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O Aprendiz de Assassino | Resenha

O ano novo se aproxima e nada melhor do que iniciá-lo como uma história nova né?!  Que tal começar com o primeiro livro da trilogia Saga do Assassino?

Em O Aprendiz de Assassino, Robin Hobb nos leva à um mundo antigo e encantador… com castelos, príncipes e princesas, saqueadores do mal, pradarias e vales, assassinos treinados e uma magia antiga conhecida como Talento.

Mas, se incrivelmente agraciado com o Talento, um homem pode aspirar a falar diretamente com os Antigos, estes que são inferiores apenas aos próprios deuses.

A história é narrada pela versão adulta de Fitz, um bastardo do Príncipe Herdeiro do trono de Torre do Cervo. Quando a história começa Fitz tem apenas seis anos e ele se lembra daquele momento assustador em que é abandonado nos portões do reino pelo próprio avô que se diz cansado de sustentar o bastardo do príncipe e que agora o entregava ao pai para que cuidassem da criança da forma que melhor conviesse.

Até então o garoto não tem nome, é chamado apenas de Garoto e isso se segue até que seu novo guardião decide chamá-lo de Fitz. O guardião improvisado de Fitz é Burrich, o homem dos estábulos, cuidador dos cães de caça e falcões, fiel ao príncipe Chivalry.

O tempo vai passando e Fitz aprende a lidar com os animais sob supervisão direta de Burrich e logo fica claro ao homem do príncipe que o bastardo tem um dom especial, Fitz é capaz de se comunicar com os animais pela mente, esse dom é conhecido nas terras do reino como Manha e é algo para se ter vergonha e esconder, principalmente no caso de Fitz que tem sangue real correndo nas veias.

Um bastardo é sempre uma ameaça ao reino quando não controlado pelo rei e, assim, o Rei Shrewd decide que já é hora de Fitz iniciar seu treinamento e educação como é de costume para crianças nobres. Fitz começa a frequentar aulas de luta com armas e corporal, aulas de leitura, ganha um guarda-roupas novo com vestes de nobre (com o escudo riscado como deve ser para um bastardo) e um quarto só seu no castelo.

Mas com todas as regalias que são suas pelo direito do sangue nobre, vem também um acordo firmado diretamente com o rei: Fitz será treinado para ser um assassino e dali em diante será um homem do rei e servirá como a mão do rei em suas sentenças.

Chade é quem treina Fitz na arte da matança e o garoto aprende todos os meios para causar uma morte discreta em alguém, logo se familiariza com venenos e suas funcionalidades, também aprende a se movimentar pelas sombras e a saber tudo o que acontece ao seu redor sem ser notado.

Infelizmente o reino passa a sofrer uma ameaça terrível como a muito tempo não era vista, os Saqueadores dos Navios Vermelhos começaram a atacar as cidades costeiras do reino, destruindo tudo o que encontram pela frente e levando moradores como reféns.

Os sequestrados eram transformados em Forjados, pessoas sem nenhum tipo de sentimento, sobrevivendo apenas pelo extinto básico de sobrevivência: comida. Quando esses reféns eram devolvidos, atacavam as próprias famílias e amigos e ninguém no reino tem ideia de como foram transformados ou o porquê.

Aparentemente o único meio de salvar os Seis Ducados é pelo uso do Talento, dom especial que é ensinado apenas aos de linhagem real e que a muito tempo entrou em desuso devido a pacificidade em que o reino se encontrava.

No começo de cada capítulo o Fitz adulto fala um pouco sobre a historia dos Seis Ducados e de si mesmo e nesses trechos acaba por antever o que acontecerá na história que está narrando, mesmo assim fui surpreendida varias vezes.

[…] Mas por vezes me sento aqui, depois de o chá ter acalmado o pior da minha dor, e penso. As marés não esperam por ninguém, e isso eu sei bem que é verdade. Mas o tempo? Será que a época em que nasci não esperou pelo meu nascimento?

Por se tratar de uma história sobre um reino, é claro que traições e desavenças são uma constante na trama, mas a forma como essas questões são apresentadas deixaram a leitura muito mais interessante.

Alguns trechos da história se tornam um pouco mais arrastados, justamente pelo fato de o foco da trama ser em torno da vida de um garoto, quando existe a necessidade de acelerar o enredo o próprio narrador diz não se lembrar do que aconteceu naquele momento ou passa brevemente pelos acontecimentos de menor importância. Essa mescla de narrativa é um presente para o leitor já que dá aquele descanso necessário quando a narrativa é muito detalhista (oi Christopher Paolini, oi G. Martin).

Por se tratar do primeiro livro de uma trilogia, O Aprendiz de Assassino deixa muitas pontas soltas e aquele gostinho de quero mais quando terminada a ultima frase do epílogo. Estou ansiosa pela continuação.

Li a edição novinha publicada pela Suma em 2019 e ai vão alguns detalhes sobre essa edição: o livro contem 375 paginas de pólen soft, antes do início da história tem uma nota sobre edição falando sobre os nomes dos personagens e indicando a existência de um glossário ao final do livro com os significados dos principais nomes da história. A edição conta ainda com um mapa lindíssimo dos Seis Ducados e um epílogo instigante. Nada de índice/sumário para essa edição.

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