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A Maldição da Chorona | Crítica

Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 18, mais um filme do universo de Invocação do Mal, A Maldição da Chorona.

Dirigido por Michael Chaves e produzido por James Wan, já aclamado por franquias recentes do terror, o filme conta a história acerca da lenda mexicana da Chorona, mulher que foi abandonada prestes a se casar, e num acesso de raiva matou seu noivo e os filhos.

O filme se passa em Los Angeles, 1973, 320 anos depois dos acontecimentos narrados na lenda. Anna, uma assistente social com dois filhos, investiga um possível caso de abuso infantil, aonde se depara com dois meninos transtornados e trancafiados num armário, temendo serem atacados por “ela”. Mal sabia Anna que “ela” não era a mãe dos meninos, mas sim a Chorona que procurava novos filhos.

A partir daí, o filme segue a trama em busca do entendimento da assistente social para assumir que a lenda de Chorona é real, tendo que lutar contra algo mitológico perante o seu trabalho incansável de defesa de crianças inocentes. A premissa é interessante e potencial, mas mal trabalhada.

Os meus pontos de oportunidade do filme começam pelo fato que ele não se passa no México. Ter uma lenda mexicana ambientada fora do país natal, tira o estigma assombroso e o tom sobrenatural construído pela Llorona e repassado de geração em geração entre as famílias mexicanas.

Um fato que até chega a ser citado no filme, é que a Chorona é utilizada como bicho-papão para os mexicanos, sendo artifício para os pais ameaçarem crianças mal educadas. O filme decide esquecer tal fato, e traz crianças americanas na trama, que sequer conhecem a história ou têm um histórico de medo pela criatura.

Há uma leve conexão com a franquia Invocação do Mal, por meio de um dos personagens com a boneca Annabelle, mas nada que mude toda nossa concepção sobre a estrutura dos filmes, apenas um fan service mínimo.

As atuações dos atores de nada encantam, sendo por vezes sofríveis, como o mau aproveitamento de Raymond Cruz (Breaking Bad), como um curandeiro mexicano que mais fez o público rir do que temer. Linda Cardellini no papel principal como Anna não é fraca, mas também não surpreende ou entretém em nada.

O roteiro do filme é simples, e mesmo assim poderia ser brilhante, mas decide apelar para o bendito jump scare e não consegue inovar ou trazer um bom terror para o cinema atual, deixando claro mais uma vez que não conseguimos ter mais grandiosas histórias do gênero nos tempos modernos, salvo raras exceções (alô Residência Hill!).

A trilha sonora parecia que ia me encantar. O filme tem um tom mexicano na sua essência, né? Pois é, mas não se passa no México e a trilha sonora ficou boa só nos créditos inicias e finais mesmo. A fotografia e técnicas de filmagem manteve o padrão já utilizado na franquia, que funciona pelo tom de mistério trazido para as telas.

Infelizmente, tenho de dizer que, para mim, A Maldição da Chorona foi fraco e não soube explorar o potencial que tinha pela história selecionada. Terror mexicano é muito bom, tenebroso e misterioso por não ser tão abordado em outras mídias, mas foi tão mal adaptado que é melhor lembrarmos da bruxa do 71 como a Chorona.

Avaliação

Roteiro5
Atuações4
Montagem5
Fotografia7
Trilha Sonora3
4.8

Resumo

Na Los Angeles da década de 1970, uma assistente social criando seus dois filhos sozinha depois de ser deixada viúva começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural La Llorona.

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Raphael Riveiro
Idealizador do Dinastia Geek, fanático por séries e games, engatinhando no mundo das HQs. Harry Potter, o universo Tolkien, Liga da Justiça e Tim Burton são o melhor do maravilhoso universo nerd/geek!