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Crítica | Dívida Perigosa (Netflix)

Nesse mês de março a Netflix andou nos surpreendendo com seu conteúdo original. Dívida Perigosa (The Outsider), e Aniquilação, vieram com propostas diferentes do que vemos com frequência no que é produzido pela Netflix, e até mesmo por Hollywood. O primeiro sendo um filme de máfia, com clima noir, e bastante voltado para a cultura oriental. Enquanto o outro é um Sci-fi com toques de horror, e com foco no questionamento da vida. Dívida Perigosa é justamente o oposto, um filme que não liga para a vida, e que as mortes são quase sempre tem apenas um significado, o crescimento do personagem de Jared Leto.

O filme conta a história de Nick, um americano preso no japão em 1954, período que os Estados Unidos ainda estavam se retirando do Japão após a guerra. Nick acaba ajudando a um membro da Yakusa a sair da prisão, e esse membro lhe paga dando a liberdade e a possibilidade de realizar alguns trabalhos para a Yakusa em troca de estadia e dinheiro. Aos poucos Nick se vê cada vez mais dentro da máfia japonesa, até se tornar um membro de uma das famílias que tomam conta de uma região do japão.

O ritmo do filme é lento, na maioria das vezes silencioso, principalmente por causa da dificuldade que Nick tem de falar japonês no começo. Aos poucos Nick mesmo se sentindo a vontade em fazer parte de tudo isso, ele é um homem de poucas palavras, então a maior parte dos diálogos vem de outros personagens.

O filme foi dirigido e produzido pelo Martin Zandvliet, e por mais que se passe em 54, a única coisa que te deixa situado em que época estamos são as locações e os itens como telefones e carros. O filme não tem uma estética marcante. Senti muita falta de uma fotografia mais estilizada, principalmente em um filme que se passa todo no Japão. A trilha sonora do filme é OK, não compromete, e nem é marcante. Acredito que a vontade da direção era se aproximar do clima noir dos filmes de máfia das décadas de 40 e 50. O enredo consegue carregar o filme, junto com a qualidade das atuações, principalmente de Kippei Shiina que faz o papel de Orochi, e de Tadanobu Asano, que atua como Kiyoshi, o amigo que Nick salva na prisão.

Dívida Perigosa é uma das apostas da Netflix no conteúdo diversificado, e mostra que a empresa está disposta a investir até em filmes de nicho. Felizmente, acertou em cheio nesses últimos lançamentos, e espero que continue arriscando.

Nesse mês de março a Netflix andou nos surpreendendo com seu conteúdo original. Dívida Perigosa (The Outsider), e Aniquilação, vieram com propostas diferentes do que vemos com frequência no que é produzido pela Netflix, e até mesmo por Hollywood. O primeiro sendo um filme de máfia, com clima noir, e bastante voltado para a cultura oriental. Enquanto o outro é um Sci-fi com toques de horror, e com foco no questionamento da vida. Dívida Perigosa é justamente o oposto, um filme que não liga para a vida, e que as mortes são quase sempre tem apenas um significado, o crescimento…
O filme conta a história de Nick, um americano preso no japão em 1954, período que os Estados Unidos ainda estavam se retirando do Japão após a guerra. Nick acaba ajudando a um membro da Yakusa a sair da prisão, e esse membro lhe paga dando a liberdade e a possibilidade de realizar alguns trabalhos para a Yakusa em troca de estadia e dinheiro. Aos poucos Nick se vê cada vez mais dentro da máfia japonesa, até se tornar um membro de uma das famílias que tomam conta de uma região do japão.

Crítica | Dívida Perigosa (Netflix)

Roteiro
Direção
Direção de Arte/Fotografia
Atuações
Trilha Sonora

ESPADAS

O filme conta a história de Nick, um americano preso no japão em 1954, período que os Estados Unidos ainda estavam se retirando do Japão após a guerra. Nick acaba ajudando a um membro da Yakusa a sair da prisão, e esse membro lhe paga dando a liberdade e a possibilidade de realizar alguns trabalhos para a Yakusa em troca de estadia e dinheiro. Aos poucos Nick se vê cada vez mais dentro da máfia japonesa, até se tornar um membro de uma das famílias que tomam conta de uma região do japão.

1 Comentário

  1. Eu achei um filme muito divertido, embora não muito bom. Jared Leto é um ator muito comprometido. É um dos meus preferidos, por que sempre leva o seu personagem ao nível mais alto da interpretação, seu trabalho é dos melhores. Eu o vi no novo Blade Runner e acho que ele desempenhou um papel muito bom. Ele sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. O filme superou as minhas expectativas, o ritmo da historia é ameno e a mensagem que tem o filme é muito fofa, definitivamente recomendado.

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Bruno Sena
Campeão dos 100M rasos em séries da Netflix. Fã de quadrinhos, principalmente do Superman. Carioca, curte uma cerveja gelada no fim de semana, enquanto prepara seu plano de dominação mundial.