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Nem tudo nas estrelas é guerra. Embarquem nessa jornada!

Nunca fui trekkie. Cresci naquela época que ou você era fã de Star Wars ou de Star Trek. Jamais as duas coisas. Era quase sacrilégio! E como me apaixonei pela saga de George Lucas aos 5 ou 6 anos, quando minha mãe me levou ao cinema para ver O Retorno de Jedi, eu já tinha o meu time. Passei minha vida sabendo que Spock nada mais era  que aquele cara de orelhas pontudas e cabelo esquisito. Que perda a minha!

Ok… Talvez não fosse tão ignorante! Fui ao cinema assistir o segundo filme da nova geração porque queria ver Sylar (Zachary Quinto, para os fãs de Heros), Eomèr (Karl Urban, meu humano preferido da terra média) e Benedict Cumberbatch. Mas ainda assim não vivi aquilo. Foi apenas mais um filme divertido. Então, em 2015, Leonard Nimoy fez uma viagem diferente e sem volta. Vendo a comoção de amigos fui procurar mais a respeito. E encontrei muito mais do que procurava… Virei uma trekkie fã de Star Wars!

O amor começou aos poucos… Era difícil conseguir encontrar os episódios! Meu caminho para dentro da Enterprise durou um ano até que a Netflix (Obrigada, meu amor!) liberou os episódios para assistirmos na plataforma. E agora deixa eu falar com você, querido leitor que nunca se teletransportou para aquele mundo genial: Pare suas maratonas e vá conhecer Kirk, Spock e companhia! Vocês não vão se arrepender!

Não vão esperando efeitos especiais maravilhosos. Trata-se de uma série que estreou em 1966! Espere, sim, se apaixonar pelos personagens, pelas tiradas engraçadas, pelas histórias envolventes, pela Enterprise. Tenha em mente a época que ela foi criada e o que o mundo se apresentava, então, com a corrida espacial, em plena Guerra Fria. E se entregue a essa série maravilhosa!

Em 1964, o produtor Gene Roddenberry, que era muito fã de ficção científica, levou a proposta desta série passada no espaço à rede americana NBC. O piloto era meio diferente do que conhecemos hoje… O capitão da Enterprise era o sério Capitão Pike, mas já havia aquele Vulcano que roubou nossos corações. “The Cage” foi mostrado aos executivos da emissora que, apesar de terem gostado de idéia, acharam a série “muito cerebral” e que não ia fazer sucesso. Recomendaram que se demitisse todo o elenco e começassem tudo novamente. Roddenberry aceitou mas insistiu para que mantivessem apenas um membro do elenco: Spock.

Um novo piloto foi feito com a chegada de Willian Shatner no papel do capitão James Kirk. “Where no man has gone before” foi um sucesso e em 08 de setembro de 1966, Star Trek estreou com a santíssima trindade: Capitão Kirk, Spock e Leonard “Bones” McCoy. E são esses três que dão toda a graça da série.

Bones é o típico ser humano. Ele nos representa como se fôssemos nós a bordo da Enterprise. Seus comentários, suas reações são aquelas que seu tio faria no jantar. Ele tem nossas fraquezas e também nosso senso de humor. Ah, e as interações entre ele e Spock são as mais engraçadas da série!

Kirk… Ah… Capitão Kirk é o herói… O conquistador. Aquele que comanda a nave com punho de ferro e também namora toda alienígena interessante que passa em seu caminho. É irônico, expansivo e emocional. Não há como não amá-lo!

Spock? Esse merecia um texto só para ele! A princípio parece que Spock é frio. Conforme vamos assistindo percebemos que não é assim… Ele é um mestiço. Mistura de Vulcano com humano e está sempre tentando segurar suas emoções. Mas elas estão ali. E percebemos, principalmente, em sua relação com Kirk. Há tantas demonstrações de amor de Spock que seria loucura chama-lo de frio. E é na figura dele que Star Trek nos dá a maior lição.

Nesse mundo complicado que vivemos, Spock nos dá uma grande lição sobre respeitar as diferenças. Ele sofre preconceito como muitos de nós e nos ensina a não baixar a cabeça. Nos dá uma lição de humanidade. Ele representa todas as minorias e por isso se tornou imortal, mesmo depois da morte de Nimoy. Spock é o exemplo que todos deveriam seguir.

Star Trek, a série clássica, só durou 3 temporadas e muitos acharam, mesmo na época, que acabou prematuramente. Mas seu legado é tão grande que vieram dela filmes, séries e animações. Muitas das quais vale a pena conferir. Star Trek não é tão discutida e não foi comprada pela Disney. Mas ela está no século XXI, forte e atual.  Só nos resta desejar uma vida longa e próspera a ela.

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Marcelle Suazquita
Dcnauta que adora a Marvel. Aluna imaginária da Corvinal que sonha em ser uma Elfa e casar com Clark Kent. Responsável - e irresponsável - por dar pitacos em séries, filmes e literatura. Bernard Cornwell é meu lorde e senhor.