Rock in Rio: como era, como foi e como será?!

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Eu gostaria de ter escrito esse post logo após o término do Rock in Rio, mas ainda estava em fase de recuperação depois de ir em 3 dias do festival. O corpo e a energia não são mais os mesmos já tem um tempo rs!

Não vou entrar no mérito sobre o desempenho das atrações em si do festival este ano de 2017, pois acho que é um assunto muito pessoal… Há pessoas que gostaram do show do Bon Jovi por exemplo, e pessoas que não. Mas e as eternas reclamações, desde que o festival voltou à ativa, em 2011, que o “Rock in Rio não é mais rock”? O que pensar sobre isso?

Além do fato de que hoje em dia as pessoas ociosas ocupam seu tempo na internet criticando, seja qual for o assunto, é também sabido que o festival não tem apenas rock, desde sua primeira edição. Em sua estreia, em 1985, o RIR teve grandiosas bandas de rock, como Queen e AC/DC, mas também teve muita música brasileira, seja no estilo rock, ou MPB. Ou seja, é um festival de música, que tem como público alvo: pessoas. Sim, pessoas!  De todos os tipos e gostos!

E o que dizer da segunda edição, em 1991, que teve Prince, George Michael e Guns N’ Roses Bom… acho que vocês já entenderam meu ponto, não é?

Ao longo dos anos, essa divisão de estilos ficou mais clara, como por exemplo, este ano tivemos um final de semana mais pop e o outro mais rock, e não mais juntos, como acontecia de termos Rihanna e no dia seguinte Metallica. E creio que isso foi de certa forma para dividir mesmo o público, como eu mesma notei, que indo no final de semana pop, o público era bem mais jovem, com uma outra vibe e até mesmo as roupas/estilos/comportamento eram bem diferentes do segundo final de semana. Acho que deu certo assim, onde todo mundo participa mas sem estar de fato misturando as tribos.

Pra quem curte música, indico muito ir a algum festival, pois a TV não transmite realmente a energia que só quem já foi consegue sentir! E falando em transmissão, vamos para um ponto negativo deste ano (e de todos os outros): Multishow. Que transmissão foi aquela hein? O som lá no evento teve dias que estava ruim sim, mas muito melhor do que o canal passava! Eu assisti à shows ao vivo e depois liguei no Multishow para reassistir e comparar e fiquei impressionada em como ficou ruim pela TV! Acho super bacana o canal passar os shows, as entrevistas muitas vezes são legais (às vezes são vergonhosas rs), as imagens que eles fazem são lindas e etc, mas o som é todo ano um fator muito negativo! Vamos melhorar isso ai Multishow!! E aproveitando a deixa, vamos melhorar também o som Rock in Rio! Vocês estão com a faca e o queijo na mão!

Vamos agora aos elogios?

Primeiro de tudo, o lugar, que em 2017 se mudou para o Parque Olímpico, onde era então prevista a construção de um novo bairro, e como não aconteceu, a nova Cidade do Rock se instalou em seus 300.000m², aumentando sua capacidade de público, que voltou a ser 100.000 pessoas! Na volta no festival, em 2011, o público foi este, mas perceberam que o evento e o local não comportavam, e abaixaram para 85.000, e agora com este local muito maior, voltou a ser 100 mil, mas na verdade eu acredito que o público foi muito maior que isso rs!

A nova Cidade do Rock me lembrou muito a Disney, com os brinquedos, os palcos temáticos, as ruas cenográficas, as lojinhas de suvenires, os games de última geração… Me senti como se estivesse em Orlando, e não no Rio de Janeiro! E por mais que você chegue cedo, é impossível aproveitar o parque, ops, o festival todo! Tivemos a Rock Street África, com danças, coral, elefante gigante e uma infinidade de coisas a mais, como tivemos também a Rock District, com a calçada da fama com artistas que participaram do RIR, apresentações, e realmente nos esquecemos de que era “apenas” um festival de música.

Como a própria Roberta Medina, vice-presidente do RIR falou, “A dinâmica é cada vez mais parecida com a de um parque temático, sem nunca perder a música como fio condutor”.

Já que estamos em um blog sobre cultura pop, nada mais justo que falar sobre a Game XP, certo? Certo!

Logo na entrada da Cidade do Rock, demos de cara com a entrada monumental da GXP! O complexo em si era bem grande, além de ter a maior tela de jogos eletrônicos do mundo, WOW! 75 metros de largura por 20 de altura, tela para nenhum geek botar defeito! A estrutura era bem similar com a da Comic Con Experience, inclusive foi criada em parceria com a feira, e também contávamos com a Arena 1 e 2, onde pudemos testar novos jogos (como realidade virtual), jogar os clássicos (como Genius e Mário) ou apenas passear por lá vendo a galera se divertir! Um espaço bem legal, aliado com a música!

Falando em tecnologia, o que achei mais sensacional do festival foram os painéis nas entradas dos banheiros, indicando em tempo real, sua capacidade de lotação e quais eram os locais com menos fila. Quem já foi em outras edições do RIR sabe muito bem que o assunto “banheiro” era bem complicado, com filas intermináveis e higiene questionável, mas essa edição deixou tudo isso para trás! Foi legal demais chegar a um banheiro e ver pela placa que ele estava lotado, e poder simplesmente se dirigir para outro mais próximo, para não pegar fila… tirando o fato de que em qualquer momento que você fosse, eles estavam limpos! Bravo Rock in Rio, bravo!

E ainda sobre organização, gostaria de ressaltar como foi fácil o acesso por transporte público ao evento. Todos os outros anos fui para lá com aquele ônibus especial (caro), pois tinha medo de pegar o transporte público e me perder, e até mesmo pela bagunça que muitos amigos me relatavam, porém este ano quis arriscar e fui de metrô+BRT, e confesso que foi muito mais fácil do que eu esperava! Tudo bem organizado (para nível brasileiro) e rápido! Até na saída, apesar do eterno empurra-empurra (sempre teve e sempre terá, afinal são 100 mil pessoas saindo ao mesmo tempo, certo?), chegando à estação tinha uma filinha básica para esperar o BRT e só! Pelo menos nos dias que fui e nos momentos que precisei, deu tudo certo! Até as filas para comer não eram tão grandes como em outras edições, devido às muitas opções de restaurantes existentes!

O que mais me chamou a atenção realmente nesta edição de 2017 foi o casamento entre entretenimento e tecnologia! Os shows também não foram nada ruins rs!

O que esperar para 2019? Uma possível melhora no som, talvez uma nova abertura de portões para a saída e… E só!

Pode vir 2019, que estou ansiosamente te esperando para curtir mais música e mais desse pôr-do-sol carioca maravilhoso!

1 COMENTÁRIO

  1. Rock in rio sempre foi Pop in Rio…essa é a verdade!!!! Ali visa mais o lucro mesmo…infelizmente!!!! fato é que tenho que adimitir que existe mais público ecletico a público rock e seus estilos metal, punk e hardcore da vida!!!! Para quem é acostumado a assitir ou foi a um show do Wacken open Air e vai ver o rock in rio estranha mesmo…fazer o que né? gosto não se discuti, a discussão mesmo é que sempre vai ser assim e as pessoas já se acostumaram. Katy perry lota show e metallica não lota tanto quanto Katy…lembro que os ingressos sobraram na época…Por quê isso? porque existe mais público ecletico, sertanejo e fãs de katy perry a fãs de rock e suas vertentes. Não tenho muito o que reclamar…confesso que gosto da Katy perry, Guns, Metallica e minha banda preferida Iron Maiden. Quando mais novo, eu era mais radical em termos de som e com o tempo passei a gostar de coisas estranhas…mas acredito que seja amadurecimento. Com o tempo passei a gostar de MPB, Dance music e até músicas da Enya!!!! conclusão: O importante é aceitar as pessoas como elas são e seus estilos musicais…não vale a pena brigar ou bater boca por coisas materiais ou sobre artistas que não sabe quem vc é!!!!! O certo mesmo é usar a música para pensar, se divertir e questionar sobre sentimentos, amor e coisas sociais da vida!!!! valeu!!!!

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