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Coletivo Terror (Netflix) | Crítica

Obras de terror e suspense são aquelas que me chamam muito atenção quando bem feitas. Ultimamente a Netflix tem alguns bons acertos quanto a isso e outras catástrofes também. Coletivo Terror está no meio termo disso tudo.

Bloodride (no Brasil, Coletivo Terror) é uma série norueguesa de 6 episódios de 30 minutos, em que cada um deles conta a história de um dos passageiros do misterioso ônibus que aparece unicamente na abertura da série.

A premissa é muito bacana e o formato também, mas assim como Black Mirror que usa da mesma técnica da junção de diversas histórias numa mesma temporada, vai do lixo ao luxo. Com histórias que me fez ficar pensando até agora, ou outras que de tão bizarras não chegam ao ápice do terror proposto.

Vamos a um breve resumo de cada uma delas, com minha nota individual para cada um:

Um Grande Sacrifício (3,5/5)

Uma família se muda para uma região no interior, e é misteriosamente acolhida de bate pronto pelos habitantes da região. O que logo chama a atenção é que todos eles possuem um apego enorme aos seus bichos de estimação, e que todos possuem um.

O mistério envolta do comportamento desses moradores e a motivação de cada um deles é o que move o episódio, até a conclusão um tanto quanto trágica.

PS: Não recomendo para quem tem receio de qualquer maltrato a animais.

Três Irmãos Loucos (5/5)

Um jovem recém saído do hospício, recebe a visita de seus dois irmãos que propõe uma última saideira para celebrar o retorno a vida normal. O jovem apesar de ter seus receios com o comportamento, aceita a empreitada.

Os três partem rumo ao antigo celeiro do falecido pai, e lá armam uma celebração solitária com muita bebida, salgadinhos e uma mulher que buscava carona pela estrada.

O choque que esse episódio me causou ao final é o que fez dele um dos melhores dessa série. Recomendo fortemente!

Escritor do Mal (3/5)

Uma jovem escritora lida com desavenças na casa que vive com algumas amigas, e acaba usando da escrita como um prazer para se ver fora deles. A grande questão fica no comportamento burguês da garota, que esbanja riqueza perante suas colegas.

Sua vida muda a partir do momento que ela frequenta uma palestra de uma renomada escritora, e lá conhece um homem que também está aprendendo a arte da escrita.

A premissa é interessante, mas a execução nem tanto, se tornando mais cômico do que aterrorizante ao seu final.

Cobaias (4/5)

Uma grande empresa de tecnologia monta uma reunião afim de celebrar a criação de um inovador protótipo. O que não contavam, é que o líder da empresa dá falta do protótipo durante esse jantar privado.

O suposto roubo faz com que o líder da empresa tome uma medida drástica, e exija uma revista intensa em todos os convidados, incluindo sua própria esposa. O que era para ser um simples jantar, se torna um experimento social de confiança.

Muito bem montado, o episódio proporciona mistério até o fim, levando grandes questões a serem discutidas muito além do terror.

A Escola Antiga (5/5)

Uma jovem professora assume o cargo numa escola que está sendo reinaugurada no interior. Num primeiro dia um tanto quanto feliz, ela acaba se deparando com misteriosas vozes que vem do porão da escola.

Conforme os dias passam, a professora descobre que ali no passado houve um sumiço de 4 crianças de forma misteriosa, e a partir disso ressurgem os mistérios que fizeram aquela escola ser abandonada.

Um final avassalador e surpreendente até o último segundo do episódio. Junto de Três Irmãos Loucos, é o grande destaque da série.

O Elefante Na Sala (2/5)

Uma empresa monta uma festa a fantasia com a temática de animais, afim de celebrar mais um ano de conquistas. William, o engraçadão da galera mas que não sabe o tempo de parar, vai vestido de elefante e importuna todos os convidados.

As brincadeiras maliciosas de William passam dos limites, até que a festa passa de um cenário de celebração para uma carnificina e terror.

Infelizmente, a história é arrastada e a execução demora a tomar um fim até que surpreendente, mas que não me conquistou, sendo classificado para mim como o pior da série.

Ao final de todos episódios, Coletivo Terror termina com um saldo positivo. Não proporcionou o terror que eu queria e esperava, mas conseguiu entreter pelo pouco tempo que durou. Que venham novos ônibus por aí para contar outras histórias.

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