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Faro Editoral | Lançamentos Março 2019

Você piscou e março chegou, e já começou agitado. Passadas as comemorações de carnaval, estamos de volta com os lançamentos da Faro Editorial.

Neste mês teremos 3 lançamentos, um livro poético de Júlio Hermann, um livro político sobre a América Latina e o meu escolhido, uma história sobre mulheres e feminismo no Oriente Médio. Bom, chega de papo e vem comigo conferir!

Até onde o amor alcança
Julio Hermann
176 páginas | Compre aqui, na Pré-venda, com preço mais baixo garantido

Talvez estar apaixonado seja uma das melhores sensações da vida. Saber que existe alguém que faz seu coração bater tão forte alegra o nosso dia, mas abrir o coração e deixar tudo para trás quando o amor acaba pode ser difícil. Mostrar vulnerabilidade, raiva, tristeza, perdão e reconhecer erros é o melhor caminho para crescer de verdade.

Julio conquistou milhares de leitores quando abriu o coração e suas cartas de amor nunca rasgadas em “Tudo o que acontece aqui dentro”, um livro sobre o amor romântico, tão raro nos dias de hoje, tão distante e tão desejado.

Já em “Até onde o amor alcança” o autor fala sobre o que aprendemos nesse percurso, os erros que cometemos, os desencontros e como lidar com as ressacas. Descobrir o exato momento em que o amor acaba, ou deixa de ser suficiente, aprender a viver sem alguém que foi nossa luz e vida. Um livro visceral e poético sobre amar, reconhecer o momento de cada um de nós, respeitar a individualidade do outro e seguir. Julio Hermann estampa em seus textos o coração partido que vai se reconstruir, usando de uma sinceridade e melodia capar de reverberar até nos corações mais gelados.

Ninguém avisa a gente que amar faz a pele arder e o peito dilatar, seja com as coisas dando certo ou não. Hoje eu quero o para sempre, mesmo sabendo que não posso controlar tudo. Há coisas minhas que são tão suas, a ponto de eu não ter coragem de colocar uma roupa nova sobre elas, porque eu não quero te esquecer.

Mitos e Falácias da América Latina: Do Bom Selvagem Ao Bom Revolucionário
Carlos Rangel
352 páginas | Compre aqui, na Pré-venda, com preço mais baixo garantido

Desde a colonização europeia, o velho discurso populista de que nossos problemas são causados pelos outros: pelas nações ricas e capitalistas, que nos exploram e retiram nossas riquezas, que nos colocam numa posição sempre desfavorável, e que precisamos de grandes heróis patriotas que estão dispostos a enfrentar o imperialismo e trazer novamente a dignidade e reconhecimento que merecemos. Carlos Rangel defendeu antes que todos os problemas da América Latina são causados por nós mesmos e por mais ninguém.

A Faro Editorial lança este mês o livro “Mitos e falácias da América Latina”, de Carlos Rangel. Publicado originalmente com o título de “Do bom selvagem ao bom revolucionário”, o livro tornou-se o guia para entender o fenômeno do populismo e do autoritarismo na América Latina.

Neste livro, o escritor e um dos maiores pensadores liberais do continente, o venezuelano Carlos Rangel (1929 – 1988), expõe as mazelas de um pensamento político falido, que é reproduzido não apenas nos países sul-americanos, mas em diversas regiões do mundo. O resultado desse sistema são gerações fracassadas devido às mesmas ideologias, incapacidades e ilusões. Rangel afirma que parte da culpa é das universidades, de não fazer bem seu trabalho de educar profissionais de maneira eficiente e argumentou que a América Latina tem todas as condições para o êxito, mas que seu pecado está em não enfrentar as falhas.

Rangel foi um profeta que ninguém ouviu e hoje o florescimento limitado do liberalismo no Brasil tem uma grande dívida com o pensamento dele. A luta contínua para fortalecer a democracia é nutrida por suas ideias. Para o autor, a cura para todos os males é a verdadeira democracia: desordenada, pluralista, independente de manipulações e com liberdade de imprensa.

Em tempo: apesar do livro de Galeano continuar a ser tratado com deferência por muito gente nos dias de hoje, o autor afirmou recentemente que se trata de uma obra escrita em sua juventude e que traz um olhar maniqueísta, por ele, superado.

A Mulher com Olhos de Fogo – O Despertar Feminista
Nawal El Saadawi
160 páginas | Compre aqui, na Pré-venda, com preço mais baixo garantido

Firdaus era muito mais do que mais uma prisioneira na cidade de Qanatir. Uma mulher condenada à morte pelo assassinato de um homem. Uma mulher que não recebia visitas, quase não se alimentava e pouco falava. Uma mulher à espera do destino, que estava pagando o preço por desafiar o seu mundo uma única vez, mas que a mantinha de cabeça erguida, com os olhos flamejantes, de coragem.

Conhecida como a Simone de Beauvoir do Oriente Médio, Nawal é um dos maiores nomes na luta contra a mutilação genital feminina – terror que ela mesma sofreu na infância-, uma prática muito comum na África e em países árabes e que hoje combate a falta de prioridades da luta pelos direitos das mulheres no mundo ocidental.

Para El Saadawi, muitas lutas hoje defendidas pelas feministas deixam de lado temas que são verdadeiramente difíceis e que precisam de apoio global. Ela afirma que o feminismo não deve apagar a diversidade da luta das mulheres em culturas diferentes, e que muitas vezes os níveis de opressão sofridos pelas mulheres em países dominados pela religião e o patriarcado não podem ser tratados com um discurso raso. Para Nawal, a luta feminista é muito maior, mais dura e urgente do que as que defendemos hoje.

Baseado na história real de uma prisioneira que a autora conheceu no corredor da morte em Qanatir, “A mulher dos olhos de fogo” narra o desabafo de uma mulher que desde cedo descobriu que havia um preço a se pagar por ser mulher, e que, quando pôde, se rebelou contra isso. Firdaus era uma camponesa, que ainda pequena só conheceu a violência e a miséria imposta as mulheres em seu país. 

Mutilada ainda na infância, Firdaus entendia que seu papel era servir, aceitar. Sofreu abusos das mais variadas formas: fome, negligência, abandono, solidão, violência sexual e física, um casamento forçado com um homem 40 anos mais velho, a fuga, e a prostituição. 

E mesmo com tamanha miséria, com uma sina infeliz, era capaz de ver beleza no mundo e de enfrentar um mundo injusto para tomar a rédeas da própria vida. Mas esse pensamento teve um preço, e Firdaus decidiu pagar o preço. Ela teve coragem para ultrapassar mais uma barreira e finalmente ser livre. Não seria comandada por nenhum homem, não seria mais agredida, mesmo que tivesse que sujar suas mãos de sangue.

“Embora essa voz tenha surgido de uma região onde as mulheres possuem menos espaço, trata-se de um dos livros mais francos e radicais do século XX sobre a vida feminina, de todas as origens, em todas as partes do mundo.” The Guardian

Já sabem, né? Acompanhem nosso site para ler, em breve, a resenha de A Mulher com Olhos de Fogo.

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Bia Lourenço
Bia Lourenço, paulistana, formada em Design Digital e Pós-Graduada em Eventos. Apaixonada por Harry Potter, Mulher-Maravilha, Batman, Sakura Cardcaptors, Turma da Mônica e Star Wars. Autora no blog www.biialou.com