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Batwoman – 1ª Temporada | Primeiras Impressões

Apresentada no último crossoveUr do Arrowverse, Batwoman ganhou sua série própria esse ano para o canal CW, prometendo aumentar ainda mais o catálogo de séries do universo DC do canal adolescente. Com o encerramento de Arrow nesta temporada, é plausível a necessidade de uma série mais pé no chão, em comparação com as pirações quadrinhescas que vemos em The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow.

Após assistir os quatro primeiros episódios, o saldo é positivo, e minha vontade em acompanhar a série cresceu de maneira concisa a partir do segundo, que acertou algumas coisas que destoavam no piloto, algo normal de acontecer nessas séries.

A série conta a história de Kate Kane, uma menina que perdeu a mãe e a sua irmã gêmea em um acidente de carro, e após abandonar o exército por homofobia, é enviada por seu pai para rodar o mundo e realizar treinamentos para conseguir se juntar aos Corvos, uma agência de segurança privada que tenta manter Gotham em ordem após o desaparecimento do Batman. Kate retorna à Gotham 15 anos depois, e assume o manto de Batwoman ao precisar encarar uma vilã chamada Alice, inspirada em Alice no país das maravilhas.

Batwoman

Sem querer entrar em spoilers da história, a trama segue um drama familiar, algo bem recorrente das histórias do Batman, mas que nesse caso é canônico nos quadrinhos da Batwoman. Ruby Rose, que faz o papel de Kate, entrega uma atuação abaixo do esperado para uma protagonista, mas assim como Stephen Amell, você acaba se acostumando. Espero que ela evolua tanto quanto ele evoluiu nos últimos anos! Já o elenco de apoio, entrega o necessário para a trama, principalmente a lunática vilã Alice, que tem as melhores falas dos 4 episódios, e entrega uma atuação crível.

A trama está interessante nesse início, mas não sei se aguenta 22 episódios, acredito que em algum momento ela entrará na maldição da CW e começará a colocar vilões semanais. O que não é um problema pra quem está acostumado com o formato, mas afasta muitas pessoas de continuar seguindo fielmente.

Ruby Rose Batwoman

A fotografia é competente, e diferente de Arrow que usava um filtro amarelo e granulado nas primeiras temporadas para dar o aspecto de sujeira por até então Starling City, em Batwoman, Gotham é cinzenta, e a escuridão das cenas noturnas tem um contraste bonito e agradável. A coreografia de lutas é dentro dos padrões que estamos acostumados da CW, e não complica, nem brilha.

O que mais me chamou atenção positivamente é a trilha sonora. O tema de Batwoman fica na cabeça, e hoje cedo eu me peguei cantarolando enquanto trabalhava em um vídeo. Tem aquele aspecto de trilha clássica, mas com instrumentos eletrônicos e atuais, sendo um excelente trabalho de Sherri Chung e Blake Neely.

Junto com a futura série Superman e Lois, e Arqueiro Verde e as Canários, Batwoman é a primeira grande expansão do Arrowverse dentro da CW, e pode entregar uma primeira temporada de boa qualidade. A série cresce gradualmente durante esses 4 primeiros episódios e ainda não caiu nos clichês que estamos habituados, espero que seja realmente uma série diferente de uma personagem da Bat-família que merece destaque.

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Bruno Sena
Campeão dos 100M rasos em séries da Netflix. Fã de quadrinhos, principalmente do Superman. Carioca, curte uma cerveja gelada no fim de semana, enquanto prepara seu plano de dominação mundial.