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Jogador Nº1 – A Melhor Adaptação de Games?

Depois de sair da sessão de Jogador Nº1, eu fiquei me perguntando sobre as qualidades e defeitos do filme. Depois de conversar com meu amigo, e editor, Neto Sambora, cheguei a conclusão de que a partir do momento em que o Wade coloca o capacete pela primeira vez e entra no OASIS, eu entrei junto com ele, e a partir dali eu só enxergava o filme como se fosse um jogador.

Depois de tantos fiascos cinematográficos das adaptações de games, eu me pergunto, será Jogador Nº1 a melhor adaptação de games já feita? Bem, esteticamente outros filmes já conseguiram adaptar seus conceitos:

  • Aquela cena toda em primeira pessoa de Doom (2005);
  • As cenas grandiosas de batalha com câmera aérea de Warcraft (2016);
  • O salto da fé e algumas referencias visuais em Assassin’s Creed (2016);
  • As cenas copiadas e coladas do jogo em Tomb Raider: A Origem (2018).

E apesar desses pequenos momentos de imersão e referência a obra original, nenhum deles consegue fazer você realmente imergir dentro da história. Seja por problemas de roteiro, direção, ou outros quesitos técnicos, raramente saímos satisfeitos de uma adaptação de jogos. Jogador Nº1 consegue o que esses filmes citados a cima, e muitos outros que nem valem a citação conseguiram, mostrar o universo dos games como ele realmente é.

Lara Croft, Cassie Cage, Tracer, Chun-Li.

Desde coisas simples como os HuDs na tela, até a sensação de fazer parte de outro mundo. Wade Watson conseguiu traduzir para milhões de pessoas no mundo o que é sentar na frente da TV ou do PC, e adentrar um universo mágico, cheio de coisas impossíveis no mundo real, mas que são tão importantes para nós quanto a realidade. Quem não gostaria de escalar as montanhas do Tibet com Nathan Drake de Uncharted, ser um soldado condecorado de Call of Duty, ser um herói e salvar a princesa com o Mario, e se transformar num robô gigante para lutar contra o Godzilla? Tudo isso foi emulado dentro do OASIS, e você se identifica com cada detalhe.

Outro grande acerto do filme foi rechear de referências de diversas épocas. Desde o King Kong, que é dos anos 30, até Overwatch, que faz parte do nosso dia a dia. A ideia do filme de conectar o futuro com o passado faz parte do seu plano principal. Cruzando a linha da realidade virtual que é um presente tão futurista, até o Atari 2600, que é o primeiro videogame com o formato que vemos até hoje. Quer coisa mais videogame que entrar num software de realidade virtual para jogar um software de 1980?! É quase o mesmo que ligar seu Xbox One X e abrir um emulador de Atari.

Os 5 do topo.

Jogador Nº 1 acerta no que todas as adaptações até agora erraram, te colocar num universo de possibilidades que somente os videogames conseguem te levar. Talvez o caminho para as adaptações de games sejam adaptações não literais, já que poucas até hoje conseguiram trilhar o caminho da glória entre os jogadores e os cinéfilos.

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Bruno Sena
Carioca, fã do Superman e de quadrinhos em geral, além de jogar mais games do que deveria. Xbox live Gamertag: BrSena14