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Crítica | Pokémon O Filme : Eu Escolho Você

Olá Caros Treinadores.
É certo que vocês lembram da primeira temporada de Pokémon, que no Brasil foi ao ar em 1999, exibido no Programa da Eliana pela Rede Record, e é claro que todos lembram da música que a própria Eliana fez para desenho.

“Para ser um Grande Mestre Pokemon ter coragem e  ser muito bom, a Equipe Rocket desafiar…” (#nostalgia)

Pokémon #aforçamestre começa com Ash atrasado para pegar o seu Pokémon inicial no Laboratório do Professor Carvalho. Como Ash se atrasou, os outros treinadores que foram pontuais acabaram pegando o Squirtle, Charmander e o Bulbasauro, deixando nenhuma escolha ao jovem treinador. O Professor fala que tem um pokémon diferente dos iniciais, um do tipo elétrico e apresenta o Pikachu é, de início, já fala que o rato elétrico não gosta de entrar na Pokébola.

O Pikachu por sua vez, não tem uma boa impressão de Ash e acaba sendo puxado pela estrada que vai à Pewter. Antes de chegar ao destino temos a clássica cena de Ash irritando um Spearow que chama o bando e tanto ele quanto o Pikachu acabam sendo bicados. Ash se projeta a frente do Pikachu para protege-lo e o pokémon, já machucado, acaba passado para cima do treinador e lançando o Choque do Trovão nos Spearows malvados. Quando acaba a tempestade um pássaro raro cruza o céu de Pallet, Ash fica admirando-o e fala que um dia iria encontrar aquele pokémon. (Claro que a Misty já tinha emprestado a bicicleta para o Ash e a mesma já tinha sido tostadinha).

No novo filme, os eventos se seguem de forma semelhante, Ash continua atrasado, mas logo antes de se preparar para dormir ele assiste a uma batalha da Liga Pokémon, e por incrível que pareça é no confronto de 2 treinadores que apareceram no primeiro filme do Pokémon: Mewtwo Contra Ataca (nostalgia total para aqueles que assistiram no cinema), e como toda boa referência, os treinadores ainda possuem o Blastoise e o Venosauro.

Ai podemos ver o porquê de o Ash se atrasar, tadinho, pois ele acaba lançando seu despertador, pensando que era uma pokebola.

Como todos esperam, Ash aparece atrasado no laboratório do Professor Carvalho e não há mais os três pokémons iniciais, recebendo o Pikachu – acontece ai a primeira diferença do anime, Ash apresenta para o Pikachu e fala que quer que eles sejam bons amigos. Ash ainda arrasta o Pikachu pela estrada, mas repensa e solta o Pikachu da corda. Ele fica todo animado quando encontra um Pidgey e o tenta capturar. Como toda boa captura sem luta o pokémon escapa e ao lançar a pedra, atiça um Spearow, que pensa que o responsável foi o Pikachu.

A partir daí, o filme se desenrola quase igual ao anime, o Pikachu fica ferido, eles não encontram a Misty, o Pikachu lança o Choque do Trovão e afasta o bando de Spearows, o pássaro lendário aparece e solta uma pena com todas as cores do Arco-íris,  que intriga o Ash e ele proclama a mesma promessa de um dia iria encontrar o pokémon do tipo voador.

Existem outras diferenças em relação ao anime por exemplo não vemos a Misty e nem o Brock, existem pokémons de outras gerações aparecendo nesse período, como o Piplup da treinadora Vanda que acompanha o Ash e também o Lucario do Sergio.

O novo filme acontece em volta da visão de forte e fraco, o que é poder e o que gera poder. Quando pensamos em forte e fraco nos episódios da primeira geração, rapidamente podemos lembrar do Charmander e do jeito que o primeiro treinador dele o largou, alegando que ele era fraco demais. A trama se desenvolve basicamente no núcleo do Charmander, e na trilha para encontrar o Ho Oh e a lenda do herói arco-íris. Lembram da pena? Então, ela tem um papel bem interessante, pois a pena arco íris consegue enxergar o coração do treinador, se caso o mesmo não for justo a pena é corrompida.

Apesar do inevitável reboot da história de como o Ash conhece o Charmander e o jeito que ele não conhece a Misty e o Brock, o novo filme do pokémon traz uma mensagem que nos faz refletir. Quando o Ash foi questionado do porquê travar batalhas pokémon, ele para, pensa e responde “Porque eu quero conhecer todos os pokémons e ser amigos dele”, o que nos faz pensar, atualmente estamos enfrentando vários desafios, com competições em todos os lugares e será que sempre precisamos ser os melhores? Ou há espaço para nos divertirmos e criarmos amizades mesmo em ambientes competitivos?

Falando um pouco dos traços da animação, com certeza temos uma evolução se compararmos o Pikachu do primeiro episódio com o Pikachu do Filme, os traços seguem a linha o anime XY&Z, porém faz-se desnecessário quaisquer análises mais profundas, afinal o objetivo do filme é tocar os corações dos treinadores.

Com certeza, esta pequena pessoa que vos fala assistiria novamente no cinema e aguarda ferozmente a disponibilização dele nas plataformas digitais e outras mídias porque além da mensagem principal ser muito atual, ainda há aquele “quê” de nostalgia.