Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

O Escolhido (Netflix) | Crítica

Se você gosta de mistério, coisas cabalísticas e segredos, parabéns você está no texto certo, porque aqui eu vou compartilhar com vocês o quanto a série O Escolhido, da Netflix, lançada na sexta feira (28/06) pode ter tudo isso e mais um pouco.

Ela é uma série brasileira que contém apenas 6 episódios nessa sua primeira temporada e é um trabalho de Carolina Munhóz (autora de Feérica), juntamente com Raphael Draccon (autor de Dragões de Éter). Eles exploram muito tudo o que é místico e quebrando tabus, trabalhando bem com o desconhecido e o medo.

O Escolhido conta a história de três médicos, Lucia, Damião e Enzo que precisam vacinar a população do Pantanal, pois o vírus zika sofreu uma mutação e pode se tornar uma epidemia incontrolável. Com a cobrança e o desespero das autoridades esse processo é bem rápido, porém apenas uma aldeia isolada conhecida como Aguazul não corresponde ao chamado, enviando uma mensagem para eles não irem até lá, mas como a vacinação é obrigatória pelo governo eles não veem opção a não ser irem lá pessoalmente.

Ao chegarem lá não são nada bem recebidos, porque ali é o momento em que a fé e a ciência entram em conflito, e a cegueira de ambas as partes deixam as coisas bem delicadas entre os habitantes e os médicos, pois os doutores tem que seguir ordens das autoridades e os habitantes as ordens de suas crenças superiores.

Com a chegada do responsável pelo vilarejo, Mateus, as coisas se apaziguam e eles podem conversar sobre os seus deveres ali, porém Mateus tenta convencer os doutores de que eles não podem aplicar a vacina na população, pois seria um veneno já que ali naquele lugar ninguém morre, ninguém fica doente só morre quem escolhe morrer. E é após essa descoberta que o misticismo começa a entrar em ação.

Os doutores não acreditam nessa alegação e os fiéis não querem tomar a vacina. Após muita discussão o vilarejo cede e eles tomam, porém há um efeito colateral que acontece quase instantaneamente, a maioria deles sofre um choque anafilático, e então são levados ao Escolhido para que o mesmo os cure e salve suas vidas. O Escolhido então faz um ritual para salvar os habitantes de Aguazul, e isso surpreende e assusta os doutores, fazendo com que eles questionem o que está acontecendo e como isso é possível, já que são cientistas e céticos.

 A trama tem muitos desenrolares e muitas novas perguntas vão surgindo no caminho, o que dá indícios de uma segunda temporada, pois os questionamentos sobre o Escolhido, sobre as obras que ele faz, e a obsessão do vilarejo por ele vai aos poucos sendo desenrolada, e esperamos que haja realmente uma continuação, para saber o que ocorre com alguns personagens e que algumas questões sejam explicadas.

A série tem um enredo muito interessante, e se continuarem sem se perder na história, creio que o sucesso vai ser inevitável. Ela tem os seus pontos fracos sim, e o que eu mais percebi foi a simplicidade dos diálogos que ocorrem, mesmo em momentos de grandes revelações eles ainda deixam um pouco a desejar. Porém a história que eles criam nessa aldeia é muito intrigante e te conduz a buscar por mais e mais informações, fazendo com que a série seja consumida numa maratona sem você nem perceber.

Posso dizer também que os atores têm grande potencial a ser explorado, pois no quesito atuação nada deixou a desejar. Então creio que a evolução dessa série vai ser imensa e já estou ansiosa para a segunda temporada. Então meus amigos preparem a pipoca, o cobertor e sentem-se para apreciar os mistérios que ela nos traz, as grandezas de nosso Pantanal e os poderes do Escolhido. 

Mostrar ComentáriosFechar Comentários

Deixe um comentário