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The Old Guard (Netflix) | Crítica

The Old Guard é mais um dos lançamentos populares de streaming durante a pandemia. Sedenta por conteúdo para criação de suas produções originais, a Netflix encontrou uma mina extremamente fértil nos últimos anos, as histórias em quadrinhos. The Umbrella Academy, O Mundo Sombrio de Sabrina, e até a aquisição de Lúcifer de outra distribuidora mostram que o serviço está disposto a investir o quanto for necessário para que esses personagens saiam das páginas coloridas e cheguem nas telas dos espectadores, sejam elas grandes TVs ou smartphones. 

The Old Guard, adapta um quadrinho de mesmo nome, escrito por Greg Rucka, nome conhecido por seus trabalhos na DC Comics, principalmente nos quadrinhos da Mulher Maravilha

Rucka, que também assina o roteiro do longa metragem, carimba que sabe trabalhar com protagonistas femininas poderosas, e aliado a diretora Gina Prince-Bythewood, demonstra que os quadrinhos ainda são uma fonte de boas histórias.

Na trama de The Old Guard, 4 guerreiros imortais, liderados por Andy (Charlize Theron), precisam lidar com a aparição de uma nova imortal, enquanto uma gigante farmacêutica descobre a existência desses seres e quer usar seu DNA para monopolizar a indústria da saúde mundial.

O roteiro é simples, e traz um tom quadrinhesco nos personagens e suas motivações. O longa, que poderia servir como um aprofundamento na mitologia daqueles personagens, tem ideias muito boas, mas peca em serem mal aproveitadas no desenvolvimento de toda aquela lore. Às vezes as tramas se perdem entre si, apesar das excelentes cenas de ação não deixaram o ritmo cair demais entre as barrigas do roteiro.

Falando da ação, é aqui que Gina Prince-Bythewood brilha na direção. As cenas são muito bem filmadas e coreografadas, e o gore, justificado pela imortalidade dos personagens, é bem feito, não sendo usado de maneira gratuita. Charlize Theron é quase uma máquina de matar, e eu fico abismado como essa mulher fica cada dia mais linda e poderosa nas telas. 

A atuação de todo mundo é muito boa, e mesmo o vilão caricato não estraga o andar da carruagem, principalmente se levarmos em consideração se tratar de uma adaptação de quadrinhos.

A trilha sonora é funcional, e tem aquelas cenas já saturadas de ação com música pop no fundo, pelo menos o longa é competente em sua montagem, ao não transformar tudo em um grande conjunto de videoclipes da MTV.

The Old Guard é mais uma aposta da Netflix em filmes de ação vindo das histórias em quadrinhos, e mesmo não tendo a mesma competência de O Resgate, ao menos apresenta uma história interessante com boas cenas de ação, e um ótimo gancho para continuações que prometem corresponder às nossas expectativas e responder perguntas importantes deixadas em aberto.

Roteiro
7.5
Fotografia
8
Edição
8.5
Trilha Sonora
8
Figurino
7.5
Direção
8
Efeitos Especiais
8.5
Voto do Leitor(a)1 Vote
6
8
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