Review | Ito Junji: Collection

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Animes de terror e gore são estilos que me agradam bastante. Apesar disso, não conhecia o trabalho do senhor Junji Ito.

Mangaká, reconhecido diretamente pelas suas obras de horror no Japão, teve seu anime lançado esse ano baseado em suas obras. Já quero deixar bem claro que a adaptação me agradou muito, e irei explicar os motivos para vocês.

O anime, assim como suas obras, são histórias curtas. Em um episódio, podíamos ver uma coletânea de trabalhos de Ito, sem relação alguma, como podíamos ter histórias que se interligavam. Essa ideia de uma história por episódio e sem muita relação com outra história, é bom demais! Sentar e assistir aquele episódio, no fim daquela semana corrida, sem precisar lembrar de tudo o que foi assistido até então. Esse estilo, é uma dica para pessoas que estão com o mês bem cansativo e só querem relaxar um pouco. E existem muitas séries, animes, desenhos com esse jeitinho, e é gostoso demais de assistir. Claro que não basta ter várias histórias se elas são fracas, e é o que não acontece nesse anime. Muitas vieram da própria cabeça do mestre Ito, como outras baseadas em contos japoneses.

O piloto, tenho que admitir, foi bem fraco. Fui com bastante hype para assistir esse anime, e fiquei um tanto desapontada com o andar do primeiro episódio. O que era para ser um terror, parecia mais uma mini comédia. Indo para o segundo episódio, torci para que fosse algo diferente e atingisse pelo menos um pouco das minhas expectativas. E graças, deu certo! Com o passar dos episódios, cada história me atingia de uma forma, e me interessava cada vez mais pelas obras. E sempre defendi esse ponto: animes “curtos”, só servem para  você conhecer a história. Se interessar muito, você acaba procurando e adquirindo o mangá.

Sem contar que muitos amigos meus ficaram decepcionados com a adaptação que foi feita. Fiquei bem surpresa, e isso só me deixou mais louca para adquirir qualquer obra dele! Eu queria mais, queria ver se era realmente assim no mangá, os traços, histórias, queria lhe conhecer senhor JUNJI ITO!

Adquiri JUNJI ITO: Fragmentos do Horror, editora DarkSide Books. E meus amigos… que espetáculo! Com capa dura, marca d’água, qualidade de impressão e respeito completo pelo desenho e características do autor! A forma de traço, é muito realista, fazendo com que você se arrepie mesmo pelo o que está lendo. Não esperava menos da DarkSide, não é? O único defeito são poucas histórias, não chega a ser 1/30 do trabalho dele. Mas dá para o gostinho. Inclusive, temos desconto nesse mangá para você se viciar, e te garanto, vale cada centavo! É só clicar nesse link.

Agora, comparando a qualidade do anime com o mangá, é óbvio que seria inferior. Afinal, tem como superar a obra principal? Pareceu mesmo que o anime foi feito as pressas, o desenho não é tão realista quanto o do real Ito, e usavam muito o sistema 3D (que particularmente, não é o meu favorito). A animação podia sim ter sido muito mais produzida, mas graças a ela, pude ser apresentada a um dos melhores mangakás atuais. Então não tiro mérito nenhum!

Você curte esse tipo de estilo? Qual história você mais se arrepiou?

Animes de terror e gore são estilos que me agradam bastante. Apesar disso, não conhecia o trabalho do senhor Junji Ito. Mangaká, reconhecido diretamente pelas suas obras de horror no Japão, teve seu anime lançado esse ano baseado em suas obras. Já quero deixar bem claro que a adaptação me agradou muito, e irei explicar os motivos para vocês. O anime, assim como suas obras, são histórias curtas. Em um episódio, podíamos ver uma coletânea de trabalhos de Ito, sem relação alguma, como podíamos ter histórias que se interligavam. Essa ideia de uma história por episódio e sem muita relação…
Mestre do terror em quadrinhos, Ito combina o surrealismo e o escatológico em suas histórias. O resultado é sempre bizarro, mas ainda assim — ou quem sabe até por isso mesmo — belo. (DarkSide Books)

Ito Junji: Collection

Animação
Adaptação
Trilha Sonora
Roteiro

Mestre do terror em quadrinhos, Ito combina o surrealismo e o escatológico em suas histórias. O resultado é sempre bizarro, mas ainda assim — ou quem sabe até por isso mesmo — belo. (DarkSide Books)

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