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Crackdown 3 | Review + Vídeo | Um pedaço de lixo?

Crackdown 3 finalmente saiu, depois de todos os adiamentos, e até informações de que o título seria cancelado. Depois de uma pequena maratona, consegui finalizar o jogo e vou contar pra vocês tudo o que achei.

Review em Vídeo:

Review em texto:

Começando pelo enredo, em Crackdown 3 os agentes sofrem um ataque durante uma uma missão, e acabam morrendo. Uma hacker chamada Echo encontra o DNA de um dos agentes e o regenera para que possamos atacar Terranova, uma agência secreta que retirou toda a energia do mundo e vive numa cidadela chamada Nova Providência.

O plot principal é esse, mas sinceramente a história pouco importa, pois o jogo faz questão de te afirmar inúmeras vezes que o importante é explodir as coisas! Queime tudo! Exploda!

É como se Michael Bay dirigisse um filme de ação com Terry Crews e com a liberdade de explodir qualquer coisa.

O game tem uma mecânica de exploração em mundo aberto onde você deve coletar orbs para melhorar suas habilidades. Orbs verdes melhoram sua velocidade e sua habilidade de salto, enquanto orbs azuis melhoram todos os outros status. Quanto mais inimigos matar, mais orbs você recebe, e junto dos orbs você recupera a sua energia. Entendeu a coisa? O jogo é um tiroteio frenético em terceira pessoa, em que você deve se manter sempre em movimento, como acontece em Doom por exemplo.

O jogo separa os líderes de Terranova como alvos e temos que enfraquece-los primeiro antes de conseguir atacá-los. Seja destruindo suas fábricas, derrotando suas unidades de segurança, e etc…

O tiroteio, a exploração, e a progressão contínua que o jogo te trás é o que faz Crackdown 3 tão divertido. Quando eu não estava explodindo uma máquina gigante ou libertando civis, eu estava nas corridas de agilidade, que por sinal me lembraram bastante o game Ultimate Spider Man, lá da época do PS2.

Se a jogabilidade é o que te prende em Crackdown 3, todo o resto faz você querer fechar o jogo. Os gráficos são datados para um lançamento AAA, a trilha sonora é genérica, e o jogo tem alguns bugs estranhos também, um deles inclusive me impediu de completar um objetivo, e tive que morrer e reiniciar a missão. Felizmente morrer não te dá nenhuma grande penalidade e não sofri com nenhum outro bug além desse.

Todos os problemas de desenvolvimento do jogo, os adiamentos e quase cancelamento, estão explícitos dentro da jogatina, e isso pode desanimar alguns.

O modo online de destruição é divertido, e o sistema de destruição geral é interessante, mas não tem o mesmo sabor que imaginamos quando o jogo foi apresentado com essa proposta de usar computação na nuvem para ajudar no processamento.

Crackdown 3 é um jogo ruim? Longe disso! É um jogo divertido, com uma excelente jogabilidade e uma boa exploração pra quem curte um sandbox.

Ele não é o que esperamos para um exclusivo do Xbox, mas também não é um pedaço de lixo tóxico como foi tratado por muita gente e principalmente pela nossa péssima expectativa com todos os adiamentos.

Avaliação

Jogabilidade8
Enredo6
Trilha Sonora6.5
Gráficos6.5
Desempenho8
7

Resumo

Crackdown 3 é um jogo eletrônico de ação-aventura de tiro em terceira pessoa com um estilo sandbox publicado pela Microsoft Studios para a Xbox One e Windows 10. Foi produzido pelo estúdio britânico Reagent Games e realizado pelo criador da série David Jones.

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Bruno Sena
Campeão dos 100M rasos em séries da Netflix. Fã de quadrinhos, principalmente do Superman. Carioca, curte uma cerveja gelada no fim de semana, enquanto prepara seu plano de dominação mundial.