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Histórias Assustadoras para Contar no Escuro | Crítica

Guillermo del Toro traz aos cinemas novos monstros para sua coleção, e por mais uma vez de uma forma um tanto quanto divertida e bem construída.

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro é o novo filme roteirizado pelo mexicano e dirigido por André Øvredal. O terror adolescente conta a história da lenda de Sarah Bellows que ainda é comentada na pacata Mill Valley.

Durante uma noite de Halloween de 1968, um grupo de amigos liderado pela destemida Stella ( Zoe Margaret Colletti) se arrisca a conhecer a casa mal assombrada que um dia foi abrigada pela família Bellows. Lá, Stella conta ao grupo formado por Ramón, Auggie e Chuck sobre a lenda de Sarah e o livro que ela escrevia quando presa no porão da casa.

O livro intitulado Histórias Estranhas (compre aqui) traz contos um tanto quanto bizarros, e conforme a história conta, escritos com sangue de crianças que sofreram naquelas histórias. Tudo muda quando o grupo começa a notar que novas histórias estão surgindo nas páginas em branco do livro, e acontecendo exatamente naquele momento.

Esta cidade contou histórias sobre mim. Histórias horríveis. Mas ninguém percebeu que eu tenho minhas próprias histórias assustadoras.

Seguindo a mesma fórmula de It Parte 1 com um terror adolescente, mas com elementos na trama que lembram grandes filmes do terror moderno como Sobrenatural e a série Maldição da Residência Hill, Histórias Assustadoras tem um roteiro bem construído, fluído e que aparecer de adaptar fórmulas já utilizadas, consegue fazer isso muito bem.

Os monstros de Del Toro dão um tom mais sombrio e brilhante para a fotografia do filme que supera e muito 80% dos filmes do gênero que tivemos nos últimos anos. As atuações cumprem muito bem seu propósito, e entregam aquilo que se espera de filmes assim: aventura entre jovens, a criança mais esperta, o mais medroso e o bobalhão. Com uma química muito bem construída, apenas o personagem de Ramón Morales que acaba se tornando até desnecessário na trama, mas quando exigido corresponde.

O plot final poderia ser mais promissor pelo que a história vinha trazendo, mas da mesma forma conclui bem uma história que tem potencial para continuar, desde que mantenha o controle do roteiro e não queira ousar demais, afinal por muitas vezes o simples é muito melhor do que o complexo mal feito.

Não vá assistir ao filme esperando um terror assustador para te deixar perturbado por dias. Vá sabendo que é uma história de terror com adolescentes, bem construída, com a quantidade de jump scare necessária e é claro, com os monstros de Del Toro.

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