Arquivos

FilmesNão categorizado

Não precisa vir de Krypton para ser Superman

Domingo passado eu acordei com o novo trailer de Liga da Justiça. Quem me conhece (e quem leu minha descrição ali embaixo) sabe que eu tenho “Lois Lane Feelings”, então, foi a maior alegria ver meu homem de aço aparecer pela primeira vez, ainda que seja como um sonho da Lois. Mas o que é “Lois Lane Feelings”, tia Mah? Você quer se casar com o Superman?

Não, amiguinhos… Tia Mah sabe que Superman é um herói de ficção. Sabe aquela cena do balcão onde a melhor Lois do cinema, Margot Kidder, vê ele se aproximar, encantada? Isso é Lois Lane Feelings. É admirar aquele personagem que poderia ser o que ele quisesse no mundo. A série Injustice tá aí para provar que, se Kal-El quisesse, ele poderia governar o mundo. No entanto, seu amor pela humanidade faz com que ele queira ser como nós: Ser Clark Kent. E salvar gatinhos nas árvores, devolver bolsas roubadas de senhoras, ajudar bombeiros nos incêndios e salvar o mundo. Nos salvar. Fazer e ser a melhor versão de nós mesmos. Todos nós devíamos ser um pouquinho como o Superman. Ele pode não ser real, mas seu ideal é.

Meu amor pelo Superman é de infância. Meu pai, professor, vestia a camiseta do herói por baixo da roupa, nas aulas, para brincar com os alunos sobre ter vindo de Krypton. Minhas primeiras HQs foram as dele. E a minha mãe me apresentou a um filme. Eu o assisti e acreditei, do alto dos meus 5, 6 anos, que aquele ali era o verdadeiro filho de Krypton. E era. Não estou aqui para falar sobre o Superman (apesar de já ter falado muito mais do que eu devia, né?). Mas sim para fazer um ode, uma homenagem, ao melhor e mais verdadeiro Superman da história do cinema: Christopher Reeve.

Foram quatro os filmes onde Reeve incorporou meu herói. Quando eu assisti o primeiro, o segundo já havia sido lançado (talvez o terceiro também, mas esse eu só assisti anos depois, na Sessão das 10 do SBT). Lembro-me de sonhar com aqueles filmes, mesmo pequena, e olhar pela janela, esperando vê-lo voar. Eles eram bons a esse nível: o de fazer uma criança achar que algo inimaginável era real.

Superman, o filme (1978):

Se você me perguntar, sem me dar tempo para pensar, qual o melhor filme de super-herói de todos os tempos, essa seria a minha escolha. Esse filme foi um divisor de águas. Um marco para os filmes do gênero. Muito por causa da transformação de Christopher Reeve em Superman. Ele era o Clark perfeito: Desengonçado, atrapalhado e invisível. E o Superman perfeito, com sua bondade e senso de dever e justiça. A única vez que ele foi contra os ensinamentos de seu pai, Jor El, para que não influenciasse no destino da humanidade foi por amor a Lois, para salva-la. Considerando que se trata de uma produção de 1978, os efeitos especiais são muito bons. Se for começar a falar das atuações maravilhosas de Marlon Brando, Gene Hackman e Margot Kidder, então, não vou parar de falar nele! Esses dois últimos até hoje também não tiveram substitutos a altura.  Preciso exaltar também a trilha sonora de John Williams! É de arrepiar! Li em algum lugar que o terá o tema do Superman em liga da justiça. Se for real e vocês me encontrarem no cinema, me ofereçam lencinhos, ok?

Superman II (1980)

O que você faria por amor? Essa é a pergunta que fazemos quando assistimos esse filme. Você seria capaz de abdicar dos seus poderes, de algo que te faz mais importante que os outros, por ele? Superman é (Olha o “Lois Lane feelings” de novo!).

Neste filme, em um flashback, vemos Jor El condenando 3 criminosos a prisão na zona fantasma. Quando são libertados e chegam a terra, eles se unem a Lex Luthor para vigar-se do pai através do filho. Só que Kal El agora é apenas Clark, pois abdicou de seus poderes para poder ficar com Lois. Eles destroem Metropolis ao perceber que a fraqueza do Superman é se importar com as pessoas (Já falei que amo o Superman, né?). A parte final, na fortaleza da solidão é surpreendente e deliciosa de assistir!

Destaque para as atuações maravilhosas de Reeve, Hackman, Kidder e Terence Stamp, como o General Zod.

Superman III (1983)

Ok… Mesmo eu amando Christopher Reeve e o Superman, eu não tenho como dizer que esse filme é bom. E se eu contar que a intenção dos produtores era colocar Braniac e Supergirl nesse filme, mas a Warner não quis, fica até pior, né?

Nesse filme, Richard Pryor é Gus Gorman, um gênio da informática, contratado para tomar um satélite meteorológico e acabar com as plantações de café da Colômbia. Quando o Superman vai enfrenta-lo é exposto à Kryptonita que o altera psicologicamente. Bem fraquinho, apesar de ter sido um sucesso de bilheteria.

A única curiosidade legal que veio dele foi a Annette O’Toole, que fez o papel de Lana Lang no longa e depois foi a Martha Kent em Smallville.

Superman IV (1987)

Apesar do Terceiro ter sido ruim, como deu dinheiro, os produtores resolveram fazer um quarto filme… E? Não deu certo… Não tenho como defender mesmo e é um dos piores filmes de Super-heróis de todos os tempos. O péssimo roteiro consiste na seguinte e absurda história: Enquanto EUA e URSS entram em uma corrida armamentista, Superman (O que fizeram com você, querido?) entra no meio para proteger a terra. Enquanto isso, Lex Luthor sai da cadeia e clona (Sim, amigos!) o Superman depois de roubar seu cabelo de um museu e coloca-lo em uma arma radioativa. Sim, vocês leram certo. O pior é que o clone é um loiro de cabelos anos 80! WTF????? Não, amigos, não há nada que possa defender esse filme, além dos lindos olhos azuis do Christopher Reeve.

Apesar dos dois filmes ruins, eles de forma alguma mancham o legado de Christopher Reeve. Quando eu olho uma foto dele, eu vejo o Superman. E é isso que significa ser um excelente ator. Assisti mais alguns filmes com ele, sempre me impressionando com sua arte. Me tornei fã. Infelizmente, em 1995, ele sofreu um acidente a cavalo que o deixou tetraplégico. Mas isso não o fez parar, como um homem de aço.

Um ano após o acidente, ele foi aclamado de pé em um dos momentos mais emocionantes da história do Oscar. Criou o Christopher Reeve Paralysis Foundation onde passou a incentivar e lutar por pesquisas de Células Tronco, visando melhorar a condição de vida de pessoas como ele.  Ganhou outros prêmios humanitários como, por exemplo, a Ordem Bernardo O’Higgins, em respeito às declarações públicas de apoio aos atores chilenos, no governo do ditador Pinochet. Fez mais alguns filmes depois do acidente. Foi narrador do filme da HBO, premiado no Emmy, Without Pity: A Film about Abilities. E fez meu coração chorar ao voltar para o mundo de Superman em duas participações na série Smallville.

Esta terça fazem 13 anos que uma infecção, consequência da tetraplegia, o tirou de nós e eu queria falar dele com vocês. Mas não vou terminar o texto assim. Vou falar de como o Superman – Christopher D’Olier Reeve – chegou à Terra em 25 de setembro de 1952, e que voltou à Krypton em 10 de outubro de 2004. Deixou para nós lições de como amar ao próximo e de como fazer todo mundo ficar com “Lois Lane Feelings”, querendo torna-lo melhor. Sentimos sua falta, Superman.

2 Comentários

  1. bons tempos de Christopher Reeve!!!! saudades dessa época em que vc via esses clássicos superman passando na sessão da tarde!!!! Sinceramente não sou muito fã desse superman estilo dark atual não!!!! O superman das antigas tinha carisma…a liga da justiça pra mim está marcada em forma do desenho versão Hanna barbera que passava antigamente na globo…com super gêmeos e o jato invisível da mulher maravilha…saudades dessa época!!!! infelizmente tanto marvel e tanto DC não seguem a fiel personagem e carisma dos personagens ficticios que conhecemos. No final ta aí o que tem pra assistir…ou assiti ou fica sem assistir. Gostei da versão Batman e mulher maravilha…alguma coisa ai saiu bem, ainda bem!!!!! fico na expectativa em relação aos futuros filmes DC da vida!!!!!valeu!!!!

  2. Vc já ouviu falar da versão do diretor do Superman 2?

    ……. Acho que não, né? Então deixa que eu explico a história:

    Em 1977, o diretor Richard Donner foi contratado pra dirigir Superman 1 e Superman 2. Os filmes seriam rodados juntos e lançados com 2 anos de diferença um do outro (1978 e 1980). Só que a produção atrasou e passou o orçamento. Os produtores pressionaram Donner a terminar as filmagens do primeiro e acabar o segundo depois de lançar o primeiro. Com o tempo Donner cedeu e fez o q foi pedido. Após o lançamento do primeiro, Donner foi demitido (golpe baixo, pq ele queria terminar o segundo filme) e contrataram Richard Lester pra regravar e reescrever boa parte do filme.

    Resumindo: apenas 30% das cenas do Superman 2 foram feitas pelo Donner, e ele havia filmado cerca de 75% do filme quando foi demitido.

    Em 2006, Donner reuniu essas cenas e montou a sua versão do filme

    E eu recomendo que vc assista, ainda mais se vc for fã de Christopher Reeve, já que tem varias cenas inéditas do Reeve interpretando o Superman.

    Só que eu quero dar um aviso antes pra vc não se decepcionar. A versão que foi pro cinema, é uma versão bem emotiva, ou seja, um filme que puxa pro romantismo e pro melodramático (de acordo com a visão do Lester).

    Já a versão do Donner, não faz isso, tem a pegada do Donner, ou seja, é mais parecido com primeiro filme da franquia (por exemplo; no lugar daquela cena do Clark caindo com a mão na fogueira e a lois descobrindo seus poderes com uma trilha melodramático tocando, tem uma cena……não vou dar espoiler…..vc já entendeu)

    Aqui tem um link pra vc assistir essa versão dublada, se quiser ver legendado, vai ser difícil encontrar na net, mas se procurar bastante, vc encontra

    https://docs.google.com/file/d/0B6iJbHHb9Dd3RURHazFKYVhrbXM/view

Deixe uma Resposta

Marcelle Suazquita
Dcnauta que adora a Marvel. Aluna imaginária da Corvinal que sonha em ser uma Elfa e casar com Clark Kent. Responsável - e irresponsável - por dar pitacos em séries, filmes e literatura. Bernard Cornwell é meu lorde e senhor.