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Dinastia no FLIPOP 2019

No ultimo final de semana (2, 3 e 4 de agosto) aconteceu a terceira edição do FLIPOP – Festival Literário Pop que é organizado pelo editora Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras. O objetivo principal do evento é juntar a galera que curte Young Adult com os autores do seguimento e proporcionar painéis onde temas do seguimento são discutidos.

Esse ano o evento aconteceu no Centro Cultural São Paulo. O espaço é super bacana, e sempre tem uma galera criando coreografias, praticando malabarismos e ensaiando peças (a cultura não está só no nome, né?). A FLIPOP ficou concentrada no segundo piso, na Sala Adoniran Barbosa e no Espaço Missão.

Nos três dias de festival o publico precisou lidar com uma certa desorganização na entrada do evento, era necessário entrar na fila da bilheteria do CCSP para retirar o ingresso (mesmo quem havia comprado pela internet), depois o visitante precisava pegar outra fila para retirar a credencial e pegar o kit de boas vindas, essa fila estava indo extremamente devagar (eu cheguei a ficar em torno de 50 minutos nela) o resultado foi muita gente nervosa e um atraso de no mínimo 40 minutos para que o evento fosse de fato iniciado. Por fim, o visitante precisava ir para uma terceira fila para poder adentrar o espaço onde aconteceriam os painéis.

No mesmo espaço onde eram retiradas as credenciais foi montada a feirinha de livros, esse ano varias editoras compareceram ao evento e todo mundo ficou na esperança de ter promoções boas e descontos, triste ilusão. Pelo menos tinham diversos marca páginas e bottons – risos.


Os painéis foram excelentes, todos os convidados estavam no clima e as conversas fluíram super bem. Obviamente os assuntos discutidos giravam em torno do estilo literário de foco do evento, mas dentro do Young Adult vários temas foram abordados, tais como: as lições que as sagas nos ensinam, clássicos da literatura, tipos de narrativas, representatividade nas histórias, crowdfunding e formas alternativas de publicação, referencias da cultura pop nos livros, ser escritor como profissão, relações familiares, fantasia nacional, a internet no universo dos livros, entre outros.

No segundo piso também ficou um espaço com atividades interativas:

  • Cabine de fotos: Onde era possível tirar quantas fotos quisesse com acessórios divertidos e o melhor, era free
  • O estande do pessoal da Seguinte: Onde a cada hora eram feitas brincadeiras com premiação de livros
  • Turista Literário: Que também contava com um game para ganhar prêmios;
  • Página 7: Onde eles estavam explicavam como funcionava o trabalho da agência;
  • Plataforma 21: Onde eles estavam distribuídos exemplares de livros a todo momento.

O evento contou com autores nacionais e internacionais, todos disponíveis para dar autógrafos nos livros, tirar fotos e até bater um papo. Esse foi um dos principais atrativos do evento, a possibilidade de ver seu ídolo de pertinho e ainda tietar sem repreensões. Todos os autores estavam super dispostos a atender o público e todos estavam sendo atenciosos e carinhosos com os fãs.

FLIPOP 2019

Aqui vale falar das senhas que foram distribuídas para as sessões de autógrafos com as autoras internacionais Erin Beaty (O Beijo Traiçoeiro) e Kristen Ciccarelli (A Caçadora de Draggões). A intenção foi bacana, evitar a formação de filas possibilitando aos visitantes continuar com suas atividades. Porém, na pratica não funcionou muito bem… Em alguns momentos a espera em fila estava beirando uma hora.

O segundo lugar dos motivos para ir para a FLIPOP fica para os visitantes, é um evento maravilhoso para conhecer pessoas que se interessam pelos mesmo assuntos que você. Reencontrei amigos que fiz em edições passadas e sai de lá com amigos novos, com quem já ate combinei umas leituras em grupo – risos.

Apesar de ter curtido o clima proporcionado pelo CCSP, a disposição dos espaços onde o festival aconteceu ficaram esparsos, talvez esse seja um dos motivos para o esquema das senhas não ter dado muito certo. Também rolou o inconveniente de precisar passar pela Sala Adoniran Barbosa para chegar no Espaço Missão, o pessoal ficava passando atrás do palco do primeiro espaço para chegar no segundo. E infelizmente a quantidade de assentos para os painéis nos dois ambientes foi inferior a quantidade de visitantes, ou seja, o pessoal teve que sentar no chão ou ficar em pé.

A cada edição o FLIPOP tem crescido mais, por um lado é legal, pois mais editoras participam e por conseguinte mais autores vão para o evento e também pela possibilidade de conhecer mais pessoas que curtem o universo literário. A parte “ruim” é que o evento acaba se tornando menos intimista e as filas para as atividades aumentam.

No geral, foram três dias divertidos com muitas emoções e risadas, aguardo a edição 2020 ansiosamente.

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Andressa Popim
Oii, meu nome é Andressa Popim, Minha principal diversão é ler, ver filmes e series ♡