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Animação nacional – O objetivo é ter nosso Mickey

Cafundó Estúdio Criativo, empresa brasileira que desenvolve projetos de propriedade intelectual em games e séries de animação 2D, 3D e stop motion, dá o start na produção de Ana Bolinha e Dó, Ré, Mi da Sol, ambas produzidas para atrair o público infantil com idade a partir de 2 anos.

Ana Bolinha (2D) inicia agora e traz Teresa Cristina Rego (Que Monstro te Mordeu) como consultora pedagógica. Em maio, é a vez de Dó, Ré, Mi da Sol ganhar vida. Produzida parte em 2D, parte em stop motion, a série trabalha a musicalização infantil.

Outra novidade é a produção de mais 16 episódios de “Os Carabão”, uma série divertida e desenhada para o público de 5 a 7 anos. A animação traz a história de Caldin, Farilicia, Espicho e Fusili: um grão de feijão, outro de arroz, o terceiro de farinha, e um macarrão, que vivem em um supermercado. Dez episódios da série infantil são veiculados atualmente no CineBrasil TV e a meta é completar 26 episódios para expandir a outros canais no Brasil e ingresso no exterior.

Para as produções, o executivo também se cerca de nomes como do animador e diretor Thiago Calçado (Pinóquio/Disney) e o produtor Reynaldo Marchesini (de o Sítio do Pica Pau Amarelo e Princesas do Mar).

Em paralelo às produções infantis, o time brasileiro segue em vias de negociações para a captação de recurso para a primeira série adulta – Uns Brasileiros, baseada na obra ‘Mario Prata Entrevista uns Brasileiros’. Nela, a animação do próprio Mario entrevista personagens célebres da história do Brasil em uma narrativa irreverente.

Finalizado o desenvolvimento do piloto há poucos dias, com investimento conquistado no Prêmio Catarinense de Cinema 2019, a série sai do papel assim que forem viabilizados patrocínios. E já nasce versátil, uma vez que os entrevistados podem ser personagens históricos de outros países.

Mercado nacional

Na opinião de Minozzo, o cenário de animação é promissor, sobretudo no Brasil. Ele salienta que há 10 anos não existia animação brasileira. “Entre 2015 e 2016, houve um volume significativo de recursos disponíveis que incentivou os estúdios brasileiros a se capacitarem. Começamos a perceber qualidade. Hoje em dia, a maioria dos canais de TV possui conteúdo brasileiro, que são os que dão mais audiência”, avalia.

“Grande parte dos canais infantis não é brasileira: Cartoon, Nickelodeon, Nick Júnior e o próprio Netflix. Então, nosso mercado tem muito para evoluir, mas conseguimos, sem dúvida alguma, um avanço e tanto nos últimos anos”, completa.

Quem é ele

Minozzo é diretor executivo do Cafundó Estúdio Criativo, escolhida como uma das 20 empresas mais inovadoras de Santa Catarina, um mercado em evidência na geração de novos negócios no país, que se dedica ao cenário de propriedades intelectuais no desenvolvimento de games e séries de animações 2D, 3D e Stop Motion.

Já produziu curtas premiados no festival Anima Mundi e Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Dirigiu mais de 500 projetos audiovisuais voltados a publicidade e entretenimento, para empresas como Toyota, O Boticário, Google, Motorola, Youtube e Rede Globo, além de jogos e narrativas gameficadas para clientes e projetos autorais.

O Cafundó nasceu em 2008 focado em animação para publicidade. No entanto, o executivo percebeu um modelo pouco replicável: “Uma animação exige o desenvolvimento de várias etapas, como roteiro, conceitos, cenários, personagens, animação, áudio, pós-produção e finalização. O período para a produção de um comercial para TV de 30” durava 6 meses. Veiculava 20 dias, depois acabava. Para iniciar um novo projeto, era preciso abrir um canal novo de comunicação e pensar uma ação do zero”, explica.

Foi então que decidiu injetar tecnologia na empresa. A equipe, até então de ilustradores, animadores, roteiristas e designers, ganhou programadores, desenvolvedores e especialistas em realidade aumentada, virtual e holografia, que possibilitaram ao executivo enxergar as produções de uma outra forma.

Metas

Ssegundo Minozzo, se a venda das séries acontecer em 20 canais, é possível pagar o custo da produção. “Considerando que há mais de 500 canais consumidores potenciais de animação pelo mundo – de TV fechada e VOD (Video On Demand), com negociações que giram entre 5 mil e 100 mil dólares para cada 30 minutos de produto, a perspectiva é rentabilizar muitas vezes mais do que o custo de produção”, conta.

Mas o brasileiro não para. Quer criar produtos agregados às séries, o tão sonhado licenciamento, que gera captação de recursos para novos projetos. “Vamos seguir a meta de crescer em propriedade intelectual e nosso posicionamento autoral para múltiplas mídias. O objetivo é ter nosso Mickey, frisa.

Games – é também do Cafundó o desenvolvimento do puzzle game Tetragon: Unknown Planes que será lançado a partir de junho em todo o mundo.

O puzzle game brasileiro será distribuído por grandes empresas do setor. A distribuidora russa Buka, será responsável pelo lançamento de Tetragon na Europa, América do Norte e América Latina. Já para a distribuição na Ásia, a responsável será a Natsume Atari, articuladora de grandes players. Além das empresas citadas, uma parceria com a Gameloft, um dos maiores publishers de jogos do mundo, vai garantir a presença do game, de uma só vez, nas 800 lojas da rede espalhadas pelo mundo, em um modelo no qual o consumidor baixa o jogo a partir de uma mensalidade.

Tetragon é ambientado nas profundezas de um misterioso mundo em forma de quadrado ao qual Lucius, protagonista do jogo, procura seu filho perdido. Neste mundo, as paredes podem mudar de posição repentinamente, reorganizando a força da gravidade do jogo. A jogabilidade inclui uma sequência de quebra-cabeças guiados por uma narrativa profunda.

Com o mercado de games que segue aquecido em 2021, sobretudo por conta da pandemia com mais pessoas jogando em casa, a estreia de jogo vai acontecer já em nove idiomas para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC. Depois, para iOS e Android. A Demo do jogo acaba de ficar disponível.

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