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O que podemos esperar de Destiny 2?

Destiny 2 chega esta semana aos consoles, lembro de quando seu antecessor foi lançado em setembro de 2014, ano que teve jogos como Call of Duty Advanced Warfare, Forza Horizon 2, Titanfall, Far Cry 4, entre outros grandes nomes. A princípio esperava lançamentos dos jogos que estava acostumado a jogar, tiro em primeira pessoa, corrida ou aventura por exemplo.

Apareceu então um jogo que eu pensava que era totalmente RPG, mas na verdade era uma junção de tiro em primeira pessoa com RPG. Um jogo que teve um investimento na época de US$ 500 milhões pela Activision e desenvolvido pela Bungie. Você já deve ter ouvido da Bungie, foi a desenvolvedora dos jogos da franquia Halo.

Como acabei ganhando uma cópia digital do jogo, comecei a jogar Destiny sem nenhuma expectativa ou pretensão, simplesmente vamos ver qual é desse jogo. Então comecei a jogar, um jogo que para mim caro leitor, era diferente porque não tinha o costume de evoluir o personagem, através de suas armas, skills, classes, armaduras e equipamentos.

Um dos motivos que o jogo despertou meu interesse é a jogabilidade única e cooperativa. Isso se deve as missões, especialmente os níveis de assaltos projetados para jogar em modo cooperativo.

As missões iniciais são de certa forma um tutorial, para que você possa evoluir seu personagem, começar a jogar com seus amigos e entender a história. Para que eu possa falar sobre Destiny 2, farei um breve resumo sobre o início desta franquia.

História

A história de baseia-se em um futuro bem distante, aproximadamente 700 anos à frente, situado em uma época pós-apocalíptica, após um longo período de paz e sucesso na exploração e avanços tecnológicos. Essa época ficou conhecida como a Era Dourada.

Em um universo onde os humanos se propagaram e começaram a colonizar planetas no Sistema Solar, ocorre o “Colapso“, evento que fez com que colônias desaparecerem misteriosamente, encerrando à Era Dourada, contribuindo para que a humanidade seja ameaçada de desaparecer.

Os únicos sobreviventes conhecidos do Colapso vivem na Terra, salvos pelo “Viajante“, um corpo celestial branco e esférico, cuja aparição tem séculos, ainda antes de ser permitido aos humanos alcançar as estrelas.

“O Viajante” agora flutua sobre a única cidade humana existente, a sua presença permite aos “Guardiões da Cidade” defenderem o que restou da terra, uma vez que estes jogares assumem o papel no jogo como os últimos defensores da humanidade. Todos os guardiões possuem habilidade de ter um poder conhecido apenas como “A Luz”.

Após a primeira tentativa da humanidade de repovoar e reconstruir após o colapso, descobriu-se que as raças alienígenas hostis têm ocupado as ex-colônias e civilizações da humanidade e estão agora a tentar invadir a Cidade. O jogador assume o papel de um Guardião da Cidade, que tem como objetivos de investigar e destruir essas ameaças antes que a humanidade não exista mais.

Classes de Guardiões

Existem três classes de guardiões em Destiny:  Titã, Arcano e Caçador. Cada classe possui suas características específicas, que devem ser utilizadas com inteligência durante as missões cooperativas.

Com o avanço do jogo, serão desbloqueados pontos de experiência, que permitem evoluir a personagem de acordo com o estilo e preferência do jogador, lembrando os jogos RPG. A classe impacta diretamente nos itens que você recolhe no jogo.

Modos de Jogo

Em Destiny, temos de tudo um pouco: modo livre para explorar os planetas, história, Crisol como o modo competitivo do jogo (PVP), os assaltos que são missões que precisam de três pessoas para vencer e as incursões (Raids). Até jogar Destiny, nunca tinha jogado uma incursão, um pouco parecida com os assaltos, porem seis pessoas são necessárias para jogar, além de exigirem um nível maior pelo fato de serem bem mais difíceis.

As incursões só ficam disponíveis depois de concluir as missões de história por grupos de amigos e nível de luz, por conta da dificuldade. Deu para perceber até aqui que acabar história não significa o fim o jogo, pelo contrário, é só o começo!

Expansões

Ao longo destes 3 anos, a Bungie lançou quatro expansões para o jogo: The Dark Below, House of Wolves, The Taken King e Rise of Irons. Isso proporcionou aos jogadores muitas horas de jogo e novos desafios. Eu sou exemplo: não pude jogar a última expansão devido minha pós-graduação, mas quando olho o total de horas jogadas (quase mil horas), fico até surpreso.

Enfim Destiny 2!

Chegamos na semana de lançamento, posso dizer que este é um dos jogos mais esperados para este ano. A pergunta que fica é: será que esta continuação será bem recebida?

Falo isso principalmente pelo fato que nas ultimas expansões, Destiny sofreu alterações que considero impactantes, mudando características do jogo. Posso falar de dois exemplos, começando pelo assalto semanal anoitecer, quando os três jogadores morriam, você voltada para o início da missão.

Houve uma atualização que fez com que este assalto ficasse similar ao semanal heroico, voltando ao último check point. Outro exemplo foi a arma exótica Gjallarhorn, que até então só havia sido vendida pelo Xur (NPC) na semana dois. Esta arma por ter sido uma das mais desejadas, era difícil de ganhar em diversas situações do jogo.

Chegou em momento destes três anos que o Xur passou a vender com mais frequência e ao longo do jogo aumentaram as chances de ganhar. Pequenas coisas que eram marcas do jogo, que passaram a alterar suas características.

Você pode esperar que uma sequência do Destiny continue apenas a construir os mesmos fundamentos que o original construiu ao longo destes três anos de experiência, mas de primeiro momento parece que a Bungie decidiu por uma história relativamente limpa, explorando por novos lugares.

Outro ponto é a história, no primeiro jogo de certa forma era superficial, se você queria saber algo mais detalhadamente, deveria ler as cartas de grimório. Tudo indica que a Bungie aprendeu com os feedbacks e espera que os jogadores “reclamem de tanta história” que o jogo terá.

Em um dos trailers lançados, a última cidade da Terra cedeu diante da força de Ghaul, líder da Legião Vermelha. O trailer acima mostra os guardiões em desvantagem, com poucos sobreviventes. O objetivo é explorar o sistema solar em busca de novas armas e poderes, para então unir os guardiões sobreviventes para derrotar Ghaul.

No mês passado, quanto em julho aconteceram as betas, como pude ver em alguns vídeos as telas e mecânicas do jogo são bem bem familiares. Foram reveladas uma missão da campanha, um assalto e um modo do crisol, foi revelada a nova área social em substituição da torre. O que era bom, foi mantido e aprimorado, já dá para esperar por um jogo mais viciante.

A Bungie publicou recentemente um vídeo explicando de forma bem diferente o que é Destiny 2, confira abaixo:

Destiny teve seus problemas como conteúdo repetitivo e expansões caras, assim como muitos jogadores, esperamos que Destiny 2 seja um jogo que traga mais envolvimento com a história, sem esquecer os pontos positivos do primeiro jogo.

Destiny 2 será lançado em 6 de setembro (dia de publicação deste post) para PS4 e Xbox One. Já a versão PC do game, que pode ser rodada sem limite de FPS, chega em 24 de outubro.

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Roberto Nascimento
Beto, paulista, sempre em busca de bons shows, viagens, livros, cultura pop em geral (não necessariamente nesta ordem). Fã de Star Wars, DC, Marvel entre outras coisas mais. Amante do universo da fotografia, sempre registrando por onde passo.