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Review | Os Inocentes (Netflix)

A Netflix tem sido cada dia mais, aquele diabinho no ombro que fica me convencendo a deixar de lado a série da lista que estou tentando colocar em dia, pra priorizar um novo lançamento com uma história intrigante. Depois de n situações iguais, mais uma vez isso aconteceu comigo, agora com Os Inocentes.

Para ser sincero com vocês, essa é mais uma das séries que eu mal sabia que ia lançar, e quando veio foi uma grata surpresa. Motivado pelas propagandas espalhadas por São Paulo afora, resolvi dar uma chance aos 8 episódios.

Ambientada em Londres e pequenas cidades inglesas, e com uma parte também na Noruega, Os Inocentes conta a história de June (Sorcha Groundsell), que vive um amor conturbado com Harry (Percelle Ascott). A família dos dois é um tanto quanto conturbada. A mãe dela tem um paradeiro desconhecido, enquanto o pai a protege com unhas e dentes. Já a mãe dele é policial na cidade, enquanto o pai vive sob estado de choque, reflexo de um acidente no passado.

A série passa a despertar a atenção quando logo no primeiro episódio nos deparamos com os sentimentos de June, de ser alguém diferente dos demais. Perseguida por Steinar(Jóhannes Haukur Jóhannesson), que é um tanto mal encarado, que mal June ou sua família podem fazer a essa gente?

Os Inocentes é mais uma série da Netflix que aborda um assunto fictício de forma um tanto quanto curiosa. Dessa vez, o assunto é metamorfose. June tem uma habilidade extraordinária, e tem de aprender como lidar com ela. Situações rotineiras, a forma de controle e propagação e a origem desse dom são alguns dos temas que a série levanta para expor as dificuldades da garota, que vive um romance adolescente em meio a uma Londres moderna.

Alheio a tudo isso, a série nos apresenta a casa de Ben(Guy Pearce), na Noruega, que supostamente estuda as variações da metaformose e uma forma de controle desse dom para as pessoas que o detém. Quais os objetivos de Ben? Há alguma relação entre ele e June? Contar mais da série estragaria a experiência de surpresa a cada episódio, que assim como eu tive, espero que você tenha também.

Por muitas oportunidades, a série me fez lembrar de Orphan Black, já que aborda um tema ligado a ficção científica (clones x metaformose), e também mostra um drama familiar (Sarah x June).

Sob aspectos técnicos, a série administra bem os 8 episódios que dispõe, com uma trama que confunde a cabeça no início, mas que quando revela suas intenções, causou o êxtase de muitos espectadores. A fotografia e trilha sonora são lindíssimos, e calham muito bem com o decorrer da trama, nos envolvendo no drama da jovem June.

A série não tem segunda temporada confirmada pela Netflix, mas tem potencial para uma continuação.

Avaliação

Roteiro8
Direção de Arte/Fotografia10
Trilha Sonora10
Atuações8
9

Resumo

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Raphael Riveiro
Idealizador do Dinastia Geek, fanático por séries e games, engatinhando no mundo das HQs. Harry Potter, o universo Tolkien, Liga da Justiça e Tim Burton são o melhor do maravilhoso universo nerd/geek!