Resenha | O Canto Mais Escuro da Floresta

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Olha eu aqui de novo pra falar, é claro, sobre livros!

A história da vez é um conto de fadas, mas não vá achando que é sobre fadas boazinhas que realizam desejos. As fadas dessa história até realizam desejos, mas tudo mediante a um acordo que normalmente acaba sendo uma péssima escolha para os humanos.

Em O Canto mais escuro da floresta, somos levados a uma cidadezinha chamada Fairfold que fica ao lado de uma densa floresta que é habitada por criaturas mágicas, o Povo.

Há muito tempo atrás os humanos e o Povo fizeram um “acordo de boa vizinhança” mais ou menos assim: os humanos respeitavam o Povo e usavam amuletos para sorte e proteção e o Povo pregaria peças, mas nada muito sério, só uns beliscões e pratos sendo quebrados misteriosamente. Eis que algo acontece e o acordo parece não mais existir, humanos estão sumindo e morrendo das formas mais inusitadas e a população de Fairfold começa a ficar assustada.

Em uma clareira na floresta há um esquife de vidro todo trabalhado e ornamentado, dentro desse esquife um garoto de chifres enrolados e orelhas pontudas está preso a muitos anos em um sono amaldiçoado. Existem várias lendas sobre o porquê dele estar preso e quem ele é.

A protagonista desta história é Hazel, uma garota que sempre sonhou em ser um cavaleiro como nas histórias que ela lia, ela tem dificuldade em ter relacionamentos com outras pessoas, sempre se sente meio deslocada quando não está na floresta. Hazel tem um irmão mais velho, Ben que quando era apenas um bebezinho foi “abençoado” por uma fada e cresceu com um dom mágico pra música.

Os irmãos cresceram largados pelos pais, passavam os dias se aventurando pela floresta, Hazel era o cavaleiro que usava uma espada e matava monstros e Ben era o bardo que encantava o Povo com sua música mágica.

Claro que as crianças acabam se apaixonando pelo garoto de chifres adormecido no caixão de vidro e ambos criam histórias sobre aquele garoto misterioso e sobre como um deles vai conseguir desperta-lo de sua maldição.

A leitura dessa história fluiu de forma fácil, a cada página virada um novo mistério surgia, uma nova possível solução para os problemas já existentes. Ver as criaturas mágicas dos contos de fadas tão más e sedentas por sangue foi inesperado e ao mesmo tempo reconfortante, deu um toque de realismo ao fantástico.

Lógico que no fim a história tem aquele plot twist característico das histórias da Sra. Black para fechar com chave de ouro!

Em 293 páginas minha concepção sobre senso de dever e honra foram colocados a prova, e ainda aprendi umas boas mandingas de como me proteger contra o Povo.

Nesse livro, aquele velho ditado “Não julgue um livro pela capa” faz todo sentido! Indico essa história para quem curte fantasias cheias de magia, dor de amor, traições e sofrimento (o nome do pior monstro que habita o coração da floresta é Sorrow, que no inglês significa sofrimento/tristeza).

Se resolver ler O Canto Mais Escuro da Floresta não se esqueça de colocar sal nas janelas e um punhado de terra de túmulo nos bolsos antes de abrir na primeira página.

Olha eu aqui de novo pra falar, é claro, sobre livros! A história da vez é um conto de fadas, mas não vá achando que é sobre fadas boazinhas que realizam desejos. As fadas dessa história até realizam desejos, mas tudo mediante a um acordo que normalmente acaba sendo uma péssima escolha para os humanos. Em O Canto mais escuro da floresta, somos levados a uma cidadezinha chamada Fairfold que fica ao lado de uma densa floresta que é habitada por criaturas mágicas, o Povo. Há muito tempo atrás os humanos e o Povo fizeram um “acordo de boa vizinhança”…
294 páginas | Galera Record

O Canto Mais Escuro da Floresta - Holly Black

Enredo
Personagens
Diagramação
Acabamento

ESPADAS

294 páginas | Galera Record

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