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Netflix | Taylor Swift Reputation Stadium Tour na visão de um fã!

Mesmo o estilo musical da Taylor não sendo o que mais me agrada, fiquei curiosa nesse show lançado pela Netflix no dia 31 de dezembro de 2018, afinal, nossa provedora favorita de streaming não costuma desapontar. Mas só isso, era o suficiente para me convencer a assistir? Pedi para um grande amigo – e posso dizer com toda certeza que um lunático pela dona Taylor – fazer um texto para me motivar a assistir. Será que convenceu?

Olá senhoras e senhores, ou hoje pelo menos, deveria chamá-los de meus caros “swifties”!? É com muito prazer que lhes trago as minhas impressões sobre o novo filme da Netflix, que vem nos trazer um momento mágico através do show realizado por Taylor Swift na cidade de Arlington/TX, nos Estados Unidos, no dia 6 de outubro de 2018.

Esse foi o último show realizado em solo americano, da turnê “Reputation Stadium Tour”, precedendo os 7 shows que foram apresentados em solo internacional. Todo o conceito do álbum Reputation em seu lançamento chocou não só os fãs, mas o mundo todo ao retratar uma Taylor Swift completamente diferente da que conhecíamos: mais poderosa, intimidadora, realizada e muito, mas muito mesmo, ousada, querendo claramente passar a mensagem de que a antiga TayTay queridinha e amadinha, havia não apenas mudado, mas sim, MORRIDO!

E o que nos foi mostrado nos atos do show não foi diferente, um show extravagante e muito empolgado, que não economizou em estrutura, coreografias e visuais, além de ter um repertório extremamente competente com o novo álbum e relembrando alguns sucessos passados.

Repertório

Para os mais chegados e mais fãs de Taylor Swift, quem sabe, o repertório do show não seja tão surpreendente, sendo que das 15 músicas do álbum Reputation, 14 foram apresentadas no evento, tendo apenas o hit “So It Goes…” não sendo performado, e sendo utilizado nos créditos da produção. A abertura, como esperado, foi com o single “… Ready For It?”, uma das canções de maior sucesso do álbum, que tem um começo extremamente empolgante e uma batida INCONFUNDÍVEL! O show segue com esse começo incrivelmente agitado e animado, que deixou o AT&T Stadium pegando fogo, quase que literalmente!

Em meio ao primeiro ato, rola também um mashup das músicas “Style”, “Love Story” e “You Belong With Me”, sucessos de três de seus álbuns anteriores, todos regados de muitas cores, coreografias, fogos de artifício, conversas com o público e sim… uma cobra gigante surgindo no palco!

Na chegada do segundo ato, Taylor Swift sobe em uma espécie de marquise voadora dourada e é transportada para o outro lado do estádio, para poder interagir com o público que estava mais ao fundo. Por lá, emoção foi o que não faltou. Para não estragar toda a surpresa, irei contar apenas alguns dos momentos mais marcantes. Após conversar com o público, é iniciada a música “Shake It Off” e do chão surgem duas backing vocals para se apresentarem junto da Taylor.

Outro momento muito marcante da passagem dela na parte do fundo do estádio, foram as músicas cantadas solo ao violão, acompanhadas pelo coro da plateia, que com certeza foi o momento mais emocionante, musicalmente, do show.

Para o terceiro e último ato, Taylor Swift retorna para o palco principal, novamente transportada por uma estrutura em um guindaste, com o formato de uma coluna vertebral e da caixa torácica a fechando, enquanto ela performa “Bad Blood” mixando com um de seus primeiros sucessos “Should’ve Said No”, lá nas alturas. Esse foi um ato mais calmo, mesmo com a super performance de “Don’t Blame Me”, logo após, as músicas seguintes foram apresentadas com a melodia sendo tocada pela própria Taylor Swift, com o seu clássico piano, que já aparecera antes em outras turnês! Foi novamente um momento muito emocionante, não só pelas músicas apresentadas, mas também pelos agradecimentos e homenagens feitas antes e após as apresentações.

Ao contrário de muitos aparecimentos que apenas enaltecem o público, foi algo diferente e que me chamou muito a atenção ser feito uma lembrança a todas pessoas que possibilitaram de os shows acontecerem e ser puxada uma salva de palmas para todos os seguranças que acompanharam a turnê!

Por fim, após 16 músicas, e uma hora e quarenta minutos de muita emoção, é chegado o tão esperado encore. As músicas escolhidas para o mesmo foram a emocionante “Getaway Car”, o single “Call It What You Want” e um mix do sucesso “We Are Never Ever Getting Back Together” com a animadíssima “This Is Why We Can’t Have Nice Things”.
Com duas apresentações de encher os olhos e dar um aperto no coração por saber que estava chegando ao fim, o público foi a loucura, e Taylor se despediu agradecendo a todos, junto de suas backing vocals, dançarinos e banda, e desaparecendo por baixo do palco em uma plataforma, sendo ovacionada! Este era o fim do show, porém após, como citado antes, ao som de “So It Goes…”, são mostradas diversas filmagens dos fãs no estádio, e da própria Taylor nos bastidores do show e nos ensaios, junto aos créditos, assim encerrando o filme.

Ao escrever esse texto busquei ser o mais imparcial possível, mesmo sendo um fã de carteirinha da Taylor Swift, e por isso agora, no que concluirei sobre o filme e consequentemente o show, buscarei ser o mesmo! Afinal, para quem é fã eu tenho quase que 100% de certeza de que adorou a apresentação e achou tudo maravilhoso, mas gostaria de apresentar para quem ainda não conhece muito o trabalho dela, um pouco sobre o que foi bacana e o que poderia ter sido melhor, para que decidam se é um bom filme para investirem seu tempo.

Em questão de produção do espetáculo, posso cravar que foi tudo impecável, pois não faltaram figurinos – foram mais de cinco ao longo do show – todos acompanhados de coreografias extremamente dançantes e animadas, com muitas cores e efeitos especiais apresentados nos telões ao fundo.

Os fogos de artifício deram aquele toque especial que faz o coração subir na garganta quando acontece. E novamente, cito a transição para a parte de trás do fundo do estádio, o que além de deixar toda a estrutura grandiosa, dá aquele gostinho a mais para quem acaba ficando no fundo, e assim todos presentes, puderam aproveitar o show de uma forma legal.

Já para as músicas escolhidas, não sou nenhum expert que pode sair julgando, sabe? Mas me pareceu que faltou um pouquinho de fôlego para que a Taylor conseguisse cantar tudo, precisando em alguns refrãos dançantes o auxílio do playback, porém, foram em apenas algumas músicas onde a mesma performou tanto a canção quanto a coreografia. Por outro lado, as escolhas acústicas foram de tirar o chapéu, onde ela pode mostrar seu talento como cantora e instrumentista, fazendo assim com que o espectador tanto ao vivo quanto pelo filme, pudessem sentir um mix de sentimentos de euforia com emoção.

Por último, mas não menos importante, os momentos de conversa com o público. Foram algo que misturaram um pouco daquele papo tradicional, que todo artista costuma falar para introduzir uma música ou para dizer o quanto aprecia a presença de todos, junto com dois momentos que eu guardei especialmente para citar agora: quando Taylor Swfit foge do padrão.

No primeiro, ela explica o por quê da mudança “repentina” de estilo de música e da importância dos sentimentos em sua vida. E outra, na forma em que seus fãs modificaram uma música, em que ela antes considerava triste, e hoje ela a vê de uma forma linda e brilhante. Fica difícil colocar em palavras o que foi dito por ela, mas posso dizer de antemão que são mensagens muito lindas e que podem motivar e dar força para muitas pessoas, sejam elas fãs ou não da Taylor!

Eu sei, eu sei que me prolonguei demais e mesmo assim deixei muito do que aconteceu no espetáculo de fora, para não estragar toda a surpresa.

Para quem já assistiu isso pode ser um resumão, e para quem ainda não viu, pode criar um clima e uma noção do que esperar do filme. Então galera, comentem aí se vocês já viram ou não o filme, e pra quem já viu, comentem o que acharam! “Are you ready for it?…”

Escrito por Glédson Campo Barro

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Ynhaam Mazloum
Fisioterapeuta dermatofuncional. Atende por Ynha e é uma otaku fedida nas horas vagas. Tenho. mania. de. pontuação. E, de, vírgula, também! Apaixonada pela cultura asiática, música ao vivo e uma boa batatinha.