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Drácula (Netflix) | Review

Quando anunciada pela Netflix, a adaptação da BBC logo me chamou atenção. Drácula é Drácula, mas pelos trailers víamos algo mais visceral e aterrorizante. De fato, isso foi entregue.

Dos mesmos criadores de Sherlock, também da BBC, Drácula conta a história que já estamos cansados de ver. O Conde da Transilvânia é o príncipe dos vampiros e depende do sangue de suas visitas para sobreviver, passando o decorrer dos anos em busca de uma esposa para ficar ao seu lado.

A série é dividida em 3 episódios de uma hora e meia, e a estrutura se assemelha muito a Sherlock, já que o personagem principal se mantém durante a temporada, mas a ambientação e os personagens apresentados é totalmente diferente a cada novo episódio. A continuidade promovida durante a 1ª temporada é um ponto satisfatório, já que se preocupa com a linha temporal e nas justificativas a serem passadas para o espectador.

O Drácula da vez é Claes Bang, que entrega uma atuação digna do personagem, com o toque aterrorizante que o personagem tem, mas com um ar sedutor perante suas vítimas. Outro destaque de atuação é Dolly Wells, uma freira do convento de Budapeste que está em busca de maiores informações sobre o Conde. Além de duas grandes atuações, a série tem participações pontuais em cada episódio, contando inclusive com uma participação especial de um velho conhecido de Sherlock.

Diferente de outras versões da história, a adaptação da BBC não tem medo de mostrar os atos de Conde Drácula de forma visceral e com o sangue necessário. Releva um pouco com relação aos atos sexuais promovidos pelo vampiro, mas a incessante sede de sangue é muito bem mostrada e performada por Claes.

O roteiro da série me agradou muito nos dois primeiros episódios seja pela dinâmica que os fatos eram apresentados, até a montagem das cenas que sempre tinham como pano de fundo uma conversa. Todas as cenas eram narradas pelo Conde e isso deu um ar bem interessante para a trama. No final do episódio 2 confesso que tive um choque, e eu não sabia o que esperar para o próximo episódio.

O episódio 3 é supostamente o series finale (ou seria season?), e traz uma ambientação totalmente diferente dos dois primeiros, mudando até mesmo o tom da série até ali. Entendo que a quebra foi colocada ali propositalmente como o toque de mestre dos criadores, o diferencial de demais adaptações, mas ainda me pergunto se foi feito na medida certa.

Da forma como ali foi colocado, acredito que seria necessário termos mais episódios a frente, ou até mesmo uma nova temporada. Eu mesmo nunca vi uma adaptação mostrar Drácula como a obra da BBC fez, achei válido, mas corrido da forma que foi. O final me fez ser enganado pelos trailers da série.

Com relação a aspectos técnicos, confesso que os efeitos especiais por vezes me incomodaram. Até o momento que se mostrava unicamente atos de vampiros corria tudo bem, mas outras criaturas surgiram em momentos pontuais e me fizeram questionar a necessidade de tudo aquilo.

Drácula entrega uma adaptação ousada perante todas as outras que já foram feitas, mas não me convence a ponto de se mostrar como destaque como outras que já vi anteriormente, e olha que tem coisa ruim por aí. As atuações são boas, assim como a fotografia da série, mas algumas decisões de roteiro me fazem preferir a obra de Bram Stoker por si só.

Roteiro
6.5
Atuações
8
Montagem
8
Fotografia
8.5
Voto do Leitor(a)2 Votes
5.2
7.8
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