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Review | Outlander S03E03 e S03E04

Esses dois últimos episódios continuaram a nos mostrar a vida de Jamie e Claire separados. Se você leu essa frase e achou ruim, você não viu os episódios. Então, pare de ler, vá ver imediatamente e depois volte para ler essa review, porque de nenhuma forma foi “encheção de linguiça”, como vemos em muitas séries. Esses episódios são muito importantes para o desenvolvimento da trama. Por causa deles, nós conseguimos entender como Jamie e Claire irão chegar no lugar onde acreditamos que chegarão (Eu li o livro, então, estou mais que ansiosa!).

Na América, acompanhamos o crescimento de Brianna com o amor de Frank, sendo realmente um pai para ela, ainda que ela se torne cada dia mais parecida com Jamie. Claire se forma médica e parece sempre distante, principalmente do marido. Temos conhecimento, logo no início do terceiro episódio, que o casal tem um acordo, já que se tornam apenas companheiros. Frank poderia sair com outras mulheres, desde que fosse discreto.

Confesso que depois dos dois primeiros episódios, eu esperava muito mais desenvolvimento do impacto da mulher e do negro no ambiente universitário e ver como Claire lidaria com isso, já que Diana Gabaldon explora isso no livro. Mas os roteiristas pularam toda essa etapa, mostrando logo a formatura de Claire e um pouco de sua vida como cirurgiã. Focando mais nos problemas do casamento de Claire e Frank.

Após a formatura de Brianna, Frank pede o divórcio, diz que se casará com a amante e que convidará a filha para acompanha-lo em Oxford. Preciso falar sobre a ótima atuação de Tobias Menzies, que nos obrigou a afeiçoarmos ao personagem, mesmo sem querer. Vi que algumas pessoas, que leram o livro, reclamaram da forma com que a série mostrou Frank, colocando toda a culpa da infelicidade do casamento em Claire, já que no livro ele é bem inconsequente e definitivamente não tão adorável. Não me incomodou particularmente e acho que o ator merecia isso.  Sua morte em um acidente atrapalha os planos nos brindando com outra boa atuação de Caitriona Balfe. Então, o fechamento desta parte da história acabou por ser emocionante.

Sem Frank, no episódio quatro, voltamos para o fim da segunda temporada, com Claire na Escócia procurando por pistas de Jamie, com a clara intenção de voltar ao passado para reencontra-lo. E nós mal podemos esperar! Antes disso, estou curtindo o relacionamento fofo entre Brianna e Roger, apesar de este agora ser o núcleo menos interessante, por restar pouco a se falar.

Definitivamente, a parte mais importante e interessante desses dois episódios se dá com Sam Heugham. Sua atuação nesses dois episódios foi sem palavras! Posso falar por mim ao dizer que as atuações de Tobias e Caitriona sempre roubaram minha atenção, deixando poucos os momentos em que Sam tenha realmente me comovido. De forma alguma em demérito ao ator, mas sim ao talento incrível dos outros dois. Dessa vez eu só posso aplaudir. Incrível! E, por isso, os flashbacks de Jamie foram a melhor parte desses dois episódios!

No terceiro, Jamie encontra-se preso em uma prisão chamada Ardsmuir, na qual era porta voz de todos os presos (Parênteses para dizer como fiquei feliz com a opção de deixar Murtagh vivo após Culloden). Lá ele reencontra John Grey. Este é aquele menino que eles usaram para saber a localização dos ingleses em Prestonpans e que que foi responsável pela sobrevivência de Jamie em Culloden. Uma amizade entre os dois é construída, apesar de John ser o oficial inglês responsável pela prisão.

A dinâmica entre os dois é muito interessante. Eles começam a confiar um no outro e criam um laço diferente de qualquer coisa que Jamie já tenha vivido e ele se abre para o oficial. Mas, quando este fala sobre o amor que perdeu em Culloden e pega na mão do ruivo, nós vemos que Jamie lembrou-se de tudo que passou na mão de Black Jack Randall, também um oficial inglês, e se afasta. No entanto, esta série é Outlander, quebrando qualquer estigma ou preconceito, e, ao soltar e proteger Jamie, John nos joga na cara que há amor em uma relação homoafetiva e se torna um dos meus personagens preferidos. Ao fim do terceiro episódio, John leva-o para trabalhar na propriedade do lorde William Dunsany, prometendo voltar a cada três meses para comprovar que ele está sendo bem tratado.

O quarto episódio é o melhor da temporada até o momento. É tão repleto de momentos emocionantes que não conseguimos recuperar o fôlego. Lorde Dunsany tem duas filhas. Uma delas, Geneva, é obrigada a casar-se com um homem muito mais velho, porém rico. Então, tendo descoberto quem é Jamie na verdade, o ameaça e diz que quer perder a virgindade com ele e não com um velho. Nada boba, ela, hein? O que acontece após 9 meses?? Siiiimmmmm, Jamie é papai!

Geneva morre no parto e Jamie atira no marido, após ele ameaçar matar o bebê, sabendo que não era dele. O momento que Jamie pega o bebê no colo pela primeira vez é de cortar o coração. A família de Geneva, muito grata, promete libertar Jamie de todas as acusações, mas ele decide ficar com o pequeno Willie. E nosso coração dói ao vê-lo criando o filho, mesmo que não possa contar a verdade. O laço entre os dois é impressionante! Quando, enfim, anos depois, Jamie decide ir embora e seguir sua vida, a cena de sua despedida é triste e maravilhosa ao mesmo tempo. Parabéns, Sam Heugham!

Agora só nos resta perguntar se é no próximo episódio que Claire e Jamie se encontrarão. Será que Willie e Jamie se verão de novo? Mais alguém percebeu a semelhança física entre Geneva e Claire?

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Marcelle Suazquita
Dcnauta que adora a Marvel. Aluna imaginária da Corvinal que sonha em ser uma Elfa e casar com Clark Kent. Responsável - e irresponsável - por dar pitacos em séries, filmes e literatura. Bernard Cornwell é meu lorde e senhor.