, com microtransações dentro da plataforma que dão direito a upgrades aos jogadores. Uma vez que você compra o multiplayer da Blizzard, você tem acesso a todos os itens, eventos e modos de jogo dentro da plataforma. E, convenhamos, uma hora, a gerações de renda já não é mais vantajosa para a desenvolvedora.

Tudo isso sem contar que empresa ainda bate o pé no sistema de loot boxes, coisa que tem sido repudiada por muitos gamers.

É erro atrás de erro.

Uma nova esperança

Com a chegada da Blizzcon de 2019, muito se debatia sobre a chegada de novos conteúdos para Overwatch. E depois de um vazamento sobre o possível Overwatch 2, foi como se o game voltasse a respirar.

Seria um novo jogo? Uma DLC para o game já existente? A Blizzard finalmente entraria para o mundo free to play? Muitas especulações surgiram, e foi próprio Jeff Keplan, o vice-diretor da Blizzard, que acabou com as dúvidas.

Durante a Blizzcon, foi anunciado o Overwatch 2, um novo game que se passa após a reestruturação da organização de heróis. Os ômnicos voltaram a atacar a paz da humanidade e é preciso detê-los.

Do que foi revelado, o game contará uma repaginação visual dos personagens e dos cenários, novas histórias sobre o mundo de Overwatch também chegarão. Em quesito de jogabilidade, o game continuará com o modo de player vs player, contudo, os jogadores poderão personalizar seus personagens com novos poderes que serão desbloqueados ao longo dos níveis.

E pensando bem, um problema já foi solucionado: o jogo terá progressão!

Outra “novidade” anunciada é o modo de jogo cooperativo com história. Coloco a novidade entre aspas porque esse modo já existia nos primórdios do primeiro Overwatch, foi retirado do game e agora é vendido como novidade.

Mesmo assim, é algo que estimula os jogadores a conhecerem mais sobre o universo dos personagens e do jogo.

As promessas da Blizzard, ainda, são que os jogadores de Overwatch que migrarem para o novo jogo manterão todo o progresso e os itens conquistado até então. Ah, e sem contar que, claro, novos mapas e heróis entrarão para o game.

Um tiro no pé?

Até então, Overwatch 2 parece ser o conserto de todos os erros da Blizzard ao longo de quatro anos. Mas calma lá. Durante a Blizzcon, Jeff anunciou que os jogadores de ambos os games poderão batalhar junto em um sistema único. Ou seja, os servidores de Overwatch não morrerão.

E é nisso que eu quero focar. Pode parecer uma boa, afinal a Blizzard está pensando em sua comunidade. Ao mesmo tempo, pode ser um tiro no pé.

Para os gamers que já acompanham o jogo desde o início, Overwatch 2 nada mais é do que “uma DLC cara” do jogo inicial. Com um visual novo e com uma nova história, não parece muito favorável investir algumas dezenas de reais no jogo.

Afinal, se os servidores se manterão, basta acompanhar os modos de história dos youtubers e streamers do jogo. Mesmo com várias novidades, a Blizzard ainda não soube como acertar em um ponto crucial: como fazer as pessoas consumirem Overwatch? Isso porque não é só de história que se vive um jogo (mesmo que para mim, a narrativa conte muito). Mas, temos que entender que as pessoas querem um produto viciante e cativante, algo que os instiguem a chegar em casa e passar horas jogando.

E enquanto esperamos por mais novidades sobre Overwatch 2, a Blizzard continua errando dentro do jogo que já existe, sem perceber a joia rara que já tem em suas mãos!

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