Resenha | Colega de Quarto

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Noite de sexta, nada bom na TV e nada de interessante na internet. Ótima desculpa para uma nova leitura… Comecei Colega de Quarto prometendo que leria no máximo 5 capítulos, acabei lendo 69 antes de ser dominada pelo sono. Mas já acordei terminado a leitura, pois não aguentava mais não ter resposta para o mistério.

Eric queria muito contar a verdade para ele. Na verdade, era a única coisa que o levou até aquela mesa de bar. Estavam os dois sozinhos, abastecidos de cerveja, já no nivel em que se fala sem pensar — a oportunidade PERFEITA. Mas a mesma dificuldade de antes o impedia de verbalizar

Eric é um jovem abastado que está vivendo um constante pesadelo sobrenatural dentro de sua própria casa. O garoto de cabelos ruivos busca ajuda de Conrado (Lyra), advogado e detetive particular. Em uma visita, bem turbulenta, no meio da madrugada Eric conta a Lyra que acredita estar dividindo seu apartamento com uma entidade. Claramente apavorado, o jovem descreve o terror que tem vivido e oferece qualquer quantia para o detetive o ajude.

Querem me ver imaginando coisas, dizendo coisas para que possam apontar para mim e falar que estou delirando, que devo ir para algum sanatório, sei lá…

Curioso e ávido por um mistério (e uma pausa nos entendiantes processos de divórcio), Lyra busca entender o que o jovem está vivendo. Eric descreve os barulhos, objetos e situações que presenciou dentro do apartamento, mas logo percebe que não receberá a resposta imediatista que precisa e saí em disparada do escritório. Mais tarde, o detetive recebe uma ligação do jovem, claramente assustado e aos prantos, poucas palavras são trocadas e o telefonema termina de forma inesperada.

Na manhã seguinte, Lyra tem sua sala invadida por um homem alto e corpulento, o delegado de polícia, Wilson. Este o informa que ele foi o último a falar com uma vitima de suicídio. Eric estava morto.

Será que eu não posso deixar você sozinho por um minuto? – Wilson

E é neste ponto que a história realmente começa. Colega de Quarto é divido em 3 atos (Loucura, Turvo e Lucidez) cada um deles apresenta os fatos para esta morte. Em loucura conhecemos mais sobre Eric Schatz e seus hábitos. Turvo aprofunda a investigação e apresenta mais personagens e teorias sobre o possível crime. Lucidez, a parte final do livro, apresenta cada um dos acontecimentos e traz um desfecho surpreendente da teia de informações que se formaram durante toda a narrativa.

O livro sempre apresenta revelações instigantes que tornam o mistério ainda mais desafiador e desta forma, a leitura cada vez mais envolvente. Mesmo sendo repleto de desdobramentos e personagens o autor se manteve fiel a linha de raciocínio, novas informações chegam a todo momento, mas ainda assim não nos perdemos na história.

A descrição dos ambientes são brilhantes, mas o destaque fica por conta dos personagens que são muito bem construídos, cada qual com sua particularidade. Desta forma, não somos confundidos, sabemos em todos os momentos qual deles está em ação. Outro aspecto que deve ser destacado é que nenhum deles é disposto na história sem ter uma função necessária e clara.

De maneira engenhosa, Victor nos guia em situações que pareciam ser a chave durante a narrativa, mas no fim não eram exatamente verdadeiras. Tudo isto torna o final surpreendente e, definitivamente, muito bem amarrado.

Enquanto lia Colega de Quarto, me via pensando constantemente em Hercule Poirot de Agatha Christie. Lyra se assemelha muito ao personagem, ambos excêntricos, interessantes e com uma penugem no rosto (hahaha). Quando cheguei aos agradecimentos percebi que a percepção era real e fiquei bem contente, já que acho os livros dela fantásticos!

A diagramação do livro, como sempre, é digna de aplausos. A divisão de partes é feita com páginas pretas que intensificam ainda mais o mistério.

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Aproveitamos a resenha para agradecer ao Victor e a Mari pelo carinho com que nos trataram no dia que nos conhecemos ,na sessão de autógrafos de Era dos Mortos.

 

Noite de sexta, nada bom na TV e nada de interessante na internet. Ótima desculpa para uma nova leitura... Comecei Colega de Quarto prometendo que leria no máximo 5 capítulos, acabei lendo 69 antes de ser dominada pelo sono. Mas já acordei terminado a leitura, pois não aguentava mais não ter resposta para o mistério. Eric queria muito contar a verdade para ele. Na verdade, era a única coisa que o levou até aquela mesa de bar. Estavam os dois sozinhos, abastecidos de cerveja, já no nivel em que se fala sem pensar — a oportunidade PERFEITA. Mas a mesma dificuldade de…
Victor Bonini | 280 páginas | 2018 | Faro Editorial

Colega de Quarto

Enredo
Personagens
Diagramação
Acabamento

ESPADAS

Victor Bonini | 280 páginas | 2018 | Faro Editorial

5 COMENTÁRIOS

  1. Não curto muito o estilo do livro, mas pela tua resenha ele é uma surpresa boa para os fãs do gênero.
    obs: Quando vi o título pensei que tinha algo a ver com o filme Colega de Quarto. kkk

  2. Gente, não imaginava nunca que esse livro pegava esse caminho. Achei que era um policial, mas não tão cheio de suspense e sobrenatural. Já fiquei doida pra ler. Com certeza eu também não conseguiria dormir sem ler uma boa parte do livro ou ele todo hahaha

  3. Eu ando numa vibe de livros policiais e de mistério então provavelmente irei gostar! Já vou colocar na minha lista! Fora isso achei a resenha super bem feita, conta o suficiente para dar vontade sem dar spoilers!

  4. Desde o lançamento do livro tenho visto muitos leitores elogiando-o e outros ficando ansiosos pela leitura. Adoro um livro de suspense, mas admito que ultimamente não estou tanto nessa vibe de história. Quem sabe esse seja o ideal para me puxar de volta para o gênero.

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