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A experiência de reviver o universo de Naruto

É engraçado como alguns desenhos e animes marcam a nossa vida. Ainda lembro da minha infância e de ficar horas na frente da TV assistindo Dragon Ball, Yu-Gi-Oh!, Super Onze e claro, Naruto.

Muito por influência do meu primo, assistir Naruto na hora do almoço na SBT era um evento quase que obrigatório na minha vida. Aquele desenho era tudo para mim.

Mas você já teve a experiência de rever coisas que marcaram um momento da sua vida alguns anos depois? O anime de Naruto teve seu último episódio lançado em 2017, quinze anos após a sua primeira aparição nas televisões japonesas. Não dá para negar que Naruto formou uma geração de pessoas.

Ao todo foram mais de 700 episódios (juntando o Naruto Clássico com o Shipudden) e quando adolescente eu parei no arco do Pain, lá por volta dos 180 e pouco episódios. Sabe como é: provas e mais provas, estudar para vestibular e toda aquela coisa.

Contudo, se teve uma coisa boa durante esse período de quarentena, foi o tempo livre: trabalhando e ficando em casa o dia todo, me peguei na necessidade de rever e terminar todo o anime de Naruto.

Altos níveis de nostalgia

A nostalgia de assistir o primeiro episódio foi algo que me pegou de jeito: ver o Naruto conquistando sua bandana de ninja me deixou tão empolgada que eu terminei o anime clássico em duas semanas.

É curioso relembrar algumas batalhas épicas, como a do Time 7 contra o Zabuza, o demônio do gás oculto (É ELE MESMO!), assistir os milhares de flashbacks repetidos e reconhecer o grande poder do protagonista: o discurso no jutso.

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Foto: Reprodução

Escrevo esse texto parando na mesma parte em que parei quando adolescente: no arco do Pain, lá por volta dos 180 e pouco episódios. E tenho algumas coisas para falar.

Primeiramente, é inegável dizer que Naruto é um dos animes que mais se aprofunda na história dos personagens, e não só nos principais. Aprendemos a amar algumas figuras secundárias pelas suas personalidades e enredo. Um exemplo disso é a luta de Neji contra Naruto no Exame Chunin, durante o anime clássico.

E mesmo com personagens bastante explorados, também teve outros que foram jogados na sarjeta. Pode ser que você não se lembre, mas lá pelo começo do Naruto houve um filler onde conhecemos Sora, um garoto que vive entre os monges do Templo do Fogo e que também possui o chakra da Kurama. Depois de Naruto ajudar o menino a controlar o poder das nove caudas, ele simplesmente vai embora.

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Foto: Reprodução

Fala sério será que ninguém pensou que uma pessoa que é uma pseudo-jinchūriki seria importante para a história? Aparentemente não. E é isso que a Naruto tende a pecar um pouco: talvez pela necessidade de estender o anime de sucesso, começaram a aparecer fillers sem pé nem cabeça.

PELO AMOR DE DEUS TEM UM FILLER QUE O ROCK LEE TOMA UMA SURRA DE UM CANGURU E UM AVESTRUZ QUASE MATA TODO MUNDO! De verdade, eu queria mais fillers com histórias do passado para conhecer mais sobre Minato, Kushina, o time de Kakashi, os ninjas lendários e até mesmo sobre os primeiros Hokages.

Isso, é claro, é o olhar de uma pessoa que está revendo Naruto depois de anos. Nada vai me fazer deixar de amar o anime ou acreditar que ele tem uma ótima história, ainda assim, é visível quantas pontas soltas foram deixadas na história que podiam ser mais bem trabalhadas.

O tempo pode ser inimigo da perfeição e coisas como um avestruz ninja podem surgir.

Ótimas lutas com pitadas de manipulação

Indo além no desenvolvimento da história, podemos ver o crescimento dos personagens: cada novo poder resulta em lutas cada mais intensas. Afinal, quem não se arrepiou com a chegada de Naruto em Konoha no modo Sennin não assistiu o episódio direito.

E eu sei, Naruto tende a ter episódios bem mal desenhados, e a luta de Pain com o Naruto foi um deles, mas não deixa de ser empolgante.

Mas, o que mais me anima com Naruto até agora é a manipulação de personagens secundários no enredo da história. Laços de amizade e de ódio crescem ao longo dos episódios até culminarem em uma batalha.

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Foto: Reprodução

Tudo bem que eu estou longe de chegar no final da história, mas é importante deixar esse registro da minha percepção das coisas depois de anos. Acima de tudo, Naruto preza por construir a história em cima de laços pessoais e da personalidade de cada personagem e isso me agrada muito.

Se eu vou ter opiniões diferentes sobre o anime nos próximos episódios? Talvez sim, talvez não e talvez eu volte aqui para dar minha opinião quando eu chegar no episódio 500.

Esse texto é um review ou uma opinião? Não sei ao certo, mas algo que todos deveriam fazer nessa quarentena é rever filmes, animes, ler livros e jogar jogos que marcaram muito algum período da vida.

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