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Super Nintendo e as saudades da infância

O primeiro videogame da minha vida foi um Super Nintendo. Aos meus 5 ou 6 anos de idade, pouco antes do início dos anos 2000, era o que me fazia brilhar os olhos assim como as animações que passavam no SBT, Globo, Cartoon Network e afins. Assim, começa a vida de um pequeno nerd que só tinha um sonho: salvar o bebê Mario e combater o mal do capitão K. Roll.

Por conta de restrições financeiras na minha casa, demorou para que conseguíssemos juntar para ter um console, e quando isso enfim aconteceu, outra restrição existia na nossa vida gamer: não tínhamos nenhum cartucho. Meu irmão é 11 anos mais velho do que eu, então nessa época já não tinha o mesmo apego ao videogame, então eu e meu pai íamos nas desventuras semanais na boa e velha locadora. Quem viveu nos anos 90 e nunca teve que pagar para renovar a locação de uma fita, pois não teve tempo suficiente de jogar?

Pois é, minha rotina semanal era estudar durante a semana e aos finais de semana, começando pela sexta, torcer para conseguir zerar Donkey Kong Country 3. Sim, esse foi o jogo que mais marcou minha infância. Joguei também o 2, mas o 3 acho que praticamente eu era o único que alugava na locadora do bairro, em busca de ir cada vez mais longe a cada semana.

Quando não conseguíamos alugar por conta de algum outro compromisso ou restrição financeira, usávamos cartuchos que já tínhamos em casa. Depois de um tempo, compramos o jogo do Ayrton Senna, ídolo do meu pai e que a família se reunia todo domingo para assistir, e o encantador Yoshi Island, onde o nosso objetivo era nunca deixar o nosso fiel parceiro Baby Mario cair nas garras do mal.

TV de tubo, torcer para a fita funcionar sem que fosse necessário assoprar. Eram bons tempos, e graças a eles que hoje me construí nessa vida nerd e gamer. Os tempos passaram e o Super Nintendo foi repassado a uma outra pessoa, fato esse que eu lamento até hoje. Mas daí vieram o Playstation 1, o Playstation 2, o Xbox 360 e agora o Xbox One. As gerações passaram, mas meu apego e o sentimento nostálgico pelos dois jogos em específico se mantiveram na minha cabeça. Yoshi Island e Donkey Kong Country sem dúvida, figuram minha lista de top 10 melhores jogos da história, pelo apego sentimental que tenho a eles.

20 anos mais tarde, tive a oportunidade de adquirir um Nintendo Switch. E eu mal imaginava que a Nintendo me daria a chance de reviver um momento tão legal na minha vida através de um simples recurso: um emulador de Super Nintendo integrado através do sistema da Nintendo Online. Pois bem, duas décadas mais tarde eu tenho a oportunidade de repassar para a nova geração, a grandiosidade que é jogar Donkey Kong Country e Yoshi Island como se fosse a primeira vez. Para mim, a emoção de reviver esses clássicos é algo inestimável.

Enquanto lhes escrevo sobre esse relato de vida (kkk), já zerei Yoshi Island pela terceira vez na vida (a primeira no Switch), e estou seguindo para novamente zerar Donkey Kong Country 2. Bem, essa vai ser a quinta vez que faço isso, mas a primeira na nova geração, e a primeira também depois de anos. Fico muito feliz com a ação que a Nintendo faz em prol dos jogadores, despertando aquele sentimento de nostalgia que aquece nossos corações, e possibilita repassarmos de geração em geração a força que jogos como esse, construíram gerações como a nossa.

Seja você jogador de CS, LoL, Fall Guys, Among Us, FIFA, COD ou afins, o que mais importa no fundo é o sentimento que aquele jogo traz para você. A partir do momento que um game forma lembranças em você, ele fará parte de sua história, e independente do gênero, arte, jogabilidade ou plataforma que for, ele será o jogo de sua vida. Não se importe com o discurso de ódio que você joga “jogo de criancinha”, ou “um jogo que meu irmãozinho poderia ter desenhado”. O mais importante de tudo, é a experiência que aquilo vai lhe proporcionar.

Nesse Dia das Crianças, o que desejo é que você a todo momento fomente a criança interior que existe em você, e não esqueça aquele amor que sempre tivemos por viver grandes aventuras no passado. Afinal, graças a essas que hoje somos esses adoradores da cultura pop, que se emocionam a cada novo filme, série ou game do nosso personagem favorito. Não valorize discursos de ódio, mas sim aceite as opiniões diversas, afinal somente assim que poderemos construir gerações melhores do que as nossas 🙂

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