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Review | A Maldição da Residência Hill (Netflix)

Ah Netflix, sua linda. Fomos presenteados por mais uma obra de arte no catálogo original do serviço de streaming. A Maldição da Residência Hill é a mais nova série de terror/suspense, que encantou a todos desde o seu lançamento, em 12 de outubro.

Para você que pretende ver a série, fique tranquilo. Aqui NÃO TEM SPOILERS ;D

Nomeada pelo mestre do terror, Stephen King, como uma obra de gênio, 9,1 no IMDb, 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, e média de 9,7 por episódio no TV Time, a série me despertou a atenção pela repercussão explosiva e reconhecimento instantâneo, fato esse que é raro de se ver em tramas do gênero.

Confesso a vocês que é muito difícil achar uma obra de terror bem construída, dirigida e protagonizada. Acho que dos últimos anos, um dos raros casos foi Invocação do Mal e o primeiro Sobrenatural, que particularmente têm uma construção que me encantou. No mais, temos mais do mesmo em tramas que abusam do jump scare. A série da Netflix felizmente foge desse padrão…

Dirigida e produzida por Mike Flanagan (Ouija, O Espelho), a série é baseada num romance de mesmo nome de 1959, e conta a história da família Crain e as perturbações vividas durante sua passagem pela fatídica residência Hill, que tanto lhes marcou.

Um dos pontos extremamente bem construídos na série é o uso do flashback. Nós sabemos o que aconteceu, mas não como aconteceu. Durante os quatro primeiros episódios, somos apresentados a cada um dos cinco irmãos da família com seus comportamentos e costumes do passado, e na sua rotina no presente. Pontos soltos em cada uma das histórias, nos fazem construir nas nossas mentes o que de fato pode ter ocorrido na casa Hill.

A cada episódio um evento ocorrido na casa nos é mostrado, e nossa curiosidade só aumenta. Transições de passado e presente vão conectando situações, e toda a história vai se esclarecendo. O maior mistério da casa, além de todas coisas bizarras que ocorrem é: o que há por trás da porta vermelha que nunca abre?

Puxa Rapha, mas esse negócio de presente e passado não vai me confundir todo?! Não vai ser uma Dark da vida?! NÃO! A Maldição da Residência Hill consegue construir as transições temporais de forma muito concreta e explicativa, fazendo com que a surpresa chegue as nossas cabeças no mesmo nível que a clareza dos fatos.

Durante a história, peguei algumas referências sutis do roteiro de outras obras do terror. Pode ser bizarro, mas elementos semelhantes aos utilizados em A Casa Monstro, Os Outros e A Casa dos Pesadelos estão presentes no desenrolar da série. Da construção infantil do medo, até o que realmente pode representar o terror para o público, a série utiliza dos mais variados recursos para criar o ambiente ao espectador.

Em conjunto com uma trama bem construída que prende o espectador ao longo dos 10 episódios, o elenco é espetacular! Desde o elenco do passado, com os irmãos pequenos até o presente, já com eles adultos e as preocupações e responsabilidades definidas, todos se saem brilhantemente bem!

O meu destaque vai para os papéis de Luke (Julian Hilliard) e Nell (Violet McGraw) crianças, o mesmo Luke (Oliver Jackson-Cohen) já adulto, e a mãe da família, Olivia (Carla Gugino). O brilhantismo desses atores e o encanto que me causaram em cada interpretação, é algo que categoriza esta série como uma das melhores obras do gênero terror que vi nos últimos tempos.

Em aspectos técnicos, o roteiro da série é muito bem construído e os poucos episódios com um menor toque de ação são extremamentes necessários para o desenrolar da trama, e encantam o público da mesma forma, já que apresentam fatos até então ocultos da história da família e dos incidentes na residência Hill.

A fotografia é belíssima. O jogo de câmeras proporciona a sensação de suspense que é necessária, sem abusar dos recursos para trazer o medo ao espectador. A trilha sonora é incrível e está na minha cabeça até agora enquanto escrevo esse texto. Uma mudança tênue mas marcante, diferenciando os momentos de tensão daqueles momentos de paz da família.

Confesso a vocês que essa série me encantou, e me surge um brilho no olhar ao recomendá-la para todos amigos e familiares que pude falar sobre. Fico muito grato da Netflix ter construído tão bem uma obra de terror/suspense, já que esse segmento merece histórias como a da casa Hill.

Continuação? Não sei dizer… mas acredito que a história contada já foi suficiente para nos encantar.

Avaliação

Roteiro10
Trilha Sonora10
Atuações10
Fotografia10
10

Resumo

3 Comentários

  1. Também gostei muita da série, de um modo geral, “tudo” está ali por um motivo. Queria saber qual é a musica que toca no ultimo episódio, enquanto o Steven narra. Parabéns a você pelo Review, texto perfeito.

    1. Oi Juarez! Fico muito feliz que tenha gostado da série e do Review. Uma grata felicidade em ver uma belíssima obra do gênero, depois de tantos tropeços recentes.
      Quanto a música do final é If I Go, I’m Goin, de Gregory Alan Isakov.
      Diga-se de passagem, a canção é um gran finale para uma bela trilha sonora 😉 Grande abraço!

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Raphael Riveiro
Idealizador do Dinastia Geek, fanático por séries e games, engatinhando no mundo das HQs. Harry Potter, o universo Tolkien, Liga da Justiça e Tim Burton são o melhor do maravilhoso universo nerd/geek!