Resenha | Gaian – O reinício

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O livro (que tem um nome bem sugestivo) conta o ressurgimento de guerreiros sagrados nas terras de Gaian. Gaian é um lugar com características medievais, com reinos e famílias herdeiras.

Existe uma profecia que foi escrita a milhares de anos e nela foi prevista a ocorrência de três grandes guerras e para equilibrar os lados das batalhas entre o bem e o mal, sete pessoas predestinadas descobririam seus destinos como guerreiros sagrados.

“[…] O caminho levará a uma época de muita riqueza e consciência, e essa época dourada antecederá outra de muita dor, pois Gaian será tocada, e com ela se envolverão todas as almas – plenas ou não. Os povos, antes unidos em ideais supremos, se convergirão para criar, não a maior das perdas, mas a mais terrível delas, a senhora de todos os males – a penumbra e a poeira que cobrirão o tempo. […]”

Contudo, logo após a segunda grande guerra, o pergaminho com a profecia e o livro Tempus que continha os ensinamentos de magia antiga foram roubados. Então, coube aos guerreiros sagrados daquela época descobrir  um meio de ajudar os novos guerreiros que surgiriam um dia.

“O passar dos anos acrescenta muitas informações às almas dos atentos.”

Cada guerreiro possui uma espada especial que responde aos seus comandos e uma armadura que aparece sobre seus corpos com o uso de magia quando estão em batalhas.

“Poucos tem a percepção de ver a qual destino os passos podem levar.”

Durante esse primeiro livro da série – SPOILER ALERT – quatro pessoas descobrem que terão seus destinos totalmente mudados, um elfo misterioso também aparece (e some, o que me deixou muito intrigada), os três senhores da guerra são apresentados e para acabar o livro (perfeitamente) tem uma batalha com dragões (SIM, dragões!!!!).

“Eles viram dragões.
Brisrar e Ulthigar não acreditavam no que os seus olhos revelavam. Suas respirações ficaram pesadas, e o suor desceu por suas peles frias. Eles tinham ouvido falar sobre dragões nos livros, nas estórias contadas para crianças, nas lendas. Agora, todos os relatos se tornaram realidade.”

A história foi narrada de forma perfeita, para imergir o leitor no universo arcaico e medieval, Almeida teve a delicadeza de inserir no texto poemas em versos que remetem as cantigas. Além disso, cada capítulo é iniciado com uma frase que da uma breve ideia de como será aquele trecho específico da história. O cuidado notável com cada detalhe, cada personagem e situação fazem a imaginação do leitor ir loooonge.

O livro é dividido em duas partes, a primeira tem a historia em si e a segunda tem um dicionário para as magias antigas, um guia de pronúncia dos nomes das pessoas e lugares, um mapa lindo e tem uma parte que conta a história de Gaian, seus reinos e povos. Para quem for ler, sugiro que comece por essa segunda parte, pra não ficar muito perdido no começo da história.

“Sua alma estava perdida em pensamentos, que relembravam as diversas mortes das três grandes cidades do Reino do Norte, e em emoções, que surgiam como dores poderosas e irrefreáveis.”

Tudo bem, podem dizer por aí que sou meio suspeita para falar desse livro porque eu amo esse tipo de história. Mas se não acreditam em mim, vocês podem ler o livro e tirar suas próprias conclusões… rsrs

Indico o livro para quem curte aventuras medievais, batalhas épicas e muita magia.

Claudio Almeida | Editora Novo Século – Projeto Talentos da Literatura Brasileira | 2015 | 335 páginas

 

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