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7 diferenças entre o livro e a série Deuses Americanos

Primeiro, antes de prosseguirem, saibam que este texto contém pequenos SPOILERS, nada que afete sua experiência com a série, mas para os mais chatos (como eu???) talvez seja melhor assistir ou ler o material antes. Agora, se você já assistiu ou não liga pra pequenos spoilers, segue comigo.

Acredito que aqueles que, como eu, leram o livro de Neil Gaiman (antes de começar a assistir a série) também estranharam um pouco em diversos momentos.

Na adaptação para a TV, muita coisa estava bem diferente em relação ao livro. Mas acreditem, nenhuma dessas mudanças prejudicou a história de qualquer forma. Pelo contrário! Foi um excelente acréscimo a uma narrativa que já era muito boa. Vamos falar de 7 dessas diferenças?

  1. Falsa trégua?

No livro, em nenhum momento houve um interesse dos Deuses novos de recrutar e atualizar os antigos. Desde o começo a rixa era evidente, sem qualquer intenção de entendimento. A série nos deu uma trégua que enriqueceu a história, permitindo que conhecêssemos mais cada um dos Deuses, antes da grande guerra.

  1. Características diferentes nos personagens.

Alguns personagens parecem diferentes na série do que são no livro. Mr. Wednesday, por exemplo, é descrito como um homem grisalho, meio ruivo, com olhos cinza-claros. O Technical boy, um jovem gordo, cheio de espinhas, usando um casaco preto e comprido, foi atualizado para a série, e, por isso, teve sua aparência mudada. Assim como Mr. Nancy, que é descrito como um homem idoso, mas, interpretado por Orlando Jones, tornou-se jovial e muito mais interessante.

  1. Laura Moon

A esposa, morta, de Shadow foi um dos personagens que mais mudaram. E para melhor! Assim como sua relação com o protagonista, de pessimista e depressiva, se tornou quase fofa. No livro, ela não tem nem metade da atenção da série, e seu personagem tornou-se adorável!

  1. Vulcano

Neil Gaiman havia dito que alguns personagens seriam criados exclusivamente para a série e este é um deles. O Deus Romano foi inserido na história em uma sequência sensacional, com direito à crítica a sociedade armamentista americana. Ponto extra para a série!

  1. Mr. World

Esse novo Deus tem papel muito importante na história do livro, mas só aparece no final da narrativa.  Por isso foi muito interessante vê-lo agora, no começo. E a aparência dele está incrível!

  1. Mudanças na história

Algumas mudanças que deram um brilho a mais para a série não existiam antes. Por exemplo, a “road trip” entre Laura, Mad Sweeney e Salim, ou quando Laura salva Shadow do enforcamento depois do encontro dele com o Technical boy, sendo que no livro ele sai ileso.  A cena da delegacia também está muito diferente. Novamente: Nada disso é ruim!

  1. Participação maior dos personagens

Esse é talvez o maior triunfo da série. Alguns personagens que tinham uma pequena participação no livro, tiveram ela aumentada e foi maravilhoso. Mad Sweeney, por exemplo, era um personagem melancólico, que (Pelo menos para mim) não me chamou muito a atenção. Já na série ele cresceu e pôde ser muito melhor trabalhado. Contudo quem mais se destacou é a Deusa Bilquis. No livro, ela teve apenas duas passagens sem grande importância (apesar da apresentação sensacional!). Na série, ela se tornou um dos melhores personagens. Daqueles que queremos ver mais e mais…  E que venham na segunda temporada!

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Marcelle Suazquita
Dcnauta que adora a Marvel. Aluna imaginária da Corvinal que sonha em ser uma Elfa e casar com Clark Kent. Responsável - e irresponsável - por dar pitacos em séries, filmes e literatura. Bernard Cornwell é meu lorde e senhor.