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As Melhores Produções de Terror

ATENÇÃO: Este texto apresenta imagens que podem ser consideradas perturbadoras. Se você não se sente confortável com este tipo de imagem, não leia este texto.

O Terror sempre foi um dos gêneros mais encantadores do cinema, talvez por ser aquele capaz de despertar um de nossos mais primitivos instintos: o medo. A tensão constante e a sensação de que os protagonistas nunca estão seguros é o grande diferencial desse seguimento cinematográfico, e no mês que simboliza o horror internacionalmente, preparamos uma singela listinha daquelas que consideramos as melhores produções do horror, tanto nas telonas quanto nas telinhas. Confere aí!

ATENÇÃO QUERIDÃO: A ordem da lista não reflete a qualidade da obra. Não é um ranking, é só uma listinha pra você se borrar divertir nesse dia das bruxas. Aproveite <3 (ou não).

Saga Evil Dead

Começando pela minha franquia de terror favorita, Evil Dead nos traz a história de Ash Williams, um sujeito canastrão que decide tirar férias com seus amigos em uma cabana bastante (des)agradável. O que ele não contava é que essa singela cabana abrigava muito mais do que apenas a chance de uma curtição juvenil, proporcionando Uma Noite Alucinante (quem entendeu, entendeu) aos seus hóspedes.

Ao encontrar um antigo livro encapado em pele humana e escrito com sangue, nosso protagonista descobre da pior forma possível que o Mal é real, e ele não vai descansar até matar todo mundo. Com muita violência, sangue, e uma história bastante criativa para a época, Evil Dead se consolidou como uma das maiores franquias de horror do cinema, apresentando personagens muito carismáticos, especialmente Ash, interpretado por Bruce Campbell.

A curiosidade aqui é que o primeiro filme da franquia é o mais aterrorizante de todos, porém, os filmes da sequência começaram a ganhar um tom cada vez mais cômico, muito graças a interpretação de Bruce, que sempre foi um excelente comediante. Evil Dead ganhou duas sequências e uma série, Ash vs Evil Dead, que pode ser encontrada no catálogo da Netflix. Os tons cômicos da série, misturados com momentos de terror e tensão, remetem muito bem aos clássicos filmes, dando uma maravilhosa sensação de nostalgia. Ah, e a história também é excelente.

A Hora do Pesadelo

One, two, Freddy’s coming for you!

Three, four, better lock your door!

Five, six, grab your crucifix!

Seven, eight, better stay up late!

Nine, ten, you’ll never sleep again!

Quem cresceu na época das locadoras, como eu, sabe muito bem a desgraça que era uma criança inocente, buscando mais um lindo desenho da Disney para assistir em casa, sem querer se deparar com uma capa de filme contendo um psicopata completamente desfigurado, com luvas bastante inapropriadas para qualquer atividade que não seja a de jardinagem, usando um chapéu bizarro e aquele pulôver, aquele maldito pulôver, que acabou com a magia das cores vermelho e verde típicas do Natal. Sim, eu acabei de descrever meu trauma de me deparar com a figura de Freddy Krueger em uma locadora com apenas 6 anos de idade. E não, essa não é uma história engraçada (pelo menos para mim).

A Hora do Pesadelo nos conta a história de Freddy Krueger, um molestador de crianças que foi queimado vivo pela população enfurecida com seus crimes hediondos. Como se nada que fosse tão ruim que não pudesse piorar, Freddy volta do inferno (é tão ruim que nem o capiroto quis saber dele) para atacar as suas vítimas no momento mais aterrorizante possível: durante os sonhos!

É justamente esse motivo que torna A Hora do Pesadelo um clássico tão marcante do horror. Durante o sono temos nosso momento de maior vulnerabilidade, sendo este o motivo de nós sempre buscarmos um local seguro para o descanso sagrado desde a idade da pedra. Pensar que nesse momento, ainda que cercado de todas as proteções físicas possíveis, você pode ser assassinado dentro de seus próprios sonhos, te faz pirar a cabeça! A Hora do Pesadelo é um mix muito bem balanceado de terror psicológico com violência gráfica exacerbada e mortes bastante criativas. Um prato cheio para qualquer fã de um bom terror.

Saga Ju-On

Antes de ser importada e “ocidentalizada”, recebendo o nome “O Grito”, surgiu no Japão uma franquia de filmes originada de curtas metragens intitulada Ju-On. Baseada em uma antiga lenda da Terra do Sol Nascente, que diz que quando uma pessoa morre em estado de ira, surgirá uma maldição impossível de ser detida, causou medo e desespero em muita gente que não conhecia o poder de fogo do terror oriental.

Para os apaixonados pelo gore e pela violência gráfica, o filme pode não parecer muito agradável, mas vai por mim, o peso da tensão psicológica que os longas deixam fazem com que as gotas de suor de sua testa sejam muito mais valiosas que cada ml de sangue derramado em outras franquias por aí…

Saga Sobrenatural – Insidious

Longa que teve sua estreia em 2010 e trouxe para as telonas uma das sagas de horror mais fantásticas já criadas, garantindo outras 3 continuações: Sobrenatural 2, Sobrenatural: A Origem e Sobrenatural: A Última Chave. Esqueça o clichê de personagens burros e roteiro sem sentido criado apenas para forçar uma situação tenebrosa. Isso não existe aqui.

A qualidade da história é o plano central de desenvolvimento da obra, e um dos pontos fortes da franquia é o fato de que não há, necessariamente, uma linearidade entre os longas. Eles se passam em momentos diversos do tempo, mostrando pontos específicos da vida de cada personagem e que, no fim de cada película, acabam se costurando de maneira brilhante.

Resumindo a ópera, só pra deixar um gostinho bom na boca, a obra trata da existência de um plano sombrio, paralelo ao nosso, chamado “O Além”, uma dimensão na qual todas as pessoas que morrem devem passar antes de realizarem a passagem definitiva para o pós vida. Quase uma espécie de conexão entre dois voos, só que um pouco menos sinistra. Entretanto, alguns espíritos que rondam por esse plano não tem muita vontade de fazer a passagem. Na verdade, eles querem justamente o contrário: permanecer no plano dos vivos, e para isso é necessário que estas almas malignas possuam corpos humanos. Acredite, essa história não vai parar exatamente onde você está imaginando…

Cemitério Maldito (1989)

Considero este um dos filmes mais pesados dessa lista, e não por conta das cenas de violência – que são bastante tranquilas, inclusive – mas sim pela tensão psicológica que sofremos aos nos colocarmos na perspectiva dos protagonistas, nos imaginando em uma situação tão terrível quanto a vivida por eles, que envolve perda familiar e o processo do luto.

Sem mais delongas, acompanhamos a história dos Creed, que após sofrerem com a morte horrível do pequenino Gage, membro mais jovem da família, acabam sucumbindo à tentação de uma antiga lenda local, que dizia que os mortos enterrados num cemitério indígena da cidade voltavam à vida. Acontece que a única coisa que volta à vida é o corpo físico de Gage, pois sua alma não estava mais lá. Na verdade, o que controla o corpo do pequeno é uma força maligna imparável, que se alimenta do medo e do desespero das pessoas, cujo único intuito é eliminar toda a vida em seu caminho.

Trata-se de um filme pesado, angustiante, porém poético – ao menos de certa forma –, por nos mostrar que tudo tem um tempo, e que é extremamente importante saber enfrentar o luto de forma saudável para não deixar as coisas piores do que já estão. Um prato cheio não somente para os fãs do terror, mas também para aqueles que apreciam um bom drama.

Saga Hellraiser (recomendo fortemente o primeiro. Assista os demais por sua própria conta e risco)

Numa época em que o cinema de horror era dominado pelo gênero slasher, Hellraiser veio para mostrar que um bom vilão não precisa de mais do que 20 minutos de tela para se consolidar como ícone de uma geração de apaixonados pelo medo. Toda a história gira ao redor de um artefato misterioso chamado Caixa de Lemarchand, um quebra cabeça muito semelhante a um cubo mágico do tinhoso que, quando resolvido, abre um portal para uma dimensão infernal em que dor e prazer são a mesma coisa.

Essa dimensão é habitada por seres antigos chamados Cenobitas, espécies de sacerdotes supremos das práticas de tortura mais absurdas e repugnantes possíveis, que se deliciam com a dor de suas vítimas. O mais marcante deles é chamado de Pinhead, ser astuto e perverso que ganhou o coração dos amantes do terror desde o primeiro segundo de tela em que surgiu, graças ao seu visual icônico de pele pálida/azulada cheia de pregos espalhados pela cara, e pela voz extremamente marcante do fantástico Doug Bradley.

O primeiro longa, que aqui levou o subtítulo “Renascido do Inferno”, nos conta a história de Frank Cotton, um tarado pervertido que buscava prazer sem limites, e que por uma “coincidência” do destino, se depara com a Caixa de Lemarchand, recebendo a promessa de que, se conseguisse resolver o mistério do quebra cabeça, abrindo-a, teria acesso aos prazeres mais inimagináveis possíveis. De alguma forma, o estúpido Frank consegue desvendar o segredo da Caixa e vai parar no colo do Pinhead. Esse encontro não termina nada bem e Frank.. bem, Frank fica aos pedaços. Literalmente. Porém, de alguma forma ele consegue retornar ao mundo dos vivos (Frankmente….), parecendo um chiclete mastigado por 20 pessoas diferentes e que depois foi escarrado e, por fim, pisoteado por uma manada de antílopes loucos. Para voltar a sua forma humana, Frank precisa absorver outras pessoas, e é aí que história começa pra valer. Se você ama violência gráfica de qualidade, não pode perder esse filme. É sério.

Terrifier

Palhaços conseguem ser sinistros sem fazer muito esforço. Logo, a ideia de criar um filme slasher com um palhaço no lugar de um chato com máscara de Hockey foi simplesmente genial. Terrifier surgiu como um aglomerado de curtas produzidos por Damien Leone, mas que gerou um sucesso tão grande entre os amantes do horror que fez com que o palhaço capirotesco ganhasse um merecido longa-metragem.

Tanto nos curtas quanto no longa acompanhamos a onda de assassinatos cometidos por Art, o palhaço (e assassino) mais sinistro já visto na indústria cinematográfica (sério, esse cara deixa qualquer versão do Pennywise parecendo aquela duplinha de palhacinhos tupiniquins). Aqui as cenas são brutais ao extremo, e os clichês clássicos desse gênero do horror, como personagens burros e absolutamente incapazes de qualquer coisa que não seja gritar desesperadamente, apenas contribuem para a construção daquele que é o verdadeiro foco das obras: Art.

O diferencial é que aqui, ao contrário de títulos como Halloween e Sexta-Feira 13, o assassino não é apenas violentíssimo, mas também é sujo, imundo, nojento. Existem cenas que são perturbadoras não apenas pela violência gráfica, mas pela apresentação grotesca de dejetos e rejeitos. Aliás, tem um momento bem específico em que Art parece ter tomado um laxante em doses cavalares, e que vai gerar muitos arrepios em sua espinha.

Saga “Maldição” (A Maldição da Residência Hill e A Maldição da Mansão Bly)

Sempre comentei com meus amigos que, apesar de ser um grande fã de obras de terror, independentemente do formato da mídia (jogos, filmes, músicas, séries, livros, etc), algo que muito me incomodava eram as obras de “horror” que somente conseguiam assustar pelo uso abusivo de jump scares, um recurso que, quando usado inconsequentemente e sem um bom roteiro, se torna apenas um meio covarde de justificar o enquadramento da obra no gênero do terror. E isso acontece muito em filmes de espíritos/possessões demoníacas.

Logo, apesar de apaixonado pelo tema, quando A Maldição da Residência Hill foi anunciada, acreditei que este seria o caso. Nunca fiquei tão feliz por estar equivocado. A série da Netflix traz um roteiro muito sólido e bem trabalhado, que constrói um forte clima de tensão e terror psicológico logo nos primeiros minutos do piloto, e que, apesar de ter utilizado alguns poucos jump scares, o fez com maestria, construindo todo um contexto para o uso desse recurso, o que te faz dar um pulo da cadeira, mas sem te deixar puto por ter se assustado com algo tão besta.

O medo é muito bem construído ao longo dos episódios da série. Este ano tivemos o lançamento de outro membro da família Maldição: A Maldição da Mansão Bly, que conseguiu manter o mesmo nível da “primeira temporada”, inclusive melhorando diversos pontos. Em minha opinião, esta é, sem sombra de dúvidas, a obra mais importante do horror dos últimos 20 anos, que de fato inovou ao misturar, na quantidade certa, o terror psicológico, com jump scares e um drama extremamente sensível e humanizado.

Não perca nenhuma dessas obras primas, mesmo que você odeie o terror. Garanto que você não irá se arrepender!

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