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Como criar um quadrinho?

Olá leitor, seja bem-vindo. Este é um artigo informativo que aborda um pouco sobre o processo de criação de quadrinhos e traz dicas sobre como começar para aqueles que estão em dúvidas de como entrar nessa área.
Passo 1: Organizar as Ideias.

 Começar a fazer um quadrinho, é algo complicado, onde pessoalmente acredito que o planejamento seja a parte mais difícil, visto que eu mesmo levei muito tempo para começar. Mas, em primeiro lugar deve-se pensar no roteiro, o que traz grande dificuldade e dor de cabeça aos desenhistas que não possuem parcerias com um escritor, pois, sempre fica a pergunta: “O que escreverei no meu roteiro?”.

Fácil de se responder: primeiro tenha uma idéia, isso mesmo, uma idéia!

Mas, de onde vem boas ideias? Primeiramente deve-se pensar em como vai ser a história, no mundo em que vai se passar, em como vai acontecer, no por que de acontecer.

Tudo, exatamente tudo, tem que ter uma lógica, um porquê e uma explicação em uma história. Se vou contar a história de um astronauta, tenho que dizer, porque ele é um astronauta, como se tornou um, o que ele pretende, se não simplesmente seria: Willie era um astronauta, fim. Tem que haver planejamento.  Eu não sou o mestre das boas ideias, mas levei um bom tempo desenvolvendo para ter uma pelo menos razoável.

O início é muito chato, pois não sabemos por onde começar, mas o que posso dizer é: organize as ideias. Não seja padrão, ninguém deve te dizer como começar, se você quiser escrever sua história como um livro pra se orientar por isso, faça, ou se por acaso preferir fazer anotações soltas, faça, se preferir sair desenhando direto (o que não te aconselho), faça também e veja no que dá, afinal de contas TUDO será experiência de aprendizado.

Após organizar as ideias, você elimina uma parte tenebrosa do processo. 

Passo 2: Trabalhar o seu roteiro.

Agora você tem que trabalhar o seu roteiro, e como fazer isso?

Vou tentar explicar de um modo simples: Eu quero escrever uma história de ação e fantasia, com elementos mágicos.

  • A história se passa num mundo paralelo, na época medieval;
  • Existem sete esferas mágicas que reunidas realizam um desejo;
  • As esferas se separam em locais ocultos e distintos pelo mundo, toda vez que realizam este desejo;
  • O protagonista é um jovem sonhador, que quer ser o maior criador de ovelhas do mundo dele;
  • Ele vive com seu tio avô, pois seus pais morreram quando era pequeno;
  • A história começa quando o rapaz escuta de seu avô a história das esferas, e resolve procurá-las para desejar mil ovelhas e bla bla bla.

Assim você começa a organizar as ideias do roteiro e a trabalhar mais em cima de pequenos detalhes do mesmo. A galera costuma dar mil nomes pra isso aí como storyline e etc. (termos técnicos muito importantes por sinal que sejam aprendidos e estudados, mas, eu os trarei em outras postagens, pois, como a matéria é grande terei de dividir), os quais eu chamo de “simplificar”.

Construir uma história legal não é simplesmente encher de elementos que você como autor julga fantásticos e super supimpas, e lotar de personagens cheios de habilidades mirabolantes, pois, isso torna tudo desconexo e bastante chato até para seus leitores (a não ser que seu leitor seja o diretor Michael Bay). Coloque apenas o número suficiente de elementos na trama, para que ela não fique cheia de pontas soltas que obrigatoriamente TERÃO que ser explicadas.

Cada personagem que entra na trama TEM que ter um porquê de ter entrado, uma explicação, uma história, algo que mantenha-o na trama, um final também. Ele não pode simplesmente aparecer dizendo: “Oi, eu sou o Elvis, vim lutar contigo seu feioso”, e em seguida, lutar com o mocinho, fugir dizendo que se vingará, e sumir da trama para sempre.

Eu mesmo fazia demais, queria encher minha história com dragões e mil vilões com as formas mais loucas possíveis e no fim das contas não dizia nada para quem estava lendo o que estava sendo produzido.

É melhor ter uma história com uma quantidade menor de elementos e bem trabalhada, do que uma história cheia de gente distribuindo bifas a esmo e sem nada a dizer e acrescentar pro leitor.

Passo 3: Trabalhe os personagens!

É muito importante que os personagens sejam bem trabalhados e tenham um bom trabalho feito em suas concepções.

Os personagens precisam ser criados com características que sejam marcantes para o leitor, mas, claro que nem todos os seus personagens vão usar batas de sultão e capas de superman.

Trabalhe o cabelo, as expressões, pequenos detalhes como brincos luvas, ataduras nos braços, e até mesmo tatuagens, pois, isso torna seu personagem, atraente e cativante. Roupas legais dão um charme a mais no personagem também, mas, ele deve se vestir de acordo com a realidade dele, pois, não adianta ele ser um cara pobre que mora na rua vestindo um sobretudo saído direto do filme Matrix e cheio de argolas de prata penduradas nas extremidades, e ter com ele uma espada maior que seu próprio corpo presa nas costas. Tudo isso ele pode adquirir no desenrolar da história e fica até muito interessante se você mostrar isso aos leitores.

Ao começar a criação não se deve usar logo de cara o personagem que você esboçar, e sim redesenhar várias vezes adicionando e removendo elementos, testando, e até mesmo modificando tudo se for preciso.

Este é um trabalho que exige esforço criativo ao extremo, esboçar o personagem, pensar na cultura dele, onde vive, no que é comum todos vestirem no local, pois, os demais habitantes daquele local, seguem aquele padrão (a menos que a roupa dele seja um uniforme personalizado). É muito normal a “Síndrome do Protagonista”, onde no mesmo vilarejo todos os caras vestem sacos de batatas por ser a cultura local e o protagonista da história por acaso é o único que veste uma camisa azul e usa bandanas nos braços sem que ninguém estranhe isso.

Enfim, como o texto já está ficando longo demais eu vou dividir em partes, como mencionei antes.

Por hoje é isso, em breve novos posts sobre criação de quadrinhos, aguardem!

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Vitor Bardo
Vitor é um adepto da cultura Nerd e Geek, e entusiasta na produção de quadrinhos independentes. Estudante de Design, TI, Ilustrador, artista marcial e dançarino de Break Dance nas horas vagas.