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Crianças Lobo | O amor materno em forma de filme

No finalzinho do ano de 2018, a Netflix lançou em seu catálogo o filme Crianças Lobo (Ōkami Kodomo no Ame to Yuki), um anime que teve sua estreia em 2012, e na época, foi muito bem acolhido pelos telespectadores e super bem avaliado e indicado. Com certeza você já ouviu falar sobre esse filme! Não? Então, você precisa dar uma chance a essa obra.

A história tem como foco Hana, uma mulher de 19 anos e universitária, que se apaixona por Ookami, um lobisomem. Eles se apaixonam de uma forma tão intensa, que desse relacionamento eles acabam tendo dois filhos. E, como o próprio nome do filme já fala, elas se tornam tanto crianças como lobos. Apesar da história ter uma ideia bem simplista e clichê, vai muito além disso.

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Tudo bem, mas e aí?

Depois do nascimento de seu segundo filho, Ookami parece atender aos seus instintos mais selvagens, e por acidente, acaba falecendo. Epa! Isso não é um spoiler, viu? Tanto que isso é dito na própria descrição da Netflix sobre o filme! E depois disso, que começa o verdadeiro desafio de Hana. Como uma humana pode criar crianças com sangue lobo? O que elas realmente precisam e o que deve ser orientado?

Quando eu assisti esse filme lá em 2012, nos meus 18-19 anos, minha visão sobre a grande lição que o filme trás foi diferente. Sabem quando falam que tem filmes, séries, desenhos que são apropriados para alguns momentos da nossa vida? Ou para quando a nossa “mente” esteja preparada para adquirir um tipo de conteúdo específico? Esse filme é desse jeito. Quando assisti, naquela época, eu me apeguei ao filme de uma forma muito mais tranquila. Eu senti, na verdade, que a luta – mesmo que não tão evidente – era adaptação dos filhos para decidirem o que realmente queriam ser, lobos ou humanos, e na verdade não era isso.

A animação relata a força que a Hana teve de criar e cuidar de tudo isso sozinha. A força que ela teve para poder guiar os seus filhos a tomarem as melhores decisões e seguirem os seus desejos. A força que ela teve para aceitar todas decisões deles, e entender o que era o melhor. Além do mais, entender a cabeça e a luta deles mesmo sendo uma humana é um baita desafio! Enfrentar tudo o que ela passou sem deixar de perder a essência dela. E sim, fui repetitiva na palavra força, porque é a palavra que mais define essa animação. Força e amor.

Uma personagem carinhosa, forte, nada forçada e que te cativa de uma forma que você tem vontade de se tornar uma pessoa melhor só por conta da influência dela!

Avaliações Técnicas

O maior destaque em toda essa obra, além dos traços que é o que mais me cativa em qualquer trabalho relacionado a animes, é a trilha sonora. Impecável. Não mudaria nada nesse ponto.

Achei também que o decorrer da história foi tranquilo. A história não foi apressada, sendo o suficiente para nos apegarmos aos personagens e entender bem a linhagem do tempo. Os pontos negativos seriam apenas detalhes na animação e pouquíssimo no enredo, mas nada que não vale a pena você ter essa experiência! Bom filme 🙂


Avaliação

Roteiro8
Animação8
Adaptação8
Trilha Sonora10
8.5

Resumo

Uma universitária tem filhos com um lobisomem que morre logo em seguida, obrigando-a a criá-los na sociedade e na natureza.

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Ynhaam Mazloum
Fisioterapeuta dermatofuncional. Atende por Ynha e é uma otaku fedida nas horas vagas. Tenho. mania. de. pontuação. E, de, vírgula, também! Apaixonada pela cultura asiática, música ao vivo e uma boa batatinha.