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The Wilds: Vidas Selvagens | Crítica

Fomos convidados a conhecer o episódio piloto de The Wilds, nova série original do Amazon Prime Video. Numa pegada teen, mas com traços que pareciam lembrar Lost, minha série favorita da vida, decidi dar uma chance a produção e tive uma grata surpresa, com uma produção que me fez engolir os 10 episódios da 1ª temporada em apenas dois dias.

Na série, acompanhamos um grupo de garotas que sofre um acidente aéreo e passam a sobreviver numa ilha deserta, sem alimento ou qualquer comunicação com o mundo externo. Aos poucos, conhecemos o passado de cada uma das meninas e o que as fez estar naquele avião. Conforme os episódios passam, descobrimos que na verdade aquela era uma viagem até o Havaí, aonde o grupo passaria por um período de renovação através de uma espécie de coaching, visando o afloramento do seu lado feminista.

A série não tem uma personagem principal, mas Leah é a primeira personagem que passamos a saber mais sobre o seu passado, marcado por uma paixão proibida com um escritor. Nora e Rachel são irmãs, e tem sua vida baseada na pressão da família para a carreira esportiva impecável de Rachel. Fatin tinha uma vida de regalias com os pais, mas no fundo se mostra vazia de coração e alma, em busca de uma renovação. Dot era muito apegada ao seu pai, e era totalmente dedicada a manutenção de sua saúde. Toni não tinha apego nenhum com a família, e vivia desde então já sobrevivendo por si só. Martha mantém as origens indígenas de sua família, e por fim Shelby que é criada por uma tradicional família cristã e é imposta a uma vida de regras.

O elenco da série é bem forte, e eu não conhecia nenhuma das atrizes antes dessa produção, o que me surpreendeu ainda mais pela potência de cada uma e a entrega a uma trama que se mostra muito mais dramática do que aventuresca ao decorrer dos episódios, e conforme vamos descobrindo o passado de cada uma delas. Além de evidentemente trabalhar muito bem a questão do poder feminino, a série aborda temas um tanto quanto delicados e necessários como homofobia, pedofilia, racismo, religiosidade, depressão e afins.

Composta de 10 episódios com média de 50 minutos cada, a primeira temporada entrega uma boa história e bem promissora, mas usa de um metódo de narrativa bem ousado. Muitos buracos ficam após o fim da temporada, o que claramente dá brecha para uma segunda temporada, que é extremamente necessária para a continuidade da história. Não é de todo ruim, afinal o que é bom queremos ver mais, mas é arriscado quando se trata de produções do streaming que não necessariamente terão o sucesso que esperamos.

A segunda temporada está confirmada e promete, mas tem de ser tratada com cautela para não cair na mesmice, ou até mesmo se ater a detalhes que podem modificar drasticamente a continuidade da história. A série está nas mãos de Susanna Fogel que ainda não teve um trabalho que deslanchou na TV, porém tem uma chance de ouro com The Wilds que traz uma trama que pode fomentar as redes sociais pelo seu potencial e polêmica. É torcer para que alcance o seu sucesso, dando um espaço merecido ao elenco que tanto entregou nessa produção.

Pontos Positivos
Roteiro com potencial de uma grandiosa história
Trata de temas polêmicos e necessários, mas sabe a forma de mostrar ao público
Elenco novo que se entrega ao papel
Pontos Negativos
Deixar tantos buracos na história é arriscado, sob a promessa de uma nova temporada
Apreensão quanto a continuidade da série
8.5
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