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Paranormal (Netflix) | Crítica

A Netflix traz todo mês algumas surpresas que você jamais poderia imaginar em seu vasto catálogo. Quando você imaginaria assistir a uma produção egípcia? Pois é, eu nunca. Eis que surge Paranormal no catálogo da Netflix e de bate pronto a identidade visual da série me chamou a atenção.

Paranormal conta a história do médico Refaat Ismail, que assim como Murphy também possui sua leis fundamentadas em seu conhecimento e vivências, sendo a primordial que o paranormal não existe. Ao decorrer da série, Refaat é colocado a prova de situações que seus estudos são incapazes de provar, e ele tem de dar o braço a torcer para situações que anteriormente eram insanidade para si.

Você pode se surpreender sobre o fato da Netflix trazer uma produção egípcia para seu catálogo, mas isso só é um choque para nós do Ocidente. Se tratando de obras orientais, o Egito é uma das grandes escolas responsáveis pela produção de filmes e séries, e tem um grandioso projeto por vir na Netflix. No caso de Paranormal em específico, é uma obra adaptada dos livros de Ahmed Khaled Tawfik, aclamado pela crítica e que já vendeu milhões de cópias em árabe.

Você pode achar que é uma baita série pesada pelo título, mas não. Paranormal é muito mais uma mistura de leve terror e suspense, com drama e comédia trazida pelo personagem de Refaat e suas descobertas que de fato o paranormal pode estar mais perto do que ele imagina. O ponto alto da série é a a adaptação de lendas da mitologia egípcia para a atualidade, como a aparição de uma nuvem negra do Cairo provinda da maldição de uma múmia tirada de seu sarcófago, uma planta milagrosa que só cresce no deserto e por aí vai.

Refaat é um renomado médico e bem de família, mas sua mente é uma loucura, o que traz os tons de comédia para a série. Ele é prometido para a família a uma mulher que ele não ama, mas faz de tudo para fazer o bem a ela, afinal não é de magoar ninguém. Em contrapartida, ama uma antiga colega de estudos que veio direto da Escócia para ajudá-lo em sua empreitada.

O ritmo da série teria tudo para ser interessante, mas as vezes desliza e perde um pouco o foco da trama principal que é a vida de Refaat, principalmente pelo seu passado e as motivações que o fizeram criar suas leis no presente. Uma entidade persegue Refaat e também o faz questionar sua sanidade a todo momento, e isso faz com que fiquemos cada vez mais curiosos aonde aquilo vai nos levar.

6 episódios foram suficientes para a série e mais do que isso se tornaria cansativo, mesmo que a promessa de uma nova temporada seja algo muito visível por fatos ocorridos no final do sexto episódio. Se refinar algumas questões relacionadas ao ritmo dos episódios e ser pé no chão com as lendas (por favor, esqueçam o que verem no deserto), a série tem tudo para deslanchar e trazer para o grande público a produção egípcia, que pelo pouco que pude ver em Paranormal, merece ser exaltada.

Pontos Positivos
Grande atuação do protagonista
Trilha sonora e visual atraentes
Soube adaptar questões da mitologia egípcia a atualidade com primor
Pontos Negativos
O ritmo da série derrapa e foge ao foco principal da trama por vezes
A bizarra aparição no deserto
8.5
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