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O Parque dos Sonhos | Crítica

Antes de assistir a O Parque dos Sonhos, esperava ver mais uma animação clichê que não agregasse muitos elementos necessários para diferenciar das demais, mas o que vi me surpreendeu positivamente.

O novo desenho da Paramount conta a história da menina sonhadora June, que é motivada por seus pais a exercer a criatividade através da criação de uma maquete de um parque de diversões no seu quarto, com objetos reaproveitados que atingem uma proporção enorme, sendo famosa em toda vizinhança pela sua criação.

A vida de June muda quando um fato ocorrido em sua família faz com que ela perca toda a motivação em criar novos brinquedos para o parque, ou até mesmo brincar com aqueles que já criou, se tornando uma criança solitária e triste, evitando até a presença dos amigos próximos.

Um dos fatores que mais me surpreendeu na animação, foi o uso de um elemento que me lembrou a trama pesada por trás de Divertidamente. A problemática familiar imposta a menina June, leva a animação para um panorama que é adaptável a toda família, mostrando que a vida não é só mil maravilhas como mostrado em algumas outras animações, mas sim que todos os lugares, por mais perfeitos que sejam, passam por problemas.

Outro elemento que linkei com outra animação foi a relação de criança e brinquedos, partindo desde a relação de amizade construída com aquele brinquedo que você sempre teve apego, até o amadurecimento e a fase do desprezo com aquilo que um dia tanto lhe trouxe alegrias. Toy Story 3 na veia, não?

A animação do filme é muito bem feita com um jogo de cores muito agradável, trazendo a magia do parque de June para a telona com colorido pra tudo que é lado sem exagerar na medida. Os personagens tem cores definidas que vão se adaptando conforme o humor da garotinha vai mudando.

Apesar dos comparativos realizados com outras tramas, O Parque dos Sonhos traz uma história inovadora motivada pela criatividade de uma criança, elemento esse que é tão belo na primeira fase da nossa vida, que merece ser preservado. A moral que o filme traz é fundamental para a nossa atualidade, e merece ser vista por toda a família.

Avaliação

Roteiro7.5
Montagem8
Dublagem8
Animação9
8.1

Resumo

A jovem otimista e sonhadora June encontra escondido na floresta um parque de diversões chamado Wonderland, que é cheio de passeios e animais que falam. O único problema é que o parque está confuso e desorganizado. June logo descobre que o parque veio de sua imaginação e que ela é a única que pode deixar o lugar mágico de novo.

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Raphael Riveiro
Idealizador do Dinastia Geek, fanático por séries e games, engatinhando no mundo das HQs. Harry Potter, o universo Tolkien, Liga da Justiça e Tim Burton são o melhor do maravilhoso universo nerd/geek!