Crítica | Marvel Defensores

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Finalmente, após tanta tempo de espera a Netflix, em conjunto com a Marvel, liberou a sua série mais esperada, Os Defensores!

As atuações individuais não estão muito diferentes das séries, Charlie Cox dominando tudo como Matt Murdock, Krysten Ritter (Jessica Jones) e seu humor ácido, Mike Colter (Luke Cage) com a mesma expressão para todas as cenas e uma pequena melhora na atuação de Finn Jones (Danny Rand) nas partes mais dramáticas. Sigourney Weaver é uma grata surpresa como vilã da trama, e sua atuação é impecável!

O primeiro episódio tem um ritmo mais lento, com exceção da cena de abertura, serve para ligar as conclusões das séries individuais, até chegar ao ponto onde os heróis devem se encontrar. Temos também um trecho episódico dedicado a contar o que houve com a Elektra e a sua ligação com a vilã. É um pedaço interessante, mas tão pouco focado em desenvolver a personagem de maneira textual, que o excesso de ação nesse trecho se mostra desnecessário para a trama, poderia ter sido explicado em menos de 5 minutos com uma boa linha de diálogos e uma pequena demonstração. Mas nada que desabone a boa vontade dos produtores. O maior problema é que pra uma série de 8 episódios, que deveria ter uma sensação de ser curta e direta, o vai e vem da trama da equipe, em conjunto com a trama paralela da vilã e o tentáculo fazem você se sentir assistindo uma série de 23 episódios, de tantos excessos. O mesmo problema de Punho de Ferro, que tinha tudo para engatar a trama e se provou um fardo para maratonar, destruindo o formato não episódico com o qual a Netflix libera suas séries.

A cena de luta que mostra a união dos 4 defensores é de arrancar suspiros, principalmente por manter aquele padrão da cena de luta em um corredor. A interação dos personagens é muito boa, uma química ácida, suas personalidades são usadas pra aflorar a diferença entre os 4 e mostrar como pessoas tão diferentes lidam umas com as outras diariamente, é um paralelo interessante entre o heroísmo e o anti heroísmo. Essa mistura agridoce que não funciona na primeira vez que eles tentam se juntar como um equipe e é justamente algo que torna a história mais crível!

Cada um com seus motivos pra se envolver na luta contra o tentáculo, que por sinal foi resumido de uma maneira mais crível que a mitologia dos quadrinhos, mas de forma satisfatória pro que já foi apresentado anteriormente. A abertura já mostra uma evolução nas coreografias de luta, principalmente baseando-se nas utilizadas em punho de ferro.

Danny Rand mostra a que veio, numa cena que traduz o quanto as lutas das séries anteriores eram abaixo do esperado, principalmente com as cenas tão bem feitas das 2 temporadas de demolidor. Danny Rand mostra Kung Fu de verdade, bem executado, junto com demolidor, nosso Luke Tanque Cage é sempre utilizado de escudo humano, e Jéssica sempre socando e jogando pessoas, justo pra quem nunca teve nenhum treinamento marcial.

O desenrolar da trama é bem interessante, mas se arrasta demais. O maior problema é o arco da Elektra, é bem clichê, previsível, chegando a ser cansativo em alguns momentos, principalmente no fim da série.

A trilha sonora é boa, assim como nas séries individuais, com músicas empolgantes nas cenas de luta. Infelizmente nenhuma música é boa o suficiente pra ficar na sua cabeça, nem mesmo o tema da apresentação. Mas a trilha tem seus méritos, mesmo não sendo marcante e inesquecível. Infelizmente na grande batalha da equipe colocaram uma música de gueto que não combina com o clímax.

O saldo final é positivo, juntar esses 4 heróis urbanos não é algo fácil, mas poderia ser bem melhor, principalmente pelas expectativas aplicadas por quem está acompanhando as séries desde a primeira temporada de demolidor. Pode ser chato de maratonar, acredito que o ideal é assistir como uma série comum, poucos capítulos por vez, porque os vai e vem da trama podem se tornar cansativos para uma série tão curta.

Finalmente, após tanta tempo de espera a Netflix, em conjunto com a Marvel, liberou a sua série mais esperada, Os Defensores! As atuações individuais não estão muito diferentes das séries, Charlie Cox dominando tudo como Matt Murdock, Krysten Ritter (Jessica Jones) e seu humor ácido, Mike Colter (Luke Cage) com a mesma expressão para todas as cenas e uma pequena melhora na atuação de Finn Jones (Danny Rand) nas partes mais dramáticas. Sigourney Weaver é uma grata surpresa como vilã da trama, e sua atuação é impecável! O primeiro episódio tem um ritmo mais lento, com exceção da cena de abertura,…
Os Defensores é uma futura série americana criada para Netflix por Douglas Petrie e Marco Ramirez, baseada na equipe homônima da Marvel Comics.

Marvel Defensores

Roteiro
Direção
Direção de Arte/Fotografia
Efeitos Especiais
Trilha Sonora

ESPADAS

Os Defensores é uma futura série americana criada para Netflix por Douglas Petrie e Marco Ramirez, baseada na equipe homônima da Marvel Comics.

1 COMENTÁRIO

  1. É das melhores do seu gênero. Li que iam lançar esta serie e o tema não me interessou, mas um dia vi um capitulo e fiquei intrigada. Acho que vi toda a primeira temporada num final de semana. Já quero ver a segunda temporada porque o final da temporada foi inesperado, amei a participação de Rosario Dawson, sempre leva o seu personagem ao nível mais alto da interpretação, seu trabalho é dos melhores, é uma atriz preciosa que geralmente triunfa nos seus filmes. Recém a vi em Paixão Obsessiva, inclusive a passarão aqui: https://br.hbomax.tv/movie/TTL612305/Paixao-Obsessiva sendo sincera eu acho que a sua atuação é extraordinário.

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