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Ghost Recon Breakpoint | Review

Confesso que quando a Ubisoft anunciou um novo jogo da franquia Ghost Recon fiquei um tanto quanto empolgado, afinal Wildlands foi um dos jogos recentes da produtora que mais tinha me divertido nos últimos anos. Pena que não foi bem assim.

Ghost Recon Breakpoint chegou aos consoles em julho de 2019 sob a premissa de juntar elementos que já tinham dado certo em seu antecessor, aprendendo com outros jogos da própria Ubisoft, principalmente The Division. De fato, alguns elementos foram otimizados com esse aprendizado.

A história do jogo se passa em Auroa, uma ilha no Oceano Pacífico que serve como sede de empresa militar que trabalha com tecnologias ocultas, as quais o nosso grupo tem a missão de investigar com o decorrer da história. O chefe dessa empresa militar é o Coronel Cole Walker, interpretado por Jon Bernthal (Justiceiro).

Para não falar que o jogo erra em quase tudo, tem um ponto bem positivo relacionado a Auroa. O ambiente é grandioso e permite diversas explorações e cenários bem distintos um do outro. Praia, montanha, deserto e afins estão presentes em toda extensão do mapa, que está repleto de conteúdo a uma curta distância. E é nisso que infelizmente se baseia um dos principais problemas na minha opinião.

Ghost Recon Breakpoint

É fato que ter muitas alternativas num jogo é bom, sendo possível não só seguir unicamente a missão principal do jogo, mas partir para quests secundárias ou exploração de espólios escondidos. A questão é que em Breakpoint isso funciona de maneira muito desordenada, me deixando até com dor de cabeça da quantidade de informações que o mapa dispõe, ou até mesmo que surgem na tela a partir do ponto que escolhemos uma simples missão.

Até mesmo a base principal que nosso personagem começa é confusa. Em meio as montanhas, a base instaurada é composta de um acampamento enorme aonde você pode conversar com outros integrantes da expedição, em busca de missões secundárias para obter armas, equipamentos ou veículos. Porém, até sair dessa base principal é um desafio, que me rendeu alguns minutos rodando pelo local até achar a bendita saída.

Ghost Recon Breakpoint equipamentos

Bugs estão presentes em Breakpoint também, e em alguns minutos de gameplay durante um tiroteio eu já pude notar alguns, desde o travamento de um veículo durante um percurso pré-definido ou um sniper que nunca morria após diversos headshots.

Tive a oportunidade de jogar parte da campanha multiplayer online, e infelizmente a experiência não foi positiva. Se eu ou meu amigo selecionavam uma missão a cumprir, o outro não conseguia ver para seguir a mesma rota, dificultando a dinâmica de exploração no mapa se não houver uma comunicação para informar um ponto de referência.

Um ponto positivo é com relação a técnica stealth, que a meu ver o jogo pegou muito da boa jogabilidade em The Division. Durante as invasões, o jogador tem a opção de acionar um drone para mapeamento da área e identificação de possíveis inimigos ao seu redor, facilitando no momento da ação.

Ghost Recon Breakpoint cover

Infelizmente, Breakpoint não atingiu a expectativa que eu tinha sobre ele, e não consegue oferecer o mínimo de diversão que esperamos de um jogo do estilo. Tenta juntar várias coisas num grandioso mapa com n possibilidades, mas infelizmente não executa quase nada com o cuidado que deveria. Tente outra vez, Ubisoft.

Jogabilidade
6
Enredo
7
Multiplayer
5
Trilha Sonora
7
Gráficos
8.5
Inovação
5
Voto do Leitor(a)0 Votes
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